Empresa cara, muito lucrativa — principal risco: risco hidrológico.
- apresenta boa saúde financeira pelos indicadores usados
- paga dividendos moderados: yield de 4,53%
em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
Ver todos os riscos →A Engie Brasil gera energia (75% hidrelétrica, o resto eólica/solar/biomassa), transmite e ainda transporta gás pela TAG. É controlada pela Engie francesa — privada, não estatal. A tese é previsibilidade: energia vendida em contratos longos vira dividendo estável. O risco nº 1 é chover pouco: hidrelétrica que não gera o contratado paga a diferença comprando energia mais cara (o "risco hidrológico / GSF").
Resumo em 2 minutos
A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país. Ela produz energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos, solares e usinas de biomassa — no total cerca de 90% da geração vem de fontes renováveis. Além de gerar, a empresa também transmite energia (linhas de transmissão) e transporta gás natural: através da TAG (Transportadora Associada de Gás), controla a maior malha de gasodutos do Brasil, com cerca de 4.500 km. É controlada pela Engie, multinacional francesa de energia — ou seja, é uma empresa privada de controle estrangeiro, não uma estatal. A Engie ganha dinheiro vendendo energia. O grosso vem de contratos de longo prazo (venda de energia para distribuidoras e grandes consumidores, com preços reajustados por inflação) — o que dá receita previsível, quase como um aluguel. Uma parte menor é vendida no mercado livre, a preços que oscilam. Some a isso a receita regulada da transmissão (recebe por disponibilizar as linhas) e a receita da TAG (recebe por transportar gás). O custo principal aparece quando ela precisa COMPRAR energia no mercado para honrar contratos em anos de pouca chuva — é aí que a hidrologia vira resultado.
Resumo completo
A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país, controlada pela multinacional francesa Engie — ou seja, é privada, não estatal. Gera energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por eólica, solar e biomassa (cerca de 90% renovável), transmite energia e transporta gás pela TAG, a maior malha de gasodutos do Brasil. A tese central é previsibilidade: a maior parte da energia é vendida em contratos de longo prazo reajustados por inflação, o que gera receita estável e sustenta um dos dividendos mais confiáveis do setor (DY que já rondou 4–6% ao ano). Os riscos são específicos de geradora: o risco hidrológico (GSF) — em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença cara —, a oscilação dos preços de energia no mercado livre e uma dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto (acima de 3x) por causa da expansão em renováveis e transmissão. Em resumo: uma utility perene, previsível e boa pagadora, cujo maior diferencial é a receita contratada e o controle privado, e cujo maior risco é depender da chuva.
Principais riscos
- Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
- Preço da energia no mercado livre: a parcela não contratada oscila com o mercado, adicionando volatilidade ao resultado.
- Alavancagem da expansão: os projetos de eólica, solar e transmissão são financiados com dívida; a dívida líquida/EBITDA fica em patamar mais alto (acima de ~3x), o que exige acompanhamento.
- Sensibilidade a juros: como pagadora de dividendos, compete com a renda fixa — Selic alta costuma pressionar o preço da ação.
- Risco regulatório e de execução: mudanças nas regras do setor elétrico e atrasos/custos em novas obras podem afetar o retorno esperado.
Principais oportunidades
- Controle privado estrangeiro (Engie francesa): sem a interferência política que afeta estatais do setor elétrico — decisão pensa em retorno, não em eleição.
- Receita previsível: a maior parte da energia já está vendida em contratos longos reajustados por inflação, o que estabiliza o caixa.
- Matriz quase toda renovável e diversificada: hidrelétrica + eólica + solar + biomassa dilui parte do risco de depender só de chuva.
- Três negócios complementares: geração, transmissão (receita regulada estável) e transporte de gás (TAG) — fontes de caixa que se somam.
- Histórico de boa pagadora de dividendos e disciplina de capital reconhecida no mercado.
Engie Brasil Energia EGIE3 · Ação ordinária (ON)
A maior geradora privada de energia do Brasil — quase toda renovável, com receita amarrada a contratos longos que dão previsibilidade e sustentam um dos dividendos mais confiáveis da Bolsa.
No Iniciante deixamos só o essencial aberto: veredito, resumo, riscos, oportunidades e como a empresa ganha dinheiro. Nada é removido — o resto abre a um clique.
Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso
nível: raio-x
A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país, controlada pela multinacional francesa Engie — ou seja, é privada, não estatal. Gera energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por eólica, solar e biomassa (cerca de 90% renovável), transmite energia e transporta gás pela TAG, a maior malha de gasodutos do Brasil. A tese central é previsibilidade: a maior parte da energia é vendida em contratos de longo prazo reajustados por inflação, o que gera receita estável e sustenta um dos dividendos mais confiáveis do setor (DY que já rondou 4–6% ao ano). Os riscos são específicos de geradora: o risco hidrológico (GSF) — em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença cara —, a oscilação dos preços de energia no mercado livre e uma dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto (acima de 3x) por causa da expansão em renováveis e transmissão. Em resumo: uma utility perene, previsível e boa pagadora, cujo maior diferencial é a receita contratada e o controle privado, e cujo maior risco é depender da chuva.
Por onde começar — os 5 pontos que importam
Ignore os 30 indicadores por enquanto. Numa geradora de energia como a Engie, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.
O que a Engie Brasil Energia faz
A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país. Ela produz energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos, solares e usinas de biomassa — no total cerca de 90% da geração vem de fontes renováveis. Além de gerar, a empresa também transmite energia (linhas de transmissão) e transporta gás natural: através da TAG (Transportadora Associada de Gás), controla a maior malha de gasodutos do Brasil, com cerca de 4.500 km. É controlada pela Engie, multinacional francesa de energia — ou seja, é uma empresa privada de controle estrangeiro, não uma estatal.
Como ela ganha dinheiro
A Engie ganha dinheiro vendendo energia. O grosso vem de contratos de longo prazo (venda de energia para distribuidoras e grandes consumidores, com preços reajustados por inflação) — o que dá receita previsível, quase como um aluguel. Uma parte menor é vendida no mercado livre, a preços que oscilam. Some a isso a receita regulada da transmissão (recebe por disponibilizar as linhas) e a receita da TAG (recebe por transportar gás). O custo principal aparece quando ela precisa COMPRAR energia no mercado para honrar contratos em anos de pouca chuva — é aí que a hidrologia vira resultado.
Histórico
nível: raio-x
Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.
Dividendos pagos (R$ bi)
O que move esta ação
nível: raio-x
Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.
📈 Hidrologia (chuva e nível dos reservatórios)
Como boa parte da geração é hidrelétrica, o volume de chuvas afeta diretamente quanto a empresa gera e quanto precisa comprar no mercado para honrar contratos. Ano seco = resultado pior; ano de chuvas boas = folga.
📈 Preço da energia no mercado livre e inflação
A parcela de energia não vendida em contrato longo é negociada a preços de mercado, que oscilam. E os contratos são reajustados por índices de inflação — então IPCA/IGP-M mexem na receita contratada.
📈 Juros (Selic) e custo da expansão
Geradora em crescimento se financia com dívida. Juros altos encarecem novos projetos e o serviço da dívida; além disso, uma pagadora de dividendos compete com a renda fixa — quando a Selic sobe, o mercado costuma exigir mais desconto no preço da ação.
Vantagens e riscos
🟢 Vantagens competitivas
- Controle privado estrangeiro (Engie francesa): sem a interferência política que afeta estatais do setor elétrico — decisão pensa em retorno, não em eleição.
- Receita previsível: a maior parte da energia já está vendida em contratos longos reajustados por inflação, o que estabiliza o caixa.
- Matriz quase toda renovável e diversificada: hidrelétrica + eólica + solar + biomassa dilui parte do risco de depender só de chuva.
- Três negócios complementares: geração, transmissão (receita regulada estável) e transporte de gás (TAG) — fontes de caixa que se somam.
- Histórico de boa pagadora de dividendos e disciplina de capital reconhecida no mercado.
🔴 Riscos
- Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
- Preço da energia no mercado livre: a parcela não contratada oscila com o mercado, adicionando volatilidade ao resultado.
- Alavancagem da expansão: os projetos de eólica, solar e transmissão são financiados com dívida; a dívida líquida/EBITDA fica em patamar mais alto (acima de ~3x), o que exige acompanhamento.
- Sensibilidade a juros: como pagadora de dividendos, compete com a renda fixa — Selic alta costuma pressionar o preço da ação.
- Risco regulatório e de execução: mudanças nas regras do setor elétrico e atrasos/custos em novas obras podem afetar o retorno esperado.
Os indicadores, explicados
nível: raio-x
O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Engie Brasil Energia.
Indicadores — todos, com histórico
nível: raio-x
Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.
Comparar com os pares
nível: raio-x
Como a Engie Brasil Energia se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.
| Empresa | ROE | M. líq. | ROIC | DY | EV/EBIT | Score MdR |
|---|---|---|---|---|---|---|
| EGIE3 Engie Brasil Energ | 18,6% | 20,1% | 39,2% | 4,5% | — | 78/100 |
| TAEE11 Taesa | 20,8% | 34,2% | 26,3% | 8,0% | — | 67/100 |
| CMIG4 Cemig | 17,1% | 11,5% | 16,7% | 9,0% | — | 91/100 |
Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.
Como os modelos clássicos enxergam Engie Brasil Energia
Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.
Bazin
Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?
Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 22,63.
Quem criou
Décio Bazin
Problema que resolve
Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.
Como calcula
Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.
Quando funciona
Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.
Quando o modelo falha
Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.
Como interpretar
O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.
Limitação
Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 22,63.
Graham
Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?
Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 22,87).
Quem criou
Benjamin Graham
Problema que resolve
O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.
Como calcula
Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).
Quando funciona
Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.
Quando o modelo falha
Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.
Como interpretar
O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.
Limitação
Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 22,87).
Fórmula Mágica
Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?
Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.
Quem criou
Joel Greenblatt
Problema que resolve
Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.
Como calcula
Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.
Quando funciona
Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.
Quando o modelo falha
Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).
Como interpretar
Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.
Limitação
É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.
Qualidade (estilo Buffett)
Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?
Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.
Quem criou
Warren Buffett / Charlie Munger
Problema que resolve
Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.
Como calcula
Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).
Quando funciona
Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.
Quando o modelo falha
Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.
Como interpretar
Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.
Limitação
Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.
Piotroski F-Score
A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?
Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).
Quem criou
Joseph Piotroski
Problema que resolve
Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.
Como calcula
Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.
Quando funciona
Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.
Quando o modelo falha
Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.
Como interpretar
Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.
Limitação
Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.
Aplicação nesta empresa
Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).
Altman Z-Score
Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?
Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,82 está na zona segura (acima de 2,6).
Quem criou
Edward Altman
Problema que resolve
Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.
Como calcula
Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.
Quando funciona
Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.
Quando o modelo falha
Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.
Como interpretar
Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.
Limitação
Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,82 está na zona segura (acima de 2,6).
PEG (estilo Peter Lynch)
O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?
Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 9,06 (preço à frente do crescimento).
Quem criou
Peter Lynch
Problema que resolve
Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.
Como calcula
PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.
Quando funciona
Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.
Quando o modelo falha
Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).
Como interpretar
PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.
Limitação
Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 9,06 (preço à frente do crescimento).
Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.
O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)
nível: avançado
A DRE de uma geradora conta a história dos contratos de energia: receita relativamente previsível, custos que sobem quando falta chuva (porque aí ela compra energia cara), e um resultado que sustenta o dividendo. Vamos ler linha a linha.
| Linha | Referência | O que significa |
|---|---|---|
| Receita | ~R$ 11,3 bi (2024) | Vem de vender energia em contratos de longo prazo (a maior parte, reajustada por inflação), da parcela vendida no mercado livre, da receita regulada de transmissão e do transporte de gás pela TAG. É a linha mais previsível do negócio. |
| Custos de energia e combustível | (variável) | Aqui mora o risco hidrológico. Quando chove pouco, as hidrelétricas geram menos do que venderam e a Engie precisa COMPRAR energia no mercado para honrar os contratos — muitas vezes a preço alto. Num ano seco, essa linha estoura e come o lucro; num ano de chuvas boas, ela alivia. |
| Custos de operação e manutenção (O&M) | (relativamente estável) | Manter usinas, linhas de transmissão e a malha de gás funcionando: pessoal, manutenção, encargos setoriais. É uma linha mais previsível e controlável do que a compra de energia. |
| EBITDA ajustado | ~R$ 7,3 bi (2024) | O caixa que a operação gera antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Numa geradora, é o indicador-rei: mostra a força do negócio antes do peso da dívida. Margem alta, típica de utility com receita contratada. |
| Resultado financeiro (juros da dívida) | (peso relevante) | Diferente da WEG, que tem caixa líquido, a Engie carrega dívida relevante para financiar a expansão (novos parques, transmissão). Os juros dessa dívida pesam no resultado — por isso a dívida líquida/EBITDA acima de 3x é o número a acompanhar. |
| Lucro líquido ajustado | ~R$ 3,3 bi (2024) | O que sobra e sustenta o dividendo. Repare que ele OSCILA: foi ~R$ 3,3 bi em 2024 e ~R$ 2,8 bi em 2025 (queda ligada a hidrologia e preços de energia). O mesmo negócio bom entrega resultados diferentes conforme o ano climático. |
Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: releases e demonstrações da empresa/RI). Os valores exatos e auditados, incluindo o que é "ajustado" vs. contábil, estão no RI da Engie Brasil.
Fundamentos calculados (CVM)
nível: raio-x
Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.
Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)
Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)
ReceitaR$ 9,8 biR$ 12,3 biR$ 12,5 biR$ 11,9 biR$ 10,7 biR$ 11,2 biR$ 12,9 bi
Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.
Lucro do acionistaR$ 2,3 biR$ 2,8 biR$ 1,6 biR$ 2,7 biR$ 3,4 biR$ 4,3 biR$ 2,6 bi
O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.
Margem bruta42,3%44,6%47,1%46,9%55,0%54,4%46,7%
Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.
Margem EBIT43,8%45,4%39,1%48,7%59,2%68,5%48,7%
Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.
Margem líquida23,6%22,8%12,5%22,4%31,9%38,1%20,1%
Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.
ROE33,0%36,1%19,7%31,6%34,9%34,8%18,6%
Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.
ROA7,7%7,9%4,1%7,0%8,1%8,5%4,7%
Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).
Patrimônio líquidoR$ 7,0 biR$ 7,7 biR$ 7,9 biR$ 8,4 biR$ 9,8 biR$ 12,3 biR$ 13,9 bi
O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.
Ativo totalR$ 30,1 biR$ 35,2 biR$ 38,1 biR$ 38,2 biR$ 42,2 biR$ 50,1 biR$ 55,3 bi
Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.
🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.
Como ler os números desta empresa
nível: avançado
📋 No balanço
Numa geradora como a Engie, olhe primeiro o nível de contratação (quanto da energia já está vendida) e a matriz de geração (quanto depende de chuva). Depois cheque o endividamento (dívida líquida/EBITDA), que aqui é relevante por causa da expansão — não é perigo por si só, mas é o número central. Veja também a rentabilidade (ROE e margem) e, no ativo, o quanto está investido em obras em andamento (elas ainda não geram receita, mas vão). Receita contratada estável, dívida sob controle e projetos entregando no prazo = a "assinatura" financeira saudável de uma geradora.
💵 No fluxo de caixa
O fluxo de caixa operacional mostra quanto dinheiro os contratos de energia realmente geram — é a base do dividendo. Numa geradora em expansão como a Engie, observe o descompasso: o caixa operacional é forte e previsível, mas boa parte é consumida por investimentos (novos parques, linhas de transmissão) e pelo serviço da dívida. O que sobra depois disso é o que sustenta o dividendo. Por isso o dividendo varia: num ano de muito investimento ou hidrologia ruim, sobra menos. Um fluxo de caixa operacional robusto e consistente é o que permite à Engie financiar a expansão E remunerar o acionista ao mesmo tempo.
Dividendos
A Engie Brasil é conhecida como uma das boas pagadoras de dividendos do setor elétrico — o dividend yield já rondou a faixa de 4% a 6% ao ano em diferentes períodos. A base disso é a previsibilidade: energia vendida em contratos longos vira caixa contratado, que vira provento. A lição importante: dividendo de geradora NÃO é fixo. Ele varia com o lucro do ano (que a hidrologia e os preços de energia afetam) e com o quanto a empresa precisa reter para financiar novos projetos. Quem compra Engie por renda deve esperar um bom pagador consistente, mas com oscilação de um ano para o outro — não uma mensalidade garantida.
Crescimento
O crescimento da Engie vem de construir e comprar novos ativos: parques eólicos, usinas solares e linhas de transmissão. É a expansão que financia a transição energética — sair da dependência quase total da hidrelétrica e diversificar a matriz. Esse crescimento é financiado com dívida, o que explica a dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto. O ponto de atenção é o oposto de uma empresa de tecnologia: aqui o crescimento é lento e intensivo em capital, e só cria valor se os novos projetos gerarem o retorno prometido e pagarem a dívida contraída para construí-los.
Participação de mercado
A Engie Brasil é a maior geradora privada de energia elétrica do país, com capacidade instalada em torno de 12,5 GW — cerca de 6% de toda a geração nacional. Cerca de 90% dessa capacidade vem de fontes renováveis (75% hidrelétrica, o resto eólica, solar e biomassa). Além da geração, é dona da maior malha de transporte de gás do Brasil pela TAG (~4.500 km) e opera ativos de transmissão. Sua posição se sustenta na escala, na diversificação de fontes e na reputação de operar com disciplina de capital.
Quem controla a empresa
- É controle PRIVADO, não estatal: quem manda é a Engie francesa, uma das maiores empresas de energia do mundo — sem as trocas de comando políticas que afetam estatais como Cemig ou Copel. Esse é um ponto central da tese "Perene".
- Está no Novo Mercado da B3 — o padrão mais alto de governança da Bolsa (só ações ON, uma ação = um voto). Bom sinal para o minoritário.
- Para o minoritário de EGIE3 (ON, com voto): você vota, mas o controle francês decide. O alinhamento histórico — disciplina de capital e distribuição consistente de dividendos — é o que tem protegido o pequeno acionista.
Linha do tempo
nível: raio-x
Concorrentes
nível: raio-x
| Perfil | Dividendos | Risco principal | |
|---|---|---|---|
| EGIE3 | Maior geradora privada, quase toda renovável | Bons e consistentes (variam com a hidrologia) | Risco hidrológico (chover pouco) + alavancagem |
| TAEE11 | Pura transmissão, receita regulada | Altos e muito previsíveis | Crescimento limitado; depende de novos leilões |
| CMIG4 | Estatal integrada (MG) | Bons, porém sujeitos à política | Interferência política (controle público) |
Como avaliar uma geradora de energia (o método, não a resposta)
nível: avançado
O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.
- Veja quanto da energia já está CONTRATADO (o "nível de contratação"): quanto maior, mais previsível a receita e menos exposta a solavancos de preço no mercado livre.
- Cheque a matriz de geração: quanto vem de hidrelétrica (exposta à chuva) versus eólica/solar (exposta ao vento e ao sol, mas sem GSF). A diversificação suaviza o risco hidrológico.
- Olhe a dívida líquida/EBITDA: geradora em expansão se endivida para construir. Um patamar acima de ~3x pede atenção — é sustentável enquanto os projetos entregam o retorno prometido.
- Acompanhe o payout e a cobertura do dividendo: o dividendo cabe no lucro e no caixa depois dos investimentos? Dividendo alto que sai de dívida não se sustenta.
- Faça a pergunta-chave: num ano seco, com preço de energia ruim, o resultado ainda paga um dividendo aceitável — e você aguenta a oscilação sem vender no pior momento?
Você já tem EGIE3 sem saber?
nível: raio-x
Antes de comprar EGIE3 direto, cheque se você JÁ tem Engie Brasil sem saber.
🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)
EGIE3 faz parte do Ibovespa — quem tem ETF de índice já carrega uma fatia de Engie.
🧺 ETFs e fundos de dividendos (ex.: DIVO11)
Como é uma pagadora consistente de proventos, Engie costuma aparecer em índices e fundos de dividendos — às vezes com peso relevante.
🧺 Fundos de ações e previdência
Muitos fundos de ações Brasil e carteiras de renda carregam geradoras de energia como posição defensiva. Consulte a carteira do seu fundo.
Quanto isso renderia pra você?
Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (Engie é conhecida como boa pagadora — proventos por ação estimados (12m, aproximado; varia com o lucro e a hidrologia do ano): R$ 1,5/ação · preço de referência R$ 29,97 — ao vivo).
| Investimento | Ações (aprox.) | Proventos/ano | Por mês |
|---|---|---|---|
| R$ 10.000 | 333 | R$ 500 | R$ 42 |
| R$ 50.000 | 1.668 | R$ 2.502 | R$ 209 |
| R$ 100.000 | 3.336 | R$ 5.004 | R$ 417 |
⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.
Imposto de Renda: como declarar
nível: avançado
Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.
- Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
- JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte — Engie costuma remunerar via dividendos e JCP.
- Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
- Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Engie Brasil Energia S.A., pelo custo de aquisição.
- Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".
Perguntas frequentes
Gera energia elétrica (principalmente em hidrelétricas, mais eólica, solar e biomassa), transmite energia por linhas de transmissão e transporta gás natural pela TAG, o maior gasoduto do país. É a maior geradora privada do Brasil.
Não. É uma empresa privada, controlada pela Engie S.A., uma multinacional francesa de energia. Isso a diferencia de estatais do setor como Cemig e Copel: as decisões são tomadas pensando em retorno, sem a interferência política que costuma afetar empresas de controle público.
Porque boa parte da energia vem de hidrelétricas, e a empresa vende essa energia em contratos que precisa cumprir. Se choveu pouco e os reservatórios estão baixos, ela gera menos do que vendeu e precisa comprar a diferença no mercado — muitas vezes a preço alto. Esse é o risco hidrológico (apelidado de GSF): num ano seco, a mesma empresa entrega um lucro menor.
Historicamente sim — é reconhecida como uma das boas pagadoras do setor elétrico, com dividend yield que já rondou 4% a 6% ao ano. Mas o valor varia de um ano para o outro, porque depende do lucro (afetado pela chuva e pelos preços de energia) e do quanto a empresa precisa reter para investir em novos projetos.
É a Transportadora Associada de Gás, dona da maior malha de gasodutos do Brasil (cerca de 4.500 km). A Engie tem participação na TAG desde 2019 — é uma fonte de receita adicional e mais estável, ligada ao transporte de gás natural, que complementa o negócio de energia elétrica.
Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A Engie é uma geradora sólida, previsível e boa pagadora de dividendos, mas com riscos próprios: hidrologia (anos secos apertam o resultado), preços de energia e uma dívida relevante por causa da expansão. O essencial é entender esses riscos e como a empresa se encaixa no seu plano e na sua diversificação.
A Taesa é quase pura transmissão: recebe por disponibilizar linhas, uma receita muito estável e previsível, mas com crescimento limitado. A Engie é principalmente geração: tem mais potencial de crescimento (novos parques) e dividendos bons, mas carrega o risco hidrológico e a oscilação dos preços de energia que a transmissora não tem.
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