META DE RICO
Vale a pena estudar a Taesa?
Atrativa

Empresa cara, muito lucrativa — principal risco: sensibilidade a juros.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • apresenta saúde financeira apenas mediana
  • remunera o acionista acima da média: dividend yield de 8,00%
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 800.
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Mistos: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 4.
67
Score Meta de Rico
Top 69%Na metade inferior9ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Sensibilidade a juros

compete com a renda fixa; quando a Selic sobe, o preço da ação tende a cair para o dividendo continuar atraente.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A Taesa é uma transmissora pura: recebe uma Receita Anual Permitida (RAP) fixa e corrigida pela inflação por transportar energia — não vende energia, aluga a "estrada". Isso gera dividendo alto e previsível (DY na casa de 8% em jul/2026). Os dois riscos: as concessões têm prazo (o ativo "amortiza") e, com dividendo parecido com renda fixa, ela sofre quando os juros sobem.

Resumo em 2 minutos

A Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica) é uma das maiores empresas de transmissão de energia do Brasil. Ela não gera energia (como uma hidrelétrica) nem entrega energia na sua casa (como uma distribuidora): ela é dona das linhas de alta tensão que transportam a energia das usinas até os centros consumidores — mais de 13 mil quilômetros de linhas espalhadas pelo país. Pense nela como a dona das "rodovias" por onde a eletricidade viaja. Por manter essas linhas de pé e disponíveis, ela recebe do sistema uma receita fixa e contratada. A Taesa ganha dinheiro recebendo a RAP — Receita Anual Permitida. É um valor fixo, definido em contrato de concessão (normalmente por 30 anos), que ela recebe por deixar suas linhas de transmissão disponíveis. O ponto genial (e a lição do setor): a receita quase não depende de quanta energia efetivamente passa pela linha — depende de a linha estar operando. Isso elimina o "risco de volume" que assombra quase todo negócio. Além disso, a RAP é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M, conforme o contrato). Resultado: receita previsível, protegida da inflação e com custos de operação baixos — o que sobra vira dividendo.

Resumo completo

A Taesa (TAEE11) é uma das maiores transmissoras de energia do Brasil: dona de mais de 13 mil km de linhas de alta tensão, ela é a "rodovia" por onde a eletricidade viaja das usinas às cidades. Não gera nem distribui energia — recebe uma Receita Anual Permitida (RAP), um valor fixo, contratado por concessões de ~30 anos e corrigido todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M). Como a receita quase não depende do volume de energia e os custos de operar linhas prontas são baixos, sobra muito lucro, e a empresa distribui quase tudo — por isso é uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa (DY na casa de 8% em jul/2026; média de ~10% em 5 anos). TAEE11 é uma unit: 1 ação ON (TAEE3) + 2 PN (TAEE4) num só papel. Os dois riscos centrais: (1) as concessões têm prazo — o ativo "amortiza" e precisa ser reposto via leilões e aquisições, então o crescimento é de reposição, não composto; e (2) sensibilidade a juros — como compete com a renda fixa, o preço cai quando a Selic sobe, e a dívida elevada (≈ 3,5–4x EBITDA) fica mais cara. Em resumo: um fluxo de renda previsível e indexado à inflação, com risco de juros e prazo de concessão — não uma renda fixa disfarçada.

Principais riscos
  • Sensibilidade a juros: compete com a renda fixa; quando a Selic sobe, o preço da ação tende a cair para o dividendo continuar atraente.
  • Concessões com prazo: os contratos vencem (em geral em 30 anos). Parte do valor é um ativo que "amortiza" — a empresa precisa repor com novos leilões e aquisições só para não encolher.
  • Endividamento: transmissora costuma operar bastante alavancada (dívida líquida/EBITDA elevado). Com juro alto, a dívida fica mais cara e pode apertar o dividendo.
  • Risco de aquisição/leilão: crescer depende de vencer leilões com retorno bom; pagar caro demais por ativos destrói valor.
  • Presença de estatal no controle (Cemig): traz uma camada de influência política, ainda que bem menor que numa Petrobras.
Principais oportunidades
  • Receita previsível e contratada: a RAP é definida em contrato e quase não varia com o volume de energia — é o oposto de uma empresa que depende de vender mais.
  • Proteção contra inflação: a receita é reajustada por IPCA ou IGP-M todo ano, acompanhando o custo de vida.
  • Dividendos altos e recorrentes: com custos baixos e lucro previsível, a empresa distribui quase todo o resultado — uma das maiores pagadoras da Bolsa.
  • Setor defensivo: energia é essencial; a demanda por transmissão não some em recessão como a de bens de consumo.
  • Escala e diversificação de ativos: dezenas de concessões espalhadas pelo país reduzem a dependência de uma única linha.
Utilidade Pública / Energia Elétrica — Transmissão · B3Perene

Taesa TAEE11 · Unit (1 ON TAEE3 + 2 PN TAEE4)

Uma das maiores transmissoras de energia do Brasil — mais de 13 mil km de linhas que recebem uma receita fixa, garantida e corrigida pela inflação, chova ou faça sol.

R$ 39,97▲ 0,05%
Volume: 956.200
P/L
9,00
DY (12m)
n/c
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Taesa e na B3. Atenção especial ao dividend yield: ele é alto, mas NÃO é renda fixa e muda a cada ano. Este material explica o que a empresa é e como pensá-la; não é recomendação de compra, venda ou manutenção. A decisão é sua.
67/100
Score Meta de Rico
Sólida
Está cara?
Paga dividendo?
Paga bem
DY 8,00% (12m)
É arriscada?
Moderado
Altman segura · Piotroski 4/9
Perfil
Perene
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 39,97
▲ 0,05% no dia
Valor de mercado
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A Taesa (TAEE11) é uma das maiores transmissoras de energia do Brasil: dona de mais de 13 mil km de linhas de alta tensão, ela é a "rodovia" por onde a eletricidade viaja das usinas às cidades. Não gera nem distribui energia — recebe uma Receita Anual Permitida (RAP), um valor fixo, contratado por concessões de ~30 anos e corrigido todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M). Como a receita quase não depende do volume de energia e os custos de operar linhas prontas são baixos, sobra muito lucro, e a empresa distribui quase tudo — por isso é uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa (DY na casa de 8% em jul/2026; média de ~10% em 5 anos). TAEE11 é uma unit: 1 ação ON (TAEE3) + 2 PN (TAEE4) num só papel. Os dois riscos centrais: (1) as concessões têm prazo — o ativo "amortiza" e precisa ser reposto via leilões e aquisições, então o crescimento é de reposição, não composto; e (2) sensibilidade a juros — como compete com a renda fixa, o preço cai quando a Selic sobe, e a dívida elevada (≈ 3,5–4x EBITDA) fica mais cara. Em resumo: um fluxo de renda previsível e indexado à inflação, com risco de juros e prazo de concessão — não uma renda fixa disfarçada.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Numa transmissora de energia como a Taesa, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

Ela é o "pedágio" da energiaA Taesa não gera energia nem vende para a sua casa. Ela é dona das linhas de alta tensão que levam a energia da usina até a cidade — e recebe um valor fixo por manter essa "estrada" disponível. O nome desse valor é RAP (Receita Anual Permitida). O que ela recebe quase não depende de quanta energia passa pela linha; depende de a linha estar de pé e funcionando.
A receita é corrigida pela inflaçãoA RAP é reajustada todo ano por um índice de inflação (IPCA ou IGP-M, conforme o contrato). Na prática, é uma receita que sobe junto com o custo de vida — parecida com um aluguel indexado. Isso é o coração da tese: previsibilidade + proteção contra inflação.
Por que o dividendo é altoComo a receita é previsível e os custos de operar uma linha já pronta são baixos, sobra muito lucro — e a empresa distribui quase tudo. Por isso a Taesa é conhecida como uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa. Mas dividendo NÃO é renda fixa: varia com o resultado e com as decisões da empresa.
O detalhe que confunde: a concessão tem prazoCada linha é uma concessão do governo com prazo (em geral 30 anos). Quando vence, o direito de receber por aquele ativo acaba. É diferente de uma fábrica que dura "para sempre": aqui, parte do que você recebe é, na verdade, a devolução de um ativo que vai "acabando". Por isso a empresa precisa vencer novos leilões e comprar novos ativos só para repor o que expira.
O risco que quase ninguém explica: jurosQuando o Tesouro Direto paga 12% ao ano sem risco, um dividendo de 8% numa ação (que tem risco) fica menos atraente — e o preço da Taesa tende a cair até o retorno "fazer sentido" de novo. Ela compete com a renda fixa pela mesma carteira. Juro subindo costuma pressionar o preço; juro caindo costuma ajudar.

O que a Taesa faz

A Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica) é uma das maiores empresas de transmissão de energia do Brasil. Ela não gera energia (como uma hidrelétrica) nem entrega energia na sua casa (como uma distribuidora): ela é dona das linhas de alta tensão que transportam a energia das usinas até os centros consumidores — mais de 13 mil quilômetros de linhas espalhadas pelo país. Pense nela como a dona das "rodovias" por onde a eletricidade viaja. Por manter essas linhas de pé e disponíveis, ela recebe do sistema uma receita fixa e contratada.

Como ela ganha dinheiro

A Taesa ganha dinheiro recebendo a RAP — Receita Anual Permitida. É um valor fixo, definido em contrato de concessão (normalmente por 30 anos), que ela recebe por deixar suas linhas de transmissão disponíveis. O ponto genial (e a lição do setor): a receita quase não depende de quanta energia efetivamente passa pela linha — depende de a linha estar operando. Isso elimina o "risco de volume" que assombra quase todo negócio. Além disso, a RAP é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M, conforme o contrato). Resultado: receita previsível, protegida da inflação e com custos de operação baixos — o que sobra vira dividendo.

60%
35%
5%
Transmissão — RAP indexada ao IPCA — concessões leiloadas após 2006, corrigidas pelo IPCA, com revisões tarifárias no 5º, 10º e 15º ano
Transmissão — RAP indexada ao IGP-M — concessões mais antigas (1999–2006), corrigidas pelo IGP-M, sem revisão tarifária (categoria 2)
Novos ativos / participações — linhas em construção e participações em projetos que ainda vão maturar a RAP (proporções aproximadas)

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

1
2018
0.7
2019
1.1
2020
1.6
2021
1.7
2022
1
2023
1
2024
1
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Juros (Selic e juro real longo)

É o driver nº 1. A Taesa compete com a renda fixa pela mesma carteira: juro subindo pressiona o preço (o dividendo fica "caro" perto do Tesouro); juro caindo tende a valorizar. Além disso, dívida alta fica mais cara quando o juro sobe.

📈 Inflação (IPCA / IGP-M)

A favor: a RAP é corrigida por esses índices, então inflação mais alta engorda a receita futura. É a proteção embutida na tese — a receita acompanha o custo de vida.

📈 Leilões de transmissão e aquisições

Como os ativos têm prazo e vão expirando, o crescimento depende de vencer novos leilões (RAP nova) e comprar ativos. Leilão disputado demais pode gerar retorno baixo; leilão bem calibrado repõe e amplia a receita.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Receita previsível e contratada: a RAP é definida em contrato e quase não varia com o volume de energia — é o oposto de uma empresa que depende de vender mais.
  • Proteção contra inflação: a receita é reajustada por IPCA ou IGP-M todo ano, acompanhando o custo de vida.
  • Dividendos altos e recorrentes: com custos baixos e lucro previsível, a empresa distribui quase todo o resultado — uma das maiores pagadoras da Bolsa.
  • Setor defensivo: energia é essencial; a demanda por transmissão não some em recessão como a de bens de consumo.
  • Escala e diversificação de ativos: dezenas de concessões espalhadas pelo país reduzem a dependência de uma única linha.

🔴 Riscos

  • Sensibilidade a juros: compete com a renda fixa; quando a Selic sobe, o preço da ação tende a cair para o dividendo continuar atraente.
  • Concessões com prazo: os contratos vencem (em geral em 30 anos). Parte do valor é um ativo que "amortiza" — a empresa precisa repor com novos leilões e aquisições só para não encolher.
  • Endividamento: transmissora costuma operar bastante alavancada (dívida líquida/EBITDA elevado). Com juro alto, a dívida fica mais cara e pode apertar o dividendo.
  • Risco de aquisição/leilão: crescer depende de vencer leilões com retorno bom; pagar caro demais por ativos destrói valor.
  • Presença de estatal no controle (Cemig): traz uma camada de influência política, ainda que bem menor que numa Petrobras.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Taesa.

Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 DY alto atrai quem busca renda. ⚠️ Mas dividendo não é renda fixa: pode variar de um ano para o outro. E DY muito alto às vezes é sinal de que o preço caiu (não de que a empresa melhorou) — olhe a causa.
Na Taesa: É a marca registrada da Taesa: um dos maiores da Bolsa (na casa de 8% em jul/2026; média de ~10% em 5 anos, conforme plataformas de mercado). Vem do payout elevado — ela distribui quase todo o lucro.
P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo pode indicar empresa madura, pouco crescimento ou risco precificado. Numa transmissora, P/L baixo é normal — o valor está no fluxo de caixa e no dividendo, não no crescimento explosivo.
Na Taesa: Costuma ser baixo (≈ 9x em jul/2026): a Taesa é madura e previsível, não uma ação de crescimento acelerado. ⚠️ Cuidado com o efeito contábil da RAP (IFRS), que distorce o lucro e, com ele, o P/L.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto = empresa eficiente. ⚠️ Quando vem de dívida alta, o número fica "inflado" — e transmissoras costumam ser alavancadas.
Na Taesa: É alto (≈ 20%), ajudado pela previsibilidade da RAP e por um patrimônio relativamente enxuto frente ao lucro. Leia junto com a dívida.
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável. Transmissoras operam mais alavancadas (3–4x) porque a receita é previsível — mas isso as torna sensíveis a juros.
Na Taesa: Fica na faixa de ≈ 3,5–4x — elevada, mas típica do setor. É o principal ponto de atenção: com juro alto, a dívida pesa e pode limitar o dividendo.
Margem líquida
Percentual da receita que sobra como lucro depois de todos os custos e impostos.
📐 Margem alta = negócio eficiente ou com pouca concorrência. Em transmissão, o custo de operar uma linha pronta é baixo, então a margem tende a ser altíssima.
Na Taesa: Muito alta (margem líquida ≈ 33%; margem EBITDA acima de 80%): operar linhas já construídas custa pouco, e a RAP entra quase inteira como resultado.
Payout
Percentual do lucro que a empresa distribui como proventos (o resto fica retido).
📐 Payout alto = mais renda hoje, menos reinvestimento. Payout perto de 100% é ótimo para quem quer renda, mas deixa a empresa dependente de dívida para crescer.
Na Taesa: A Taesa segue política de payout elevado (chegou a distribuir integralmente o lucro regulatório em alguns períodos). É o que sustenta o DY alto — e também por que ela precisa de dívida para financiar novos ativos.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
19,7%
alto
2018: 23,4% · 2019: 20,3% · 2020: 37,6% · 2021: 33,1% · 2022: 22,1% · 2023: 20,5% · 2024: 24,4% · 2025: 20,8%
empresa19,7%
mercado17,2%
ROA
6,7%
2018: 12,4% · 2019: 8,9% · 2020: 16,0% · 2021: 13,9% · 2022: 8,4% · 2023: 7,0% · 2024: 8,3% · 2025: 7,0%
empresa6,7%
mercado4,9%
ROIC
25,8%
Giro do ativo
0,20
Eficiência
Margem bruta
54,8%
2018: 77,8% · 2019: 68,0% · 2020: 70,6% · 2021: 81,3% · 2022: 80,9% · 2023: 63,1% · 2024: 66,5% · 2025: 55,1%
Margem EBIT
57,4%
2018: 87,4% · 2019: 78,3% · 2020: 89,7% · 2021: 98,9% · 2022: 93,3% · 2023: 69,5% · 2024: 77,0% · 2025: 59,2%
Margem líquida
33,5%
2018: 65,5% · 2019: 55,8% · 2020: 63,5% · 2021: 63,8% · 2022: 55,4% · 2023: 40,7% · 2024: 45,6% · 2025: 34,2%
empresa33,5%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 4,7 bi
2018: R$ 1,6 bi · 2019: R$ 1,8 bi · 2020: R$ 3,6 bi · 2021: R$ 3,5 bi · 2022: R$ 2,6 bi · 2023: R$ 3,4 bi · 2024: R$ 3,7 bi · 2025: R$ 4,6 bi
Lucro
R$ 1,6 bi
2018: R$ 1,1 bi · 2019: R$ 1,0 bi · 2020: R$ 2,3 bi · 2021: R$ 2,2 bi · 2022: R$ 1,4 bi · 2023: R$ 1,4 bi · 2024: R$ 1,7 bi · 2025: R$ 1,6 bi
Patrimônio líq.
R$ 8,0 bi
2018: R$ 4,6 bi · 2019: R$ 4,9 bi · 2020: R$ 6,0 bi · 2021: R$ 6,7 bi · 2022: R$ 6,6 bi · 2023: R$ 6,7 bi · 2024: R$ 6,9 bi · 2025: R$ 7,6 bi
Ativo total
R$ 23,3 bi
2018: R$ 8,6 bi · 2019: R$ 11,2 bi · 2020: R$ 14,1 bi · 2021: R$ 15,9 bi · 2022: R$ 17,3 bi · 2023: R$ 19,4 bi · 2024: R$ 20,4 bi · 2025: R$ 22,5 bi
Valuation
P/L
9,00
P/VP
n/c
P/Receita
n/c
P/EBIT
n/c
P/Ativo
n/c
EV/EBIT
n/c
P/Cap. giro
n/c
P/Ativo circ. líq.
n/c
VPA
n/c
LPA
R$ 4,44
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
34,2%
Passivos/Ativos
65,8%
Liquidez corrente
2,29
saudável
Crescimento
CAGR Receita 5a
5,4%
CAGR Lucro 5a
-6,9%
Proventos
Payout
64,6%
Dividend Yield
8,0%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Taesa se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
TAEE11 Taesa20,8%34,2%26,3%8,0%67/100
EGIE3 Engie Brasil Energ18,6%20,1%39,2%4,5%78/100
CMIG4 Cemig17,1%11,5%16,7%9,0%91/100
ISAE4 ISA CTEEP7,0%

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Taesa

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · AtendeGraham · Atualiza com o mercadoFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · NeutroAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 53,29.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 3,20
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 53,29
Preço atualR$ 39,97

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 53,29.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

O modelo Graham usa o preço de mercado (que define LPA e VPA junto ao balanço), fonte que estamos conectando (cotação e proventos da B3). Enquanto isso, veja abaixo como ele funciona.

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

O modelo Graham usa o preço de mercado (que define LPA e VPA junto ao balanço), fonte que estamos conectando (cotação e proventos da B3). Enquanto isso, veja abaixo como ele funciona.

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)25,81%
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)19,70%
Margem líquida33,52%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 4 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✕ não
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✔ sim
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✕ não
Giro do ativo maior que no ano anterior✔ sim
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)4 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 4 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,57 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total0,06
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,18
X3 · EBIT ÷ ativo total0,12
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,51
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X45,57
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,57 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,58 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L9,00
Crescimento do lucro (g)5,71%
PEG (P/L ÷ g)1,58

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,58 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de uma transmissora conta uma história linda de simples: uma receita regulada (RAP) previsível → custos de operação baixos → margem altíssima → lucro → dividendo. O truque é entender o efeito contábil da concessão (IFRS), que "suja" o lucro e confunde o P/L — algo que os sites de indicadores raramente explicam.

LinhaReferênciaO que significa
Receita (RAP)previsível e indexada à inflaçãoO coração de tudo: a Receita Anual Permitida é contratada e corrigida por IPCA ou IGP-M. Não depende de "vender mais" — depende de a linha estar disponível. É o que torna a receita quase tão previsível quanto um aluguel indexado.
Custos e despesas (O&M)baixosOperar e manter uma linha já construída custa pouco: não há matéria-prima, estoque ou esforço de venda. Por isso a margem EBITDA de uma transmissora costuma passar de 80% — algo raríssimo em outros setores.
EBITDAmargem > 80%O lucro da operação antes de juros e impostos. Com receita previsível e custo baixo, quase toda a RAP vira EBITDA. É a linha mais "limpa" para entender a saúde da empresa.
Efeito IFRS (receita de construção / ativo de concessão)distorce o lucro contábilAQUI está a pegadinha. Pela regra internacional (IFRS), a transmissora não registra a linha como um imóvel que deprecia; registra a concessão como um "ativo financeiro" que rende juros ao longo do contrato, e lança uma "receita de construção" enquanto constrói. Isso faz o lucro contábil subir e descer de um jeito que não bate com o caixa. Por isso o mercado acompanha também o lucro "regulatório", mais próximo do dinheiro que realmente entra pela RAP.
Resultado financeirojuros pesam (empresa alavancada)Transmissora opera com dívida relevante (≈ 3,5–4x EBITDA) porque a receita previsível permite. Mas isso significa que juros altos encarecem a dívida e comem parte do lucro — é o elo entre "juros" e "dividendo".
Lucro e dividendopayout elevadoO que sobra é distribuído quase todo (payout alto, às vezes perto de 100% do lucro regulatório). É por isso que o DY é um dos maiores da Bolsa — mas também por que a empresa depende de dívida e de novos leilões para crescer.
💡 Compare com a WEG: lá, o lucro contábil é uma boa bússola. Na transmissora, NÃO confie cegamente no P/L de site — o efeito IFRS (receita de construção + ativo de concessão) distorce o lucro. Olhe a RAP, a margem EBITDA, o lucro regulatório e o endividamento. E lembre da pergunta que resume a tese: "esse dividendo indexado à inflação me paga o suficiente ACIMA do Tesouro IPCA+ para valer o risco de ação?"

Aproximações para fins didáticos (fonte: releases e RI da Taesa). A DRE completa e auditada, e a distinção entre lucro contábil (IFRS) e regulatório, estão no RI.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 2 bi, recuando 7% frente ao exercício anterior — em linha com a média dos últimos 5 exercícios. gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (20,8%) veio abaixo da média dos últimos 8 exercícios (25,3%). Vale entender o que mudou no lucro ou no patrimônio antes de comparar com outros anos. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

1'181'192'202'211'221'232'242'2523%20%38%33%22%20%24%21%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

2'182'194'203'213'223'234'245'2566%56%64%64%55%41%46%34%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 23,3 bi
Patrimônio líquido
R$ 8,0 bi
Passivo total
R$ 15,3 bi
Caixa e equivalentes
R$ 1,1 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
54,8%
Margem EBIT
57,4%
Liquidez corrente
2,29
Giro do ativo
0,20
Passivos/Ativos
65,8%
Payout
64,6%
CAGR Receita 5a
5,4%
CAGR Lucro 5a
-6,9%
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 1,8 bi · 2020: R$ 3,6 bi · 2021: R$ 3,5 bi · 2022: R$ 2,6 bi · 2023: R$ 3,4 bi · 2024: R$ 3,7 bi · 2025: R$ 4,6 biR$ 1,8 biR$ 3,6 biR$ 3,5 biR$ 2,6 biR$ 3,4 biR$ 3,7 biR$ 4,6 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 1,0 bi · 2020: R$ 2,3 bi · 2021: R$ 2,2 bi · 2022: R$ 1,4 bi · 2023: R$ 1,4 bi · 2024: R$ 1,7 bi · 2025: R$ 1,6 biR$ 1,0 biR$ 2,3 biR$ 2,2 biR$ 1,4 biR$ 1,4 biR$ 1,7 biR$ 1,6 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 68,0% · 2020: 70,6% · 2021: 81,3% · 2022: 80,9% · 2023: 63,1% · 2024: 66,5% · 2025: 55,1%68,0%70,6%81,3%80,9%63,1%66,5%55,1%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 78,3% · 2020: 89,7% · 2021: 98,9% · 2022: 93,3% · 2023: 69,5% · 2024: 77,0% · 2025: 59,2%78,3%89,7%98,9%93,3%69,5%77,0%59,2%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 55,8% · 2020: 63,5% · 2021: 63,8% · 2022: 55,4% · 2023: 40,7% · 2024: 45,6% · 2025: 34,2%55,8%63,5%63,8%55,4%40,7%45,6%34,2%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 20,3% · 2020: 37,6% · 2021: 33,1% · 2022: 22,1% · 2023: 20,5% · 2024: 24,4% · 2025: 20,8%20,3%37,6%33,1%22,1%20,5%24,4%20,8%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 8,9% · 2020: 16,0% · 2021: 13,9% · 2022: 8,4% · 2023: 7,0% · 2024: 8,3% · 2025: 7,0%8,9%16,0%13,9%8,4%7,0%8,3%7,0%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 4,9 bi · 2020: R$ 6,0 bi · 2021: R$ 6,7 bi · 2022: R$ 6,6 bi · 2023: R$ 6,7 bi · 2024: R$ 6,9 bi · 2025: R$ 7,6 biR$ 4,9 biR$ 6,0 biR$ 6,7 biR$ 6,6 biR$ 6,7 biR$ 6,9 biR$ 7,6 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 11,2 bi · 2020: R$ 14,1 bi · 2021: R$ 15,9 bi · 2022: R$ 17,3 bi · 2023: R$ 19,4 bi · 2024: R$ 20,4 bi · 2025: R$ 22,5 biR$ 11,2 biR$ 14,1 biR$ 15,9 biR$ 17,3 biR$ 19,4 biR$ 20,4 biR$ 22,5 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa transmissora, comece pela RAP e pela receita contratada: é a espinha dorsal, previsível e indexada à inflação. Depois vá direto ao endividamento (dívida líquida / EBITDA), que aqui costuma ser elevado — é o principal risco do setor. Olhe o prazo médio das concessões: quanto falta para os contratos vencerem indica quanto da receita está "garantida" no futuro. E cuidado com o lucro contábil: pela regra internacional (IFRS), a transmissora registra uma "receita de construção" e trata a concessão como um ativo financeiro que gera juros — isso faz o lucro contábil oscilar de um jeito que confunde. Por isso o mercado costuma acompanhar também o lucro "regulatório" (mais próximo do caixa da RAP).

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa é onde a Taesa fica mais fácil de entender do que o lucro contábil. A RAP entra de forma previsível; os custos de operar linhas prontas são baixos; então a geração de caixa operacional é forte e recorrente. Repare para onde vai esse caixa: a maior parte vira dividendo (payout alto) e outra parte serve para investir em novos ativos e pagar dívida. O ponto de atenção: como a empresa distribui quase tudo, ela depende de dívida (e de novos leilões) para crescer e repor concessões que vencem. Um fluxo operacional forte, mas muito comprometido com dividendo e dívida, é o retrato típico do setor.

Dividendos

A Taesa é uma das mais conhecidas "máquinas de dividendos" da Bolsa. O motivo é estrutural: a receita (RAP) é previsível, corrigida pela inflação e com custos de operação baixos, então sobra muito lucro — e a empresa distribui quase tudo (payout elevado, às vezes perto de 100% do lucro regulatório). Nos últimos 12 meses (referência jul/2026), pagou cerca de R$ 2,96 por unit, o que dava um dividend yield na casa de 8%; a média de 5 anos ficou perto de 10% (referência de mercado, jul/2026 — confirme no RI). A lição, porém, é a mais importante: dividendo NÃO é renda fixa. Ele varia com o lucro, com a política da empresa e com o ciclo de investimentos — e um DY muito alto às vezes é só reflexo de o preço ter caído. Confirme sempre o valor e a data no RI antes de contar com qualquer número.

Crescimento

Aqui está a diferença mais importante da Taesa para uma WEG ou uma Ambev: transmissora quase não "cresce sozinha". A receita (RAP) é contratada e as concessões têm prazo — em geral 30 anos. Quando um contrato vence, aquela receita acaba. Ou seja: parte do que a empresa distribui é, na prática, a devolução de um ativo que vai se esgotando. Para não encolher, a Taesa precisa vencer novos leilões de transmissão e comprar ativos — só para repor o que expira, antes ainda de crescer de verdade. Por isso o crescimento depende de disciplina em leilão e aquisição: pagar caro demais destrói valor; leilão bem calibrado repõe e amplia a RAP. É um crescimento "de reposição", não composto como o de uma indústria de qualidade.

Participação de mercado

A Taesa é uma das maiores transmissoras de energia do Brasil, com mais de 13 mil km de linhas de transmissão. O setor de transmissão brasileiro é fragmentado entre vários grupos (ISA CTEEP, Engie, Alupar, estatais e a própria Taesa), e a disputa acontece principalmente nos leilões da Aneel, onde as empresas competem oferecendo receber a MENOR RAP possível para operar uma nova linha. A posição da Taesa vem da escala de ativos já conquistados e da experiência em operar e integrar concessões.

Quem controla a empresa

ControladorO controle é dividido entre dois grandes acionistas históricos: a Cemig (estatal de Minas Gerais) e o grupo colombiano ISA (hoje ligado à Taesa via participação relevante). É um bloco de controle definido, não uma empresa de capital totalmente pulverizado.
Free floatParte relevante das units (TAEE11) circula no mercado, dando boa liquidez — mas as decisões passam pelo bloco de controle.
  • A Taesa está listada no Nível 2 de governança da B3 — um padrão acima da média, mas não é o Novo Mercado (que só admite ações ON). Por isso ela tem PN e units.
  • A presença da Cemig (estatal) no controle traz o tema "influência de governo estadual" ao radar — menor do que numa Petrobras, mas existe.
  • Para quem compra TAEE11 (a unit): você leva 1 ação com voto (ON) + 2 sem voto (PN) no mesmo pacote. Na prática, o pequeno acionista participa pouco das decisões — a tese aqui é o fluxo de dividendos, não o poder de voto.

Linha do tempo

nível: raio-x
2000
Nasce a Taesa a partir de ativos de transmissão — o setor começa a ser estruturado por concessões leiloadas.
2006
A Cemig (estatal de Minas) entra como acionista de referência, consolidando a Taesa como plataforma de transmissão.
2009
Estreia na Bolsa e adota a estrutura de units (TAEE11 = 1 ON + 2 PN), listada no Nível 2 de governança.
2010s
Cresce por leilões e aquisições de linhas, tornando-se uma das maiores transmissoras privadas do país.
2018
O grupo colombiano ISA torna-se acionista relevante, ao lado da Cemig, no bloco de controle.
2020s
Consolida a fama de "máquina de dividendos": payout alto, RAP indexada à inflação e novas aquisições para repor concessões.

Concorrentes

nível: raio-x
ISA CTEEP (TRPL4) — A maior transmissora privada do país (grupo ISA/Cemig no radar) — o par mais direto da Taesa.
Engie Brasil (EGIE3) — Grande geradora que também investe forte em transmissão — mistura geração e transmissão.
Alupar (ALUP11) — Outra transmissora pura em formato de unit, também conhecida por dividendos.
PerfilDividendosRisco principal
TAEE11Transmissora pura — receita regulada (RAP) indexada à inflaçãoAltos e recorrentes (payout elevado)Juros altos + concessões que vencem (ativo amortiza)
TRPL4 (ISA CTEEP)Maior transmissora privadaAltos, similar perfilJuros e disciplina em leilão
WEGE3Indústria de qualidade, foco em crescimentoBaixos (reinveste para crescer)Preço já embute muito crescimento

Como avaliar uma transmissora (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Entenda a RAP e o índice: qual parte da receita é corrigida por IPCA e qual por IGP-M? A RAP é a "espinha dorsal" — receita contratada, previsível e indexada à inflação.
  2. Cheque o prazo médio das concessões: quanto tempo falta para os contratos vencerem? Ativo que expira em breve vale menos; a empresa precisa repor com novos leilões e aquisições.
  3. Olhe o endividamento (dívida líquida / EBITDA): transmissora costuma operar alavancada porque a receita é previsível — mas dívida alta com juro alto aperta o dividendo. É o ponto de atenção do setor.
  4. Avalie o payout e a sustentabilidade do dividendo: a empresa paga quase todo o lucro? Ótimo para renda, mas sobra pouco para investir em crescimento sem se endividar mais.
  5. Compare com a renda fixa do momento: o dividend yield esperado supera com folga a NTN-B (Tesouro IPCA+)? Como as duas são indexadas à inflação, essa é a comparação mais honesta — e mostra por que juros mexem tanto no preço.

Você já tem TAEE11 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar TAEE11 direto, cheque se você já tem Taesa (ou o setor de transmissão) sem saber.

🧺 ETFs e fundos de dividendos (ex.: DIVO11)

Como a Taesa é uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa, ela costuma aparecer com peso relevante em índices e fundos focados em renda.

🧺 Fundos de ações "de dividendos" / previdência

Muitos fundos de renda em ações carregam transmissoras (Taesa, ISA CTEEP, Engie) pela previsibilidade. Consulte a carteira do seu fundo.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

A Taesa tem peso pequeno no Ibovespa — a exposição via índice amplo existe, mas é modesta perde para a via dos fundos de dividendos.

💡 Se você já busca renda por fundos de dividendos, é provável que já tenha transmissoras. Comprar TAEE11 direto pode concentrar ainda mais no mesmo tema (energia + juros). Decida o peso TOTAL do setor na carteira, não o de cada compra.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (Taesa distribui quase todo o lucro — proventos por unit nos últimos 12 meses (aproximado, jul/2026): R$ 3/ação · preço de referência R$ 39,97 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000250R$ 750R$ 63
R$ 50.0001.250R$ 3.750R$ 313
R$ 100.0002.501R$ 7.503R$ 625

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte. A Taesa costuma usar JCP além de dividendos — fique atento a essa diferença.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações/units, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Taesa (TAEE11), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

O que a Taesa faz, em palavras simples?

Ela é dona das linhas de alta tensão que transportam energia das usinas até as cidades — mais de 13 mil km. Não gera energia nem entrega na sua casa: ela é a "rodovia" da eletricidade e recebe um valor fixo por manter essas linhas funcionando.

O que é a RAP?

RAP é a Receita Anual Permitida: o valor fixo, definido em contrato de concessão (em geral por 30 anos), que a Taesa recebe por deixar suas linhas disponíveis. Ela quase não depende de quanta energia passa — depende de a linha estar operando. E é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M).

O que significa TAEE11 ser uma "unit"?

Uma unit é um pacote de ações negociado como um só papel. A TAEE11 junta 1 ação ordinária (TAEE3, com voto) + 2 ações preferenciais (TAEE4, sem voto). Você compra o pacote inteiro de uma vez — a maioria dos investidores prefere a unit por ter mais liquidez.

Por que a Taesa paga tantos dividendos?

Porque a receita é previsível e os custos de operar linhas prontas são baixos, então sobra muito lucro — e a empresa distribui quase todo ele (payout alto). É uma escolha do modelo de negócio: como cresce pouco "sozinha", faz sentido distribuir em vez de reter.

O dividendo da Taesa é garantido, tipo renda fixa?

Não. É previsível, mas varia com o lucro, com a política da empresa e com o ciclo de investimentos. Um dividend yield muito alto às vezes é sinal de que o preço caiu, não de que a empresa melhorou. Nunca trate dividendo como se fosse Tesouro Direto.

Por que a ação cai quando os juros sobem?

Porque a Taesa compete com a renda fixa pela mesma carteira. Se o Tesouro passa a pagar 12% sem risco, um dividendo de 8% numa ação (que tem risco) fica menos atraente — e o preço tende a cair até o retorno "fazer sentido" de novo. Além disso, a empresa é endividada, e juro alto encarece a dívida.

Se a receita é garantida, por que dizem que o ativo "acaba"?

Porque cada concessão tem prazo (em geral 30 anos). Quando vence, o direito de receber por aquela linha termina. Parte do que você recebe hoje é, na prática, a devolução de um ativo que vai se esgotando — por isso a empresa precisa vencer novos leilões e comprar ativos só para repor o que expira.

TAEE11 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A Taesa é previsível e paga bons dividendos, mas é sensível a juros e tem concessões com prazo. O essencial é entender que você está comprando um fluxo de renda indexado à inflação, com risco de juros, e não uma renda fixa disfarçada.

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