META DE RICO
Vale a pena estudar a Engie Brasil Energia?
Atrativa

Empresa cara, muito lucrativa — principal risco: risco hidrológico.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • apresenta boa saúde financeira pelos indicadores usados
  • paga dividendos moderados: yield de 4,53%
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 453.
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Consistentes: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 6.
78
Score Meta de Rico
Top 54%Na metade inferior7ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Risco hidrológico (GSF)

em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A Engie Brasil gera energia (75% hidrelétrica, o resto eólica/solar/biomassa), transmite e ainda transporta gás pela TAG. É controlada pela Engie francesa — privada, não estatal. A tese é previsibilidade: energia vendida em contratos longos vira dividendo estável. O risco nº 1 é chover pouco: hidrelétrica que não gera o contratado paga a diferença comprando energia mais cara (o "risco hidrológico / GSF").

Resumo em 2 minutos

A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país. Ela produz energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos, solares e usinas de biomassa — no total cerca de 90% da geração vem de fontes renováveis. Além de gerar, a empresa também transmite energia (linhas de transmissão) e transporta gás natural: através da TAG (Transportadora Associada de Gás), controla a maior malha de gasodutos do Brasil, com cerca de 4.500 km. É controlada pela Engie, multinacional francesa de energia — ou seja, é uma empresa privada de controle estrangeiro, não uma estatal. A Engie ganha dinheiro vendendo energia. O grosso vem de contratos de longo prazo (venda de energia para distribuidoras e grandes consumidores, com preços reajustados por inflação) — o que dá receita previsível, quase como um aluguel. Uma parte menor é vendida no mercado livre, a preços que oscilam. Some a isso a receita regulada da transmissão (recebe por disponibilizar as linhas) e a receita da TAG (recebe por transportar gás). O custo principal aparece quando ela precisa COMPRAR energia no mercado para honrar contratos em anos de pouca chuva — é aí que a hidrologia vira resultado.

Resumo completo

A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país, controlada pela multinacional francesa Engie — ou seja, é privada, não estatal. Gera energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por eólica, solar e biomassa (cerca de 90% renovável), transmite energia e transporta gás pela TAG, a maior malha de gasodutos do Brasil. A tese central é previsibilidade: a maior parte da energia é vendida em contratos de longo prazo reajustados por inflação, o que gera receita estável e sustenta um dos dividendos mais confiáveis do setor (DY que já rondou 4–6% ao ano). Os riscos são específicos de geradora: o risco hidrológico (GSF) — em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença cara —, a oscilação dos preços de energia no mercado livre e uma dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto (acima de 3x) por causa da expansão em renováveis e transmissão. Em resumo: uma utility perene, previsível e boa pagadora, cujo maior diferencial é a receita contratada e o controle privado, e cujo maior risco é depender da chuva.

Principais riscos
  • Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
  • Preço da energia no mercado livre: a parcela não contratada oscila com o mercado, adicionando volatilidade ao resultado.
  • Alavancagem da expansão: os projetos de eólica, solar e transmissão são financiados com dívida; a dívida líquida/EBITDA fica em patamar mais alto (acima de ~3x), o que exige acompanhamento.
  • Sensibilidade a juros: como pagadora de dividendos, compete com a renda fixa — Selic alta costuma pressionar o preço da ação.
  • Risco regulatório e de execução: mudanças nas regras do setor elétrico e atrasos/custos em novas obras podem afetar o retorno esperado.
Principais oportunidades
  • Controle privado estrangeiro (Engie francesa): sem a interferência política que afeta estatais do setor elétrico — decisão pensa em retorno, não em eleição.
  • Receita previsível: a maior parte da energia já está vendida em contratos longos reajustados por inflação, o que estabiliza o caixa.
  • Matriz quase toda renovável e diversificada: hidrelétrica + eólica + solar + biomassa dilui parte do risco de depender só de chuva.
  • Três negócios complementares: geração, transmissão (receita regulada estável) e transporte de gás (TAG) — fontes de caixa que se somam.
  • Histórico de boa pagadora de dividendos e disciplina de capital reconhecida no mercado.
Utilidade Pública / Energia Elétrica (geração, transmissão e gás) · B3Perene

Engie Brasil Energia EGIE3 · Ação ordinária (ON)

A maior geradora privada de energia do Brasil — quase toda renovável, com receita amarrada a contratos longos que dão previsibilidade e sustentam um dos dividendos mais confiáveis da Bolsa.

R$ 29,97▼ 0,23%
Volume: 1,4 mi
P/L
14,31
P/VP
2,70
DY (12m)
n/c
ROE
18,86%
EV/EBITDA
7,90
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Engie Brasil e na B3. Este material explica o que a empresa é e como pensá-la; não é recomendação de compra, venda ou manutenção. A decisão é sua.
78/100
Score Meta de Rico
Sólida
Está cara?
Paga dividendo?
Paga
DY 4,53% (12m)
É arriscada?
Baixo
Altman segura · Piotroski 6/9
Perfil
Perene
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 29,97
▼ 0,23% no dia
Valor de mercado
R$ 42,5 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país, controlada pela multinacional francesa Engie — ou seja, é privada, não estatal. Gera energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por eólica, solar e biomassa (cerca de 90% renovável), transmite energia e transporta gás pela TAG, a maior malha de gasodutos do Brasil. A tese central é previsibilidade: a maior parte da energia é vendida em contratos de longo prazo reajustados por inflação, o que gera receita estável e sustenta um dos dividendos mais confiáveis do setor (DY que já rondou 4–6% ao ano). Os riscos são específicos de geradora: o risco hidrológico (GSF) — em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença cara —, a oscilação dos preços de energia no mercado livre e uma dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto (acima de 3x) por causa da expansão em renováveis e transmissão. Em resumo: uma utility perene, previsível e boa pagadora, cujo maior diferencial é a receita contratada e o controle privado, e cujo maior risco é depender da chuva.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 30 indicadores por enquanto. Numa geradora de energia como a Engie, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

O que ela fazGera energia elétrica (é a maior geradora privada do país), transmite energia por linhas de transmissão e transporta gás natural pela TAG (o maior gasoduto do Brasil, ~4.500 km). O grosso da geração vem de hidrelétricas, complementadas por eólica, solar e biomassa — cerca de 90% renovável.
Por que a receita é previsívelA maior parte da energia já está vendida em contratos de longo prazo (às vezes por décadas), com reajuste por inflação. Isso transforma "gerar energia" em algo parecido com um aluguel: entra dinheiro contratado ano após ano. Essa previsibilidade é o que sustenta o dividendo.
Por que "chover pouco" mexe no resultadoUma hidrelétrica que vendeu energia em contrato PRECISA entregar essa energia. Se choveu pouco e os reservatórios estão baixos, ela gera menos do que vendeu — e tem que comprar a diferença no mercado, muitas vezes cara. É o risco hidrológico (apelidado de GSF). Num ano seco, a mesma empresa boa entrega um resultado pior.
O dividendo é a tese, mas não é garantidoEngie tem histórico de bom pagador (DY na casa dos 4–6% ao ano ao longo dos anos). Mas dividendo de geradora depende de dois fatores que variam: o lucro do ano (afetado pela hidrologia e pelos preços de energia) e o quanto a empresa precisa guardar para financiar novos projetos.
O risco realTrês frentes: (1) hidrologia — anos secos apertam o resultado; (2) preço da energia no mercado livre — a parcela não contratada oscila com o mercado; (3) alavancagem — a expansão em eólica, solar e transmissão é financiada com dívida, e a dívida líquida/EBITDA vem em patamar mais alto do que numa empresa sem obras. Nada disso é fatal; tudo isso precisa ser acompanhado.

O que a Engie Brasil Energia faz

A Engie Brasil Energia é a maior geradora privada de energia elétrica do país. Ela produz energia principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos, solares e usinas de biomassa — no total cerca de 90% da geração vem de fontes renováveis. Além de gerar, a empresa também transmite energia (linhas de transmissão) e transporta gás natural: através da TAG (Transportadora Associada de Gás), controla a maior malha de gasodutos do Brasil, com cerca de 4.500 km. É controlada pela Engie, multinacional francesa de energia — ou seja, é uma empresa privada de controle estrangeiro, não uma estatal.

Como ela ganha dinheiro

A Engie ganha dinheiro vendendo energia. O grosso vem de contratos de longo prazo (venda de energia para distribuidoras e grandes consumidores, com preços reajustados por inflação) — o que dá receita previsível, quase como um aluguel. Uma parte menor é vendida no mercado livre, a preços que oscilam. Some a isso a receita regulada da transmissão (recebe por disponibilizar as linhas) e a receita da TAG (recebe por transportar gás). O custo principal aparece quando ela precisa COMPRAR energia no mercado para honrar contratos em anos de pouca chuva — é aí que a hidrologia vira resultado.

60%
20%
10%
10%
Geração hidrelétrica — o coração da empresa — usinas hidrelétricas espalhadas pelo país, a fonte mais exposta ao risco de chuva (GSF)
Geração eólica, solar e biomassa — a fronteira de expansão e da transição energética — renovável, sem risco hidrológico, mas dependente de vento/sol
Transmissão de energia — linhas de transmissão com receita regulada e estável — recebe por disponibilizar a infraestrutura
Transporte de gás (TAG) e comercialização — a maior malha de gasodutos do Brasil (~4.500 km) mais a mesa de comercialização de energia

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

2
2018
2.3
2019
1.2
2020
2.8
2021
2.3
2022
2.4
2023
1.1
2024
2.7
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Hidrologia (chuva e nível dos reservatórios)

Como boa parte da geração é hidrelétrica, o volume de chuvas afeta diretamente quanto a empresa gera e quanto precisa comprar no mercado para honrar contratos. Ano seco = resultado pior; ano de chuvas boas = folga.

📈 Preço da energia no mercado livre e inflação

A parcela de energia não vendida em contrato longo é negociada a preços de mercado, que oscilam. E os contratos são reajustados por índices de inflação — então IPCA/IGP-M mexem na receita contratada.

📈 Juros (Selic) e custo da expansão

Geradora em crescimento se financia com dívida. Juros altos encarecem novos projetos e o serviço da dívida; além disso, uma pagadora de dividendos compete com a renda fixa — quando a Selic sobe, o mercado costuma exigir mais desconto no preço da ação.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Controle privado estrangeiro (Engie francesa): sem a interferência política que afeta estatais do setor elétrico — decisão pensa em retorno, não em eleição.
  • Receita previsível: a maior parte da energia já está vendida em contratos longos reajustados por inflação, o que estabiliza o caixa.
  • Matriz quase toda renovável e diversificada: hidrelétrica + eólica + solar + biomassa dilui parte do risco de depender só de chuva.
  • Três negócios complementares: geração, transmissão (receita regulada estável) e transporte de gás (TAG) — fontes de caixa que se somam.
  • Histórico de boa pagadora de dividendos e disciplina de capital reconhecida no mercado.

🔴 Riscos

  • Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
  • Preço da energia no mercado livre: a parcela não contratada oscila com o mercado, adicionando volatilidade ao resultado.
  • Alavancagem da expansão: os projetos de eólica, solar e transmissão são financiados com dívida; a dívida líquida/EBITDA fica em patamar mais alto (acima de ~3x), o que exige acompanhamento.
  • Sensibilidade a juros: como pagadora de dividendos, compete com a renda fixa — Selic alta costuma pressionar o preço da ação.
  • Risco regulatório e de execução: mudanças nas regras do setor elétrico e atrasos/custos em novas obras podem afetar o retorno esperado.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Engie Brasil Energia.

P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo pode indicar ação barata ou expectativa fraca; P/L alto, otimismo. ⚠️ Em geradora, o lucro varia com a hidrologia — um P/L "baixo" num ano de lucro inflado por chuva boa pode enganar.
Na Engie Brasil Energia: A Engie negocia com P/L moderado (na casa de 14x), típico de utility madura: crescimento menor que o de uma empresa de tecnologia, mas com resultado mais previsível.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga por cada R$ 1 de patrimônio líquido da empresa.
📐 Abaixo de 1 = negocia abaixo do patrimônio; acima de 1 = o mercado paga ágio pela geração de valor futuro.
Na Engie Brasil Energia: Fica acima de 2x — o mercado paga um prêmio sobre o patrimônio pela previsibilidade da receita contratada e pelo histórico de dividendos.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto e consistente = negócio eficiente. ⚠️ Em empresa endividada, parte do ROE vem da alavancagem — cheque a dívida junto.
Na Engie Brasil Energia: ROE alto (perto de 19%) e consistente para uma geradora — reflete a rentabilidade dos contratos, mas vem acompanhado de dívida relevante, então leia os dois juntos.
Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 DY alto atrai quem busca renda; mas dividendo de geradora varia com o lucro do ano. Um DY muito alto pode refletir um ano excepcional que não se repete.
Na Engie Brasil Energia: A Engie é reconhecida como boa pagadora (DY que já rondou 4–6% ao ano). É um dos pilares da tese — mas depende do lucro, que oscila com a hidrologia e os preços de energia.
EV/EBITDA
Compara o valor total da empresa (incluindo a dívida) com sua geração de caixa operacional. Útil quando há muita dívida, como em geradoras.
📐 Quanto menor, mais "barata" a empresa está em relação ao caixa que gera. É mais justo que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
Na Engie Brasil Energia: Fica em torno de 8x — patamar típico de utility. Por incluir a dívida, é um indicador mais honesto que o P/L para uma empresa que se financia com dívida para crescer.
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável; acima de ~3x pede atenção. Em geradora em expansão, um número mais alto é comum — o que importa é se os projetos vão gerar caixa para pagá-lo.
Na Engie Brasil Energia: Fica acima de 3x — patamar moderado/elevado que reflete os investimentos em novos parques e transmissão. Não é sinal de perigo por si só, mas é o número a acompanhar de perto.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
17,3%
alto
2018: 36,6% · 2019: 33,0% · 2020: 36,1% · 2021: 19,7% · 2022: 31,6% · 2023: 34,9% · 2024: 34,8% · 2025: 18,6%
empresa17,3%
mercado17,2%
ROA
4,4%
2018: 9,8% · 2019: 7,7% · 2020: 7,9% · 2021: 4,1% · 2022: 7,0% · 2023: 8,1% · 2024: 8,5% · 2025: 4,7%
empresa4,4%
mercado4,9%
ROIC
50,8%
Giro do ativo
0,23
Eficiência
Margem bruta
46,8%
2018: 44,6% · 2019: 42,3% · 2020: 44,6% · 2021: 47,1% · 2022: 46,9% · 2023: 55,0% · 2024: 54,4% · 2025: 46,7%
Margem EBIT
48,4%
2018: 41,7% · 2019: 43,8% · 2020: 45,4% · 2021: 39,1% · 2022: 48,7% · 2023: 59,2% · 2024: 68,5% · 2025: 48,7%
Margem líquida
19,4%
2018: 26,3% · 2019: 23,6% · 2020: 22,8% · 2021: 12,5% · 2022: 22,4% · 2023: 31,9% · 2024: 38,1% · 2025: 20,1%
empresa19,4%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 13,3 bi
2018: R$ 8,8 bi · 2019: R$ 9,8 bi · 2020: R$ 12,3 bi · 2021: R$ 12,5 bi · 2022: R$ 11,9 bi · 2023: R$ 10,7 bi · 2024: R$ 11,2 bi · 2025: R$ 12,9 bi
Lucro
R$ 2,6 bi
2018: R$ 2,3 bi · 2019: R$ 2,3 bi · 2020: R$ 2,8 bi · 2021: R$ 1,6 bi · 2022: R$ 2,7 bi · 2023: R$ 3,4 bi · 2024: R$ 4,3 bi · 2025: R$ 2,6 bi
Patrimônio líq.
R$ 14,8 bi
2018: R$ 6,3 bi · 2019: R$ 7,0 bi · 2020: R$ 7,7 bi · 2021: R$ 7,9 bi · 2022: R$ 8,4 bi · 2023: R$ 9,8 bi · 2024: R$ 12,3 bi · 2025: R$ 13,9 bi
Ativo total
R$ 58,7 bi
2018: R$ 23,7 bi · 2019: R$ 30,1 bi · 2020: R$ 35,2 bi · 2021: R$ 38,1 bi · 2022: R$ 38,2 bi · 2023: R$ 42,2 bi · 2024: R$ 50,1 bi · 2025: R$ 55,3 bi
Valuation
P/L
14,31
P/VP
2,70
P/Receita
3,21
P/EBIT
6,64
P/Ativo
0,72
EV/EBIT
5,63
P/Cap. giro
12,21
P/Ativo circ. líq.
-1,25
VPA
R$ 11,10
LPA
R$ 2,09
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
25,2%
Passivos/Ativos
74,8%
Liquidez corrente
1,54
saudável
Crescimento
CAGR Receita 5a
1,0%
CAGR Lucro 5a
-1,6%
Proventos
Payout
106,1%
acima do lucro
Dividend Yield
4,5%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Engie Brasil Energia se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
EGIE3 Engie Brasil Energ18,6%20,1%39,2%4,5%78/100
TAEE11 Taesa20,8%34,2%26,3%8,0%67/100
CMIG4 Cemig17,1%11,5%16,7%9,0%91/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Engie Brasil Energia

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · Não atendeGraham · Não atendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · AtendeAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 22,63.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 1,36
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 22,63
Preço atualR$ 29,97

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 22,63.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 22,87).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 2,09
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 11,10
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 22,87
Preço atualR$ 29,97
P/L (referência ≤ 15)14,31

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 22,87).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)50,78%
EV/EBIT5,63
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)17,77%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)17,34%
Margem líquida19,35%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✔ sim
Endividamento menor que no ano anterior✔ sim
Liquidez corrente maior que no ano anterior✔ sim
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✕ não
Giro do ativo maior que no ano anterior✔ sim
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)6 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,82 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total0,01
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,11
X3 · EBIT ÷ ativo total0,11
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,34
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X44,82
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,82 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 9,06 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L14,31
Crescimento do lucro (g)1,58%
PEG (P/L ÷ g)9,06

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 9,06 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de uma geradora conta a história dos contratos de energia: receita relativamente previsível, custos que sobem quando falta chuva (porque aí ela compra energia cara), e um resultado que sustenta o dividendo. Vamos ler linha a linha.

LinhaReferênciaO que significa
Receita~R$ 11,3 bi (2024)Vem de vender energia em contratos de longo prazo (a maior parte, reajustada por inflação), da parcela vendida no mercado livre, da receita regulada de transmissão e do transporte de gás pela TAG. É a linha mais previsível do negócio.
Custos de energia e combustível(variável)Aqui mora o risco hidrológico. Quando chove pouco, as hidrelétricas geram menos do que venderam e a Engie precisa COMPRAR energia no mercado para honrar os contratos — muitas vezes a preço alto. Num ano seco, essa linha estoura e come o lucro; num ano de chuvas boas, ela alivia.
Custos de operação e manutenção (O&M)(relativamente estável)Manter usinas, linhas de transmissão e a malha de gás funcionando: pessoal, manutenção, encargos setoriais. É uma linha mais previsível e controlável do que a compra de energia.
EBITDA ajustado~R$ 7,3 bi (2024)O caixa que a operação gera antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Numa geradora, é o indicador-rei: mostra a força do negócio antes do peso da dívida. Margem alta, típica de utility com receita contratada.
Resultado financeiro (juros da dívida)(peso relevante)Diferente da WEG, que tem caixa líquido, a Engie carrega dívida relevante para financiar a expansão (novos parques, transmissão). Os juros dessa dívida pesam no resultado — por isso a dívida líquida/EBITDA acima de 3x é o número a acompanhar.
Lucro líquido ajustado~R$ 3,3 bi (2024)O que sobra e sustenta o dividendo. Repare que ele OSCILA: foi ~R$ 3,3 bi em 2024 e ~R$ 2,8 bi em 2025 (queda ligada a hidrologia e preços de energia). O mesmo negócio bom entrega resultados diferentes conforme o ano climático.
💡 A pergunta central da DRE de uma geradora não é "quanto ela cresceu?", e sim "em que ano climático estamos e quanto da energia já estava contratada?". Um ano seco com muita energia descontratada é o pior cenário: gera menos, compra caro e vende barato. Um ano de chuvas boas com tudo contratado é o melhor. Por isso o lucro — e o dividendo — variam de um ano para o outro mesmo com a empresa continuando sólida. Ao contrário da cíclica (Petrobras), que oscila com o preço da commodity, aqui o solavanco vem principalmente da CHUVA.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: releases e demonstrações da empresa/RI). Os valores exatos e auditados, incluindo o que é "ajustado" vs. contábil, estão no RI da Engie Brasil.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 3 bi, recuando 40% frente ao exercício anterior — abaixo da média dos últimos 5 exercícios (11%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (18,6%) veio abaixo da média dos últimos 8 exercícios (30,7%). Vale entender o que mudou no lucro ou no patrimônio antes de comparar com outros anos. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

2'182'193'202'213'223'234'243'2537%33%36%20%32%35%35%19%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

9'1810'1912'2013'2112'2211'2311'2413'2526%24%23%12%22%32%38%20%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 58,7 bi
Patrimônio líquido
R$ 14,8 bi
Passivo total
R$ 43,9 bi
Caixa e equivalentes
R$ 6,5 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
46,8%
Margem EBIT
48,4%
Liquidez corrente
1,54
Giro do ativo
0,23
Passivos/Ativos
74,8%
Payout
106,1%
CAGR Receita 5a
1,0%
CAGR Lucro 5a
-1,6%
P/EBIT
6,64
P/Receita
3,21
P/Ativo
0,72
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 9,8 bi · 2020: R$ 12,3 bi · 2021: R$ 12,5 bi · 2022: R$ 11,9 bi · 2023: R$ 10,7 bi · 2024: R$ 11,2 bi · 2025: R$ 12,9 biR$ 9,8 biR$ 12,3 biR$ 12,5 biR$ 11,9 biR$ 10,7 biR$ 11,2 biR$ 12,9 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 2,3 bi · 2020: R$ 2,8 bi · 2021: R$ 1,6 bi · 2022: R$ 2,7 bi · 2023: R$ 3,4 bi · 2024: R$ 4,3 bi · 2025: R$ 2,6 biR$ 2,3 biR$ 2,8 biR$ 1,6 biR$ 2,7 biR$ 3,4 biR$ 4,3 biR$ 2,6 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 42,3% · 2020: 44,6% · 2021: 47,1% · 2022: 46,9% · 2023: 55,0% · 2024: 54,4% · 2025: 46,7%42,3%44,6%47,1%46,9%55,0%54,4%46,7%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 43,8% · 2020: 45,4% · 2021: 39,1% · 2022: 48,7% · 2023: 59,2% · 2024: 68,5% · 2025: 48,7%43,8%45,4%39,1%48,7%59,2%68,5%48,7%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 23,6% · 2020: 22,8% · 2021: 12,5% · 2022: 22,4% · 2023: 31,9% · 2024: 38,1% · 2025: 20,1%23,6%22,8%12,5%22,4%31,9%38,1%20,1%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 33,0% · 2020: 36,1% · 2021: 19,7% · 2022: 31,6% · 2023: 34,9% · 2024: 34,8% · 2025: 18,6%33,0%36,1%19,7%31,6%34,9%34,8%18,6%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 7,7% · 2020: 7,9% · 2021: 4,1% · 2022: 7,0% · 2023: 8,1% · 2024: 8,5% · 2025: 4,7%7,7%7,9%4,1%7,0%8,1%8,5%4,7%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 7,0 bi · 2020: R$ 7,7 bi · 2021: R$ 7,9 bi · 2022: R$ 8,4 bi · 2023: R$ 9,8 bi · 2024: R$ 12,3 bi · 2025: R$ 13,9 biR$ 7,0 biR$ 7,7 biR$ 7,9 biR$ 8,4 biR$ 9,8 biR$ 12,3 biR$ 13,9 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 30,1 bi · 2020: R$ 35,2 bi · 2021: R$ 38,1 bi · 2022: R$ 38,2 bi · 2023: R$ 42,2 bi · 2024: R$ 50,1 bi · 2025: R$ 55,3 biR$ 30,1 biR$ 35,2 biR$ 38,1 biR$ 38,2 biR$ 42,2 biR$ 50,1 biR$ 55,3 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa geradora como a Engie, olhe primeiro o nível de contratação (quanto da energia já está vendida) e a matriz de geração (quanto depende de chuva). Depois cheque o endividamento (dívida líquida/EBITDA), que aqui é relevante por causa da expansão — não é perigo por si só, mas é o número central. Veja também a rentabilidade (ROE e margem) e, no ativo, o quanto está investido em obras em andamento (elas ainda não geram receita, mas vão). Receita contratada estável, dívida sob controle e projetos entregando no prazo = a "assinatura" financeira saudável de uma geradora.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa operacional mostra quanto dinheiro os contratos de energia realmente geram — é a base do dividendo. Numa geradora em expansão como a Engie, observe o descompasso: o caixa operacional é forte e previsível, mas boa parte é consumida por investimentos (novos parques, linhas de transmissão) e pelo serviço da dívida. O que sobra depois disso é o que sustenta o dividendo. Por isso o dividendo varia: num ano de muito investimento ou hidrologia ruim, sobra menos. Um fluxo de caixa operacional robusto e consistente é o que permite à Engie financiar a expansão E remunerar o acionista ao mesmo tempo.

Dividendos

A Engie Brasil é conhecida como uma das boas pagadoras de dividendos do setor elétrico — o dividend yield já rondou a faixa de 4% a 6% ao ano em diferentes períodos. A base disso é a previsibilidade: energia vendida em contratos longos vira caixa contratado, que vira provento. A lição importante: dividendo de geradora NÃO é fixo. Ele varia com o lucro do ano (que a hidrologia e os preços de energia afetam) e com o quanto a empresa precisa reter para financiar novos projetos. Quem compra Engie por renda deve esperar um bom pagador consistente, mas com oscilação de um ano para o outro — não uma mensalidade garantida.

Crescimento

O crescimento da Engie vem de construir e comprar novos ativos: parques eólicos, usinas solares e linhas de transmissão. É a expansão que financia a transição energética — sair da dependência quase total da hidrelétrica e diversificar a matriz. Esse crescimento é financiado com dívida, o que explica a dívida líquida/EBITDA em patamar mais alto. O ponto de atenção é o oposto de uma empresa de tecnologia: aqui o crescimento é lento e intensivo em capital, e só cria valor se os novos projetos gerarem o retorno prometido e pagarem a dívida contraída para construí-los.

Participação de mercado

A Engie Brasil é a maior geradora privada de energia elétrica do país, com capacidade instalada em torno de 12,5 GW — cerca de 6% de toda a geração nacional. Cerca de 90% dessa capacidade vem de fontes renováveis (75% hidrelétrica, o resto eólica, solar e biomassa). Além da geração, é dona da maior malha de transporte de gás do Brasil pela TAG (~4.500 km) e opera ativos de transmissão. Sua posição se sustenta na escala, na diversificação de fontes e na reputação de operar com disciplina de capital.

Quem controla a empresa

ControladorControlada pela Engie S.A. (multinacional francesa de energia), por meio da Engie Brasil Participações — controle PRIVADO estrangeiro, não estatal. A Engie detém a maioria do capital.
Free floatParcela minoritária das ações circula no mercado (o controle francês é firme e majoritário), mas com liquidez relevante na B3 — EGIE3 é ação de índice.
  • É controle PRIVADO, não estatal: quem manda é a Engie francesa, uma das maiores empresas de energia do mundo — sem as trocas de comando políticas que afetam estatais como Cemig ou Copel. Esse é um ponto central da tese "Perene".
  • Está no Novo Mercado da B3 — o padrão mais alto de governança da Bolsa (só ações ON, uma ação = um voto). Bom sinal para o minoritário.
  • Para o minoritário de EGIE3 (ON, com voto): você vota, mas o controle francês decide. O alinhamento histórico — disciplina de capital e distribuição consistente de dividendos — é o que tem protegido o pequeno acionista.

Linha do tempo

nível: raio-x
1998
A Tractebel (grupo belga/francês) assume o controle da antiga geradora estatal Gerasul, no processo de privatização do setor elétrico.
2005
A companhia migra para o Novo Mercado da B3 — o padrão mais alto de governança (só ações ON, uma ação = um voto).
2016
A Tractebel Energia passa a se chamar Engie Brasil Energia, adotando a marca global do grupo francês Engie.
2019
Entra no negócio de gás ao adquirir participação na TAG (Transportadora Associada de Gás), maior malha de gasodutos do país.
2020s
Forte expansão em energia renovável não-hidráulica (parques eólicos e solares) e em transmissão, financiando a transição energética.
2024–2025
Capacidade instalada em torno de 12,5 GW, ~90% renovável; segue como uma das maiores pagadoras de dividendos do setor elétrico.

Concorrentes

nível: raio-x
Taesa (TAEE11) — Focada em transmissão — receita regulada e altamente previsível, referência em dividendos do setor.
Cemig (CMIG4) — Estatal mineira integrada (geração, transmissão e distribuição) — par do setor, mas com controle público.
Copel (CPLE6) — Elétrica paranaense, recém-privatizada (corporation) — geração, transmissão e distribuição no Sul.
PerfilDividendosRisco principal
EGIE3Maior geradora privada, quase toda renovávelBons e consistentes (variam com a hidrologia)Risco hidrológico (chover pouco) + alavancagem
TAEE11Pura transmissão, receita reguladaAltos e muito previsíveisCrescimento limitado; depende de novos leilões
CMIG4Estatal integrada (MG)Bons, porém sujeitos à políticaInterferência política (controle público)

Como avaliar uma geradora de energia (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Veja quanto da energia já está CONTRATADO (o "nível de contratação"): quanto maior, mais previsível a receita e menos exposta a solavancos de preço no mercado livre.
  2. Cheque a matriz de geração: quanto vem de hidrelétrica (exposta à chuva) versus eólica/solar (exposta ao vento e ao sol, mas sem GSF). A diversificação suaviza o risco hidrológico.
  3. Olhe a dívida líquida/EBITDA: geradora em expansão se endivida para construir. Um patamar acima de ~3x pede atenção — é sustentável enquanto os projetos entregam o retorno prometido.
  4. Acompanhe o payout e a cobertura do dividendo: o dividendo cabe no lucro e no caixa depois dos investimentos? Dividendo alto que sai de dívida não se sustenta.
  5. Faça a pergunta-chave: num ano seco, com preço de energia ruim, o resultado ainda paga um dividendo aceitável — e você aguenta a oscilação sem vender no pior momento?

Você já tem EGIE3 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar EGIE3 direto, cheque se você JÁ tem Engie Brasil sem saber.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

EGIE3 faz parte do Ibovespa — quem tem ETF de índice já carrega uma fatia de Engie.

🧺 ETFs e fundos de dividendos (ex.: DIVO11)

Como é uma pagadora consistente de proventos, Engie costuma aparecer em índices e fundos de dividendos — às vezes com peso relevante.

🧺 Fundos de ações e previdência

Muitos fundos de ações Brasil e carteiras de renda carregam geradoras de energia como posição defensiva. Consulte a carteira do seu fundo.

💡 Comprar EGIE3 tendo ETF de dividendos não é errado — mas pode DOBRAR a exposição ao setor elétrico. Decida o peso total do setor na sua carteira, não o peso de cada compra isolada.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (Engie é conhecida como boa pagadora — proventos por ação estimados (12m, aproximado; varia com o lucro e a hidrologia do ano): R$ 1,5/ação · preço de referência R$ 29,97 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000333R$ 500R$ 42
R$ 50.0001.668R$ 2.502R$ 209
R$ 100.0003.336R$ 5.004R$ 417

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte — Engie costuma remunerar via dividendos e JCP.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Engie Brasil Energia S.A., pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

O que a Engie Brasil faz, em palavras simples?

Gera energia elétrica (principalmente em hidrelétricas, mais eólica, solar e biomassa), transmite energia por linhas de transmissão e transporta gás natural pela TAG, o maior gasoduto do país. É a maior geradora privada do Brasil.

A Engie é uma estatal?

Não. É uma empresa privada, controlada pela Engie S.A., uma multinacional francesa de energia. Isso a diferencia de estatais do setor como Cemig e Copel: as decisões são tomadas pensando em retorno, sem a interferência política que costuma afetar empresas de controle público.

Por que "chover pouco" prejudica o resultado da Engie?

Porque boa parte da energia vem de hidrelétricas, e a empresa vende essa energia em contratos que precisa cumprir. Se choveu pouco e os reservatórios estão baixos, ela gera menos do que vendeu e precisa comprar a diferença no mercado — muitas vezes a preço alto. Esse é o risco hidrológico (apelidado de GSF): num ano seco, a mesma empresa entrega um lucro menor.

A Engie paga bons dividendos?

Historicamente sim — é reconhecida como uma das boas pagadoras do setor elétrico, com dividend yield que já rondou 4% a 6% ao ano. Mas o valor varia de um ano para o outro, porque depende do lucro (afetado pela chuva e pelos preços de energia) e do quanto a empresa precisa reter para investir em novos projetos.

O que é a TAG?

É a Transportadora Associada de Gás, dona da maior malha de gasodutos do Brasil (cerca de 4.500 km). A Engie tem participação na TAG desde 2019 — é uma fonte de receita adicional e mais estável, ligada ao transporte de gás natural, que complementa o negócio de energia elétrica.

EGIE3 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A Engie é uma geradora sólida, previsível e boa pagadora de dividendos, mas com riscos próprios: hidrologia (anos secos apertam o resultado), preços de energia e uma dívida relevante por causa da expansão. O essencial é entender esses riscos e como a empresa se encaixa no seu plano e na sua diversificação.

Qual a diferença entre a Engie e uma transmissora como a Taesa?

A Taesa é quase pura transmissão: recebe por disponibilizar linhas, uma receita muito estável e previsível, mas com crescimento limitado. A Engie é principalmente geração: tem mais potencial de crescimento (novos parques) e dividendos bons, mas carrega o risco hidrológico e a oscilação dos preços de energia que a transmissora não tem.

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Notícias e fatos relevantes

Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.

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Conteúdo educacional produzido pelo Meta de Rico — rascunho assistido por IA, revisado por humano antes de publicar. Atualizado em 2026-07-05.

Conteúdo educacional do Meta de Rico — não é recomendação de investimento. Indicadores e gráficos são aproximados; confirme os números atuais nas fontes oficiais. Faça sua própria análise e considere seu perfil.