META DE RICO
Vale a pena estudar a Cemig?
Atrativa

Empresa barata, lucrativa — principal risco: risco político/governança.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia com desconto de 44% ante o valor justo estimado (Graham)
  • apresenta saúde financeira apenas mediana
  • remunera o acionista acima da média: dividend yield de 9,00%
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 900.
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Mistos: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 3.
91
Score Meta de Rico
Top 15%Entre as mais bem avaliadas2ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Risco político/governança (o principal)

o controlador é o Governo de Minas. Decisões de dividendo, investimento e gestão podem priorizar o interesse do Estado — não o do minoritário. É a razão do desconto histórico da ação.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A Cemig é a companhia de energia de Minas Gerais, controlada pelo Governo do Estado. É uma "utility integrada": faz geração (usinas), transmissão (linhas) e distribuição (leva energia até a casa das pessoas em MG). Paga bons dividendos e gera caixa sólido. A tese — e o risco — é o mesmo nó: o controle é público. Historicamente houve interferência política, os dividendos oscilam com a necessidade de caixa do governo, e há uma discussão recorrente de privatização que, se avançar, tende a reduzir esse desconto.

Resumo em 2 minutos

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) é a empresa de energia elétrica do estado de Minas Gerais, controlada pelo Governo do Estado. É uma "utility integrada": atua nas três pontas do setor. GERA energia (principalmente em hidrelétricas, mais eólica e solar), TRANSMITE energia por linhas de alta tensão (via Cemig GT — geração e transmissão) e DISTRIBUI energia até o consumidor final em quase todo o território mineiro (via Cemig D — a distribuidora). É uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro e uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa. Por ser estatal (economia mista, capital aberto), carrega uma característica que define sua tese: o controle é público. A Cemig ganha dinheiro nas três pontas. Na DISTRIBUIÇÃO (Cemig D), recebe uma tarifa regulada pela ANEEL para levar energia até as casas e empresas de Minas — é receita grande e recorrente, mas com margem definida pela agência a cada revisão tarifária. Na GERAÇÃO, vende a energia que produz em contratos (previsíveis) e no mercado livre (oscila com o preço). Na TRANSMISSÃO, recebe uma receita regulada e estável por disponibilizar as linhas. O custo principal aparece na compra de energia (quando gera menos do que vendeu, tipicamente em anos secos) e no custo de operar uma rede de distribuição enorme. O caixa que sobra é o que sustenta os dividendos — cuja distribuição, no fim, o controlador estatal ajuda a decidir.

Resumo completo

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) é a elétrica estatal de Minas Gerais, controlada pelo Governo do Estado. É uma "utility integrada": faz geração (principalmente hidrelétrica), transmissão (linhas reguladas e estáveis) e distribuição (leva energia até o consumidor final em quase todo o estado, via Cemig D, com receita definida pela ANEEL a cada revisão tarifária). Tem ativos resilientes, gera caixa forte e é uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa (yield já na casa de 9% em anos recentes, com ROE perto de 17%). A tese e o risco são o mesmo nó: o controle é público. Historicamente houve interferência política — expansão mal precificada, endividamento alto na década de 2010, dividendos que oscilam com a necessidade fiscal do Estado. É por isso que a ação negocia com desconto claro frente a pares privados (P/VP perto de 1x contra ~2,7x da Engie, P/L na casa de 6–7x): o mesmo ativo vale menos por causa da governança. O gatilho recorrente de alta é a discussão de privatização — que, se avançar, tende a reduzir esse desconto, mas depende de decisão política e pode não acontecer. Em resumo: uma boa elétrica com desconto estatal, cujo maior risco (e maior oportunidade) mora na governança pública.

Principais riscos
  • Risco político/governança (o principal): o controlador é o Governo de Minas. Decisões de dividendo, investimento e gestão podem priorizar o interesse do Estado — não o do minoritário. É a razão do desconto histórico da ação.
  • Risco regulatório na distribuição: a Cemig D tem a receita definida pela ANEEL via revisão tarifária. Uma revisão dura aperta a margem — algo que uma geradora pura não sofre no mesmo grau.
  • Risco hidrológico: boa parte da geração é hidrelétrica; anos secos reduzem a energia gerada e obrigam a comprar a diferença no mercado, apertando o resultado.
  • Dividendo não garantido: o pagamento oscila com o lucro E com a necessidade de caixa do controlador estatal — não é uma mensalidade fixa.
  • Privatização é incerta: o gatilho de alta mais citado (privatização) depende de decisão política e pode simplesmente não acontecer. Apostar nele é especular, não investir.
Principais oportunidades
  • Ativos resilientes e essenciais: energia é serviço de necessidade básica, com demanda estável mesmo em recessão — receita defensiva.
  • Negócio integrado e diversificado: geração + transmissão + distribuição se complementam; a transmissão e a distribuição regulada dão previsibilidade que suaviza a oscilação da geração.
  • Forte geração de caixa e histórico de dividendos altos: já foi uma das maiores pagadoras da Bolsa (yield na casa de 9% em anos recentes).
  • Posição dominante em Minas Gerais: é a distribuidora de quase todo o estado, um dos maiores mercados consumidores do país — uma espécie de "monopólio regulado" na distribuição.
  • Opcionalidade de privatização: se o controle sair do Estado, a redução de interferência política tende a destravar valor e reduzir o desconto da ação.
Utilidade Pública / Energia Elétrica (geração, transmissão e distribuição) · B3Estatal

Cemig CMIG4 · Ação preferencial (PN) de empresa de economia mista (estatal de capital aberto)

A elétrica estatal de Minas Gerais — gera, transmite e distribui energia no estado. Ativos resilientes e caixa forte sustentam dividendos altos, mas o preço carrega um desconto: quem manda no controle é a política estadual.

R$ 11,17▲ 0,00%
Volume: 7,4 mi
P/L
6,52
P/VP
1,09
DY (12m)
n/c
ROE
16,75%
EV/EBITDA
6,53
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Cemig e na B3. Fontes divergem em alguns múltiplos (EV/EBITDA, dívida) por diferenças de metodologia — use como ordem de grandeza. Este material explica o que a empresa é e como pensá-la; não é recomendação de compra, venda ou manutenção. A decisão é sua.
91/100
Score Meta de Rico
Forte
Está cara?
Barata
teto R$ 19,60 · preço R$ 11,03
Paga dividendo?
Paga bem
DY 9,00% (12m)
É arriscada?
Elevado
Altman segura · Piotroski 3/9
Perfil
Estatal
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 11,17
▲ 0,00% no dia
Valor de mercado
R$ 37,2 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) é a elétrica estatal de Minas Gerais, controlada pelo Governo do Estado. É uma "utility integrada": faz geração (principalmente hidrelétrica), transmissão (linhas reguladas e estáveis) e distribuição (leva energia até o consumidor final em quase todo o estado, via Cemig D, com receita definida pela ANEEL a cada revisão tarifária). Tem ativos resilientes, gera caixa forte e é uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa (yield já na casa de 9% em anos recentes, com ROE perto de 17%). A tese e o risco são o mesmo nó: o controle é público. Historicamente houve interferência política — expansão mal precificada, endividamento alto na década de 2010, dividendos que oscilam com a necessidade fiscal do Estado. É por isso que a ação negocia com desconto claro frente a pares privados (P/VP perto de 1x contra ~2,7x da Engie, P/L na casa de 6–7x): o mesmo ativo vale menos por causa da governança. O gatilho recorrente de alta é a discussão de privatização — que, se avançar, tende a reduzir esse desconto, mas depende de decisão política e pode não acontecer. Em resumo: uma boa elétrica com desconto estatal, cujo maior risco (e maior oportunidade) mora na governança pública.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 30 indicadores por enquanto. Numa elétrica estatal integrada como a Cemig, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

O que ela faz (e por que "integrada" importa)A Cemig faz as três pontas do setor elétrico: GERA energia (usinas, principalmente hidrelétricas), TRANSMITE (linhas de alta tensão) e DISTRIBUI (a fiação que chega na sua casa em Minas, via Cemig D). Cada ponta tem uma lógica: geração vive de concessões e do preço da energia; transmissão é receita regulada e estável; distribuição é regulada por "revisão tarifária" — a cada ciclo a agência (ANEEL) redefine quanto a empresa pode cobrar.
Quem controlaO Governo de Minas Gerais controla a Cemig. É o ponto central da tese: as decisões passam pela política estadual. Isso já significou, no passado, dividendo represado, expansão fora de hora e troca de comando por eleição. Não é teórico — é o histórico da empresa.
Por que o dividendo é alto, mas oscilaA Cemig gera muito caixa e tem sido uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa (yield já na casa de 9% num ano). Mas o pagamento depende do lucro E da política do controlador: quando o Estado precisa de caixa, tende a puxar mais dividendo; quando quer investir ou guardar, paga menos. Dividendo de estatal não é mensalidade garantida.
A discussão de privatizaçãoDe tempos em tempos volta o debate de privatizar a Cemig — mais recentemente ligado ao Estado usar sua participação para abater dívidas (precatórios). Se sair do papel, a tese muda: menos interferência política costuma REDUZIR o desconto da ação. É uma "opção" embutida no preço — pode acontecer, pode não acontecer. Nunca compre uma ação apostando só na privatização.
O risco realTrês frentes: (1) político/governança — o controlador é o Estado, e o interesse do minoritário nem sempre vem primeiro; (2) regulatório — a distribuição depende da revisão tarifária, que pode apertar a margem; (3) hidrologia — como boa parte da geração é hidrelétrica, ano seco pesa no resultado. Nada disso é fatal, mas tudo isso o preço já reflete no desconto.

O que a Cemig faz

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) é a empresa de energia elétrica do estado de Minas Gerais, controlada pelo Governo do Estado. É uma "utility integrada": atua nas três pontas do setor. GERA energia (principalmente em hidrelétricas, mais eólica e solar), TRANSMITE energia por linhas de alta tensão (via Cemig GT — geração e transmissão) e DISTRIBUI energia até o consumidor final em quase todo o território mineiro (via Cemig D — a distribuidora). É uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro e uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa. Por ser estatal (economia mista, capital aberto), carrega uma característica que define sua tese: o controle é público.

Como ela ganha dinheiro

A Cemig ganha dinheiro nas três pontas. Na DISTRIBUIÇÃO (Cemig D), recebe uma tarifa regulada pela ANEEL para levar energia até as casas e empresas de Minas — é receita grande e recorrente, mas com margem definida pela agência a cada revisão tarifária. Na GERAÇÃO, vende a energia que produz em contratos (previsíveis) e no mercado livre (oscila com o preço). Na TRANSMISSÃO, recebe uma receita regulada e estável por disponibilizar as linhas. O custo principal aparece na compra de energia (quando gera menos do que vendeu, tipicamente em anos secos) e no custo de operar uma rede de distribuição enorme. O caixa que sobra é o que sustenta os dividendos — cuja distribuição, no fim, o controlador estatal ajuda a decidir.

55%
30%
15%
Distribuição (Cemig D) — a rede que leva energia até as casas e empresas de quase todo o estado de Minas — receita grande e recorrente, mas com margem definida pela ANEEL a cada revisão tarifária
Geração — usinas, principalmente hidrelétricas (mais eólica e solar) — a ponta exposta à hidrologia e ao preço da energia, mas dona dos ativos de maior valor
Transmissão — linhas de alta tensão com receita regulada e estável — recebe por disponibilizar a infraestrutura, a ponta mais previsível do negócio

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

0.5
2018
0.7
2019
0.6
2020
1.4
2021
2.1
2022
1.8
2023
4.3
2024
4
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Política e governança do Estado de Minas

É o driver nº 1 e o que diferencia a Cemig de uma elétrica privada. Decisões de dividendo, investimento e a própria discussão de privatização passam pela política estadual e pela situação fiscal do Estado. Notícia política mexe na ação.

📈 Revisão tarifária e regulação (ANEEL)

A distribuição (Cemig D) tem a receita definida por revisões tarifárias periódicas. Uma revisão dura aperta a margem; regras favoráveis aliviam. É um risco regulatório que uma geradora pura não carrega no mesmo grau.

📈 Hidrologia e preço da energia

Como boa parte da geração é hidrelétrica, o volume de chuvas afeta quanto a empresa gera e quanto precisa comprar no mercado. E a parcela de energia não contratada oscila com o preço de mercado. Ano seco = resultado pior.

📈 Juros (Selic)

Como pagadora de dividendos, a Cemig compete com a renda fixa: Selic alta costuma pressionar o preço da ação. Juros também encarecem a dívida usada para financiar investimentos.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Ativos resilientes e essenciais: energia é serviço de necessidade básica, com demanda estável mesmo em recessão — receita defensiva.
  • Negócio integrado e diversificado: geração + transmissão + distribuição se complementam; a transmissão e a distribuição regulada dão previsibilidade que suaviza a oscilação da geração.
  • Forte geração de caixa e histórico de dividendos altos: já foi uma das maiores pagadoras da Bolsa (yield na casa de 9% em anos recentes).
  • Posição dominante em Minas Gerais: é a distribuidora de quase todo o estado, um dos maiores mercados consumidores do país — uma espécie de "monopólio regulado" na distribuição.
  • Opcionalidade de privatização: se o controle sair do Estado, a redução de interferência política tende a destravar valor e reduzir o desconto da ação.

🔴 Riscos

  • Risco político/governança (o principal): o controlador é o Governo de Minas. Decisões de dividendo, investimento e gestão podem priorizar o interesse do Estado — não o do minoritário. É a razão do desconto histórico da ação.
  • Risco regulatório na distribuição: a Cemig D tem a receita definida pela ANEEL via revisão tarifária. Uma revisão dura aperta a margem — algo que uma geradora pura não sofre no mesmo grau.
  • Risco hidrológico: boa parte da geração é hidrelétrica; anos secos reduzem a energia gerada e obrigam a comprar a diferença no mercado, apertando o resultado.
  • Dividendo não garantido: o pagamento oscila com o lucro E com a necessidade de caixa do controlador estatal — não é uma mensalidade fixa.
  • Privatização é incerta: o gatilho de alta mais citado (privatização) depende de decisão política e pode simplesmente não acontecer. Apostar nele é especular, não investir.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Cemig.

P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo pode indicar ação barata ou expectativa fraca. ⚠️ Numa estatal, um P/L baixo costuma refletir o desconto do controle público — nem sempre é "pechincha", às vezes é o mercado precificando o risco político.
Na Cemig: A Cemig negocia com P/L baixo (na casa de 6–7x), bem abaixo de uma privada do setor como a Engie. Boa parte disso é o desconto estatal: o mesmo tipo de ativo vale menos por causa da governança.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga por cada R$ 1 de patrimônio líquido da empresa.
📐 Abaixo de 1 = negocia abaixo do patrimônio; acima de 1 = o mercado paga ágio. Comparar com o par privado ajuda a enxergar o desconto.
Na Cemig: Fica perto de 1x — muito abaixo dos ~2,7x de uma privada como a Engie. Essa diferença é, em boa parte, o preço do risco político e da menor previsibilidade de governança.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto e consistente = negócio eficiente. ⚠️ Numa elétrica, cheque se o ROE não foi inflado por um ano de hidrologia boa ou por eventos não recorrentes.
Na Cemig: ROE na casa de 17% — alto e sólido para uma elétrica, mostrando que os ativos são bons. O desconto no preço, então, não vem da rentabilidade ruim: vem do risco de governança.
Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 DY alto atrai quem busca renda. ⚠️ Em estatal, o dividendo depende também da necessidade de caixa do controlador — um DY muito alto pode refletir um ano específico que não se repete.
Na Cemig: A Cemig é uma das maiores pagadoras da Bolsa (yield já na casa de 9% em anos recentes). É um pilar da tese — mas o valor oscila com o lucro e com a decisão do Governo de Minas.
EV/EBITDA
Compara o valor total da empresa (incluindo a dívida) com sua geração de caixa operacional. Útil quando há dívida, como em elétricas.
📐 Quanto menor, mais "barata" a empresa em relação ao caixa que gera. É mais justo que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
Na Cemig: Fica em torno de 6–7x — patamar de utility, e mais baixo que o de pares privados, coerente com o desconto estatal. (Atenção: fontes divergem no cálculo; use como ordem de grandeza, não valor exato.)
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável; acima de ~3x pede atenção. Em estatal, vale olhar o histórico — a gestão pública já alavancou demais no passado.
Na Cemig: Hoje em patamar controlado (na casa de ~2x), depois de anos de desalavancagem. Mas a Cemig já foi bem mais endividada na década de 2010 — é um número para acompanhar, não esquecer.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
16,7%
alto
2018: 10,7% · 2019: 19,7% · 2020: 16,4% · 2021: 19,3% · 2022: 18,8% · 2023: 23,4% · 2024: 26,0% · 2025: 17,1%
empresa16,7%
mercado17,2%
ROA
7,1%
2018: 2,8% · 2019: 6,3% · 2020: 5,3% · 2021: 7,2% · 2022: 7,6% · 2023: 10,5% · 2024: 11,9% · 2025: 7,3%
empresa7,1%
mercado4,9%
ROIC
16,0%
Giro do ativo
0,64
Eficiência
Margem bruta
16,4%
2018: 20,6% · 2019: 22,8% · 2020: 21,3% · 2021: 20,0% · 2022: 19,8% · 2023: 22,8% · 2024: 20,5% · 2025: 16,9%
Margem EBIT
15,4%
2018: 11,2% · 2019: 12,2% · 2020: 18,7% · 2021: 20,7% · 2022: 16,5% · 2023: 19,6% · 2024: 24,8% · 2025: 15,8%
Margem líquida
11,2%
2018: 7,6% · 2019: 12,3% · 2020: 11,4% · 2021: 11,1% · 2022: 11,9% · 2023: 15,6% · 2024: 17,9% · 2025: 11,5%
empresa11,2%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 43,4 bi
2018: R$ 22,3 bi · 2019: R$ 25,4 bi · 2020: R$ 25,2 bi · 2021: R$ 33,6 bi · 2022: R$ 34,5 bi · 2023: R$ 36,8 bi · 2024: R$ 39,8 bi · 2025: R$ 42,8 bi
Lucro
R$ 4,8 bi
2018: R$ 1,7 bi · 2019: R$ 3,1 bi · 2020: R$ 2,9 bi · 2021: R$ 3,8 bi · 2022: R$ 4,1 bi · 2023: R$ 5,8 bi · 2024: R$ 7,1 bi · 2025: R$ 4,9 bi
Patrimônio líq.
R$ 28,9 bi
2018: R$ 15,9 bi · 2019: R$ 15,9 bi · 2020: R$ 17,5 bi · 2021: R$ 19,5 bi · 2022: R$ 21,8 bi · 2023: R$ 24,7 bi · 2024: R$ 27,4 bi · 2025: R$ 28,6 bi
Ativo total
R$ 68,2 bi
2018: R$ 59,9 bi · 2019: R$ 49,9 bi · 2020: R$ 54,1 bi · 2021: R$ 52,0 bi · 2022: R$ 53,7 bi · 2023: R$ 55,0 bi · 2024: R$ 59,7 bi · 2025: R$ 67,0 bi
Valuation
P/L
6,52
P/VP
1,12
P/Receita
0,86
P/EBIT
5,57
P/Ativo
0,55
EV/EBIT
5,37
P/Cap. giro
-35,05
P/Ativo circ. líq.
-1,50
VPA
R$ 9,98
LPA
R$ 1,71
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
42,4%
Passivos/Ativos
57,6%
Liquidez corrente
0,93
apertada
Crescimento
CAGR Receita 5a
11,1%
CAGR Lucro 5a
11,3%
Proventos
Payout
81,0%
Dividend Yield
9,0%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Cemig se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
CMIG4 Cemig17,1%11,5%16,7%9,0%91/100
EGIE3 Engie Brasil Energ18,6%20,1%39,2%4,5%78/100
TAEE11 Taesa20,8%34,2%26,3%8,0%67/100
CPLE3 Copel11,4%9,9%8,5%

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Cemig

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · AtendeGraham · AtendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · NeutroAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 23,09.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 1,39
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 23,09
Preço atualR$ 11,17

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Numa estatal, o dividendo é, em parte, decisão política — pode mudar de um ano para o outro por motivos que nada têm a ver com o negócio.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 23,09.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 19,60).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 1,71
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 9,98
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 19,60
Preço atualR$ 11,17
P/L (referência ≤ 15)6,52

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 19,60).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)16,01%
EV/EBIT5,37
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)18,64%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)16,74%
Margem líquida11,15%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável. Numa estatal, a alocação de capital pode seguir interesse político, não o retorno do acionista — atrito direto com a tese de qualidade.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✕ não
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✔ sim
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✕ não
Giro do ativo maior que no ano anterior✕ não
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)3 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,40 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total0,00
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,21
X3 · EBIT ÷ ativo total0,10
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,74
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X45,40
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe. Numa estatal, o "risco de quebrar" também depende de fatores que não estão no balanço — como o respaldo (ou não) do governo controlador.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,40 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,40 (preço acompanha o crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L6,52
Crescimento do lucro (g)16,32%
PEG (P/L ÷ g)0,40

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,40 (preço acompanha o crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de uma elétrica integrada estatal conta duas histórias ao mesmo tempo: a operação (energia gerada, transmitida e distribuída) e a marca do controlador (o quanto as decisões pesam no resultado). Vamos ler linha a linha — e ver onde o risco político entra no valuation.

LinhaReferênciaO que significa
Receita~R$ 40 bi (bruta, 2024)Vem das três pontas: a distribuição (a maior fatia — a tarifa regulada que a ANEEL define para levar energia às casas de Minas), a venda de energia da geração (contratos + mercado livre) e a receita regulada da transmissão. A distribuição dá volume e recorrência; a geração dá o resultado que mais oscila.
Custo de energia comprada e encargos(grande e variável)Uma parte enorme da receita da distribuidora é apenas "repasse": a Cemig D compra energia para revender aos clientes. Aqui também mora o risco hidrológico da geração — em anos secos, gera menos do que vendeu e compra a diferença cara. É a linha que mais mexe no resultado de um ano para o outro.
Custos de operação e manutenção (O&M)(relativamente estável)Manter usinas, linhas de transmissão e, sobretudo, a gigantesca rede de distribuição de Minas: pessoal, manutenção, perdas. Numa estatal, a eficiência dessa linha é um termômetro da gestão — historicamente um ponto de atenção.
EBITDA~R$ 8–9 bi (2024, aprox.)O caixa que a operação gera antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Numa elétrica, é o indicador-rei: mostra a força do negócio antes do peso da dívida. A Cemig gera EBITDA robusto — o negócio essencial é bom, e é isso que sustenta o dividendo.
Resultado financeiro (juros da dívida)(peso relevante, hoje controlado)A Cemig carrega dívida para financiar investimentos na rede e em geração. Hoje a dívida líquida/EBITDA está em patamar controlado (~2x), depois de anos de desalavancagem — mas na década de 2010 essa linha foi um problema, fruto de expansão agressiva sob gestão estatal.
Lucro líquido~R$ 3–5 bi (varia bastante)O que sobra e sustenta o dividendo. Repare como OSCILA: foi ~R$ 3 bi em 2024 e mais alto em 2025, mexido por hidrologia, preços de energia e eventos regulatórios. E é sobre esse lucro que entra a decisão do controlador estatal: quanto distribuir passa pela política de Minas.
💡 Aqui está o pulo do gato do valuation de uma estatal. Pegue essa mesma DRE — receita boa, EBITDA robusto, ROE de ~17% — e coloque num controle PRIVADO como a Engie: o mercado paga P/VP de ~2,7x. Coloque no controle do Governo de Minas, e o mercado paga ~1x. O ATIVO é o mesmo; o que muda é quem decide. O risco político não aparece numa linha específica da DRE — ele aparece no MÚLTIPLO que o mercado aceita pagar por aquele lucro. É por isso que a Cemig parece "barata" no P/L: parte desse desconto é o preço da governança pública. Entender isso é entender por que o mesmo lucro vale menos numa estatal.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: releases e demonstrações da empresa/RI). Os valores exatos e auditados estão no RI da Cemig. Receita bruta e líquida de elétrica diferem bastante por causa dos encargos — confirme na fonte.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 5 bi, recuando 31% frente ao exercício anterior — em linha com a média dos últimos 5 exercícios. gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (17,1%) está em linha com a média dos últimos 8 exercícios (18,9%) — consistência conta mais que um ano isolado. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

2'183'193'204'214'226'237'245'2511%20%16%19%19%23%26%17%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

22'1825'1925'2034'2134'2237'2340'2443'258%12%11%11%12%16%18%11%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 68,2 bi
Patrimônio líquido
R$ 28,9 bi
Passivo total
R$ 39,3 bi
Caixa e equivalentes
R$ 1,4 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
16,4%
Margem EBIT
15,4%
Liquidez corrente
0,93
Giro do ativo
0,64
Passivos/Ativos
57,6%
Payout
81,0%
CAGR Receita 5a
11,1%
CAGR Lucro 5a
11,3%
P/EBIT
5,57
P/Receita
0,86
P/Ativo
0,55
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 25,4 bi · 2020: R$ 25,2 bi · 2021: R$ 33,6 bi · 2022: R$ 34,5 bi · 2023: R$ 36,8 bi · 2024: R$ 39,8 bi · 2025: R$ 42,8 biR$ 25,4 biR$ 25,2 biR$ 33,6 biR$ 34,5 biR$ 36,8 biR$ 39,8 biR$ 42,8 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 3,1 bi · 2020: R$ 2,9 bi · 2021: R$ 3,8 bi · 2022: R$ 4,1 bi · 2023: R$ 5,8 bi · 2024: R$ 7,1 bi · 2025: R$ 4,9 biR$ 3,1 biR$ 2,9 biR$ 3,8 biR$ 4,1 biR$ 5,8 biR$ 7,1 biR$ 4,9 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 22,8% · 2020: 21,3% · 2021: 20,0% · 2022: 19,8% · 2023: 22,8% · 2024: 20,5% · 2025: 16,9%22,8%21,3%20,0%19,8%22,8%20,5%16,9%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 12,2% · 2020: 18,7% · 2021: 20,7% · 2022: 16,5% · 2023: 19,6% · 2024: 24,8% · 2025: 15,8%12,2%18,7%20,7%16,5%19,6%24,8%15,8%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 12,3% · 2020: 11,4% · 2021: 11,1% · 2022: 11,9% · 2023: 15,6% · 2024: 17,9% · 2025: 11,5%12,3%11,4%11,1%11,9%15,6%17,9%11,5%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 19,7% · 2020: 16,4% · 2021: 19,3% · 2022: 18,8% · 2023: 23,4% · 2024: 26,0% · 2025: 17,1%19,7%16,4%19,3%18,8%23,4%26,0%17,1%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 6,3% · 2020: 5,3% · 2021: 7,2% · 2022: 7,6% · 2023: 10,5% · 2024: 11,9% · 2025: 7,3%6,3%5,3%7,2%7,6%10,5%11,9%7,3%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 15,9 bi · 2020: R$ 17,5 bi · 2021: R$ 19,5 bi · 2022: R$ 21,8 bi · 2023: R$ 24,7 bi · 2024: R$ 27,4 bi · 2025: R$ 28,6 biR$ 15,9 biR$ 17,5 biR$ 19,5 biR$ 21,8 biR$ 24,7 biR$ 27,4 biR$ 28,6 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 49,9 bi · 2020: R$ 54,1 bi · 2021: R$ 52,0 bi · 2022: R$ 53,7 bi · 2023: R$ 55,0 bi · 2024: R$ 59,7 bi · 2025: R$ 67,0 biR$ 49,9 biR$ 54,1 biR$ 52,0 biR$ 53,7 biR$ 55,0 biR$ 59,7 biR$ 67,0 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa elétrica integrada como a Cemig, olhe primeiro a divisão entre as três pontas: quanto vem da distribuição (regulada, recorrente), da geração (exposta a chuva e preço) e da transmissão (estável). Depois cheque o endividamento (dívida líquida/EBITDA) — aqui importa o histórico, porque a empresa já foi muito mais alavancada. Veja a rentabilidade (ROE e margem) e, no ativo, o quanto está investido na rede e em obras. Mas o mais importante numa estatal é ler o balanço com uma pergunta extra na cabeça: as decisões por trás desses números foram tomadas pensando no retorno do acionista ou no interesse do controlador estatal? Receita regulada estável, dívida sob controle e disciplina de investimento = a "assinatura" financeira saudável.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa operacional mostra quanto dinheiro o negócio essencial da Cemig realmente gera — é a base do dividendo alto. Observe o descompasso: o caixa operacional é forte e previsível (energia é serviço de necessidade básica), mas parte é consumida por investimentos na rede e em novos projetos. O que sobra depois disso é o que sustenta o dividendo. Na Cemig, some a esse cálculo o fator político: a decisão de quanto distribuir passa pelo controlador estatal. Por isso o dividendo, mesmo com caixa forte, pode variar mais do que numa privada. Um fluxo de caixa operacional robusto e consistente é o que permite à Cemig investir E pagar dividendos altos ao mesmo tempo — quando a gestão é disciplinada.

Dividendos

A Cemig é conhecida como uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa — o dividend yield já rondou a casa de 9% em anos recentes, e a empresa distribui pelo menos 50% do lucro como dividendo obrigatório. A base disso é a geração de caixa forte de um negócio essencial e integrado. A lição importante: dividendo de estatal tem uma variável a mais que o de uma privada. Além do lucro do ano (afetado por hidrologia e pela revisão tarifária da distribuição), o pagamento é influenciado pela necessidade de caixa do controlador — o Governo de Minas. Em anos de aperto fiscal do Estado, a pressão por dividendo tende a subir; em anos de investimento, pode cair. Quem compra Cemig por renda deve esperar um pagador generoso, mas com oscilação — e ciente de que a decisão final passa pela política.

Crescimento

O crescimento da Cemig é típico de utility: lento e intensivo em capital. Vem de investir na rede de distribuição (para atender mais clientes e melhorar a qualidade em Minas), de novos projetos de geração (eólica e solar, diversificando a matriz) e de ativos de transmissão conquistados em leilões. Depois de um ciclo passado de expansão agressiva mal precificada e endividamento alto, a empresa passou a focar em Minas Gerais e em disciplina de capital. O ponto de atenção: como o controle é estatal, o ritmo e a qualidade dos investimentos dependem também da política do Estado — o histórico mostra que expansão fora de hora já destruiu valor no passado.

Participação de mercado

A Cemig é uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro e a dona da distribuição de energia em quase todo o estado de Minas Gerais — um dos maiores mercados consumidores do país. Na distribuição, opera uma espécie de monopólio regulado: é praticamente a única a levar energia até o consumidor final na sua área de concessão. Some a isso um parque de geração relevante (principalmente hidrelétrico) e ativos de transmissão. Sua posição se sustenta na escala regional, na natureza essencial do serviço e na integração das três pontas do setor.

Quem controla a empresa

ControladorGoverno do Estado de Minas Gerais — controle público, por meio da participação direta do Estado. É uma empresa de economia mista (estatal de capital aberto).
Free floatParcela relevante das ações circula no mercado (CMIG4, a preferencial, é uma das mais líquidas da Bolsa), mas o controle do Estado é firme via ações ordinárias.
  • O controlador é o Governo de Minas Gerais: as decisões estratégicas — inclusive política de dividendos e investimentos — passam pelo interesse do Estado. É o mesmo tipo de risco de controle público que afeta Petrobras e Banco do Brasil, aqui num contexto ESTADUAL.
  • Histórico concreto de interferência: em ciclos passados houve expansão agressiva mal precificada, endividamento elevado e dividendos que variaram conforme a necessidade fiscal do Estado. O desconto na ação existe por causa disso — não é preconceito de mercado.
  • CMIG4 é ação PREFERENCIAL (PN): dá prioridade no dividendo, mas em geral NÃO dá voto. Ou seja, o minoritário de CMIG4 é sócio dos lucros, mas quem decide o rumo é o controlador estatal — via ações ordinárias (CMIG3).
  • A discussão de privatização é o contrapeso: se o controle sair da mão do Estado, a governança tende a melhorar e o desconto a diminuir. É uma possibilidade recorrente, não uma certeza.

Linha do tempo

nível: raio-x
1952
A Cemig é criada pelo Governo de Minas Gerais (então "Centrais Elétricas de Minas Gerais") para eletrificar o estado — nasce estatal, e assim permanece.
1960s–1990s
Expande-se para as três pontas (geração, transmissão e distribuição) e se torna uma das maiores elétricas do país, referência de utility integrada.
2001
Passa a ter capital aberto com forte presença na Bolsa; CMIG4 (preferencial) torna-se uma das ações mais líquidas do mercado brasileiro.
2010s
Ciclo de expansão agressiva e aquisições financiadas com dívida eleva a alavancagem — período que marcou o mercado sobre os riscos da gestão estatal.
2020s
Desalavancagem, foco em Minas Gerais e disciplina de capital melhoram o resultado; volta a ser uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa.
2025–2026
Reacende a discussão de privatização, ligada ao Estado usar sua participação para abater dívidas (precatórios). Decisão política pendente — gatilho recorrente da tese.

Concorrentes

nível: raio-x
Copel (CPLE6) — Elétrica integrada do Paraná, recém-privatizada (virou corporation) — o "espelho" do que a Cemig poderia ser sem controle estatal.
Engie Brasil (EGIE3) — Geradora privada (controle francês) — o par sem risco político, negocia com prêmio (P/VP mais alto) justamente por isso.
Taesa (TAEE11) — Pura transmissão — receita regulada e altamente previsível, referência em dividendos, sem a complexidade da distribuição nem o risco estatal.
PerfilDividendosRisco principal
CMIG4Estatal integrada de MG (geração, transmissão e distribuição)Altos, porém sujeitos à política do EstadoInterferência política (controle público) + regulação da distribuição
CPLE6Integrada do PR, recém-privatizada (corporation)Crescentes, com governança mais previsívelExecução pós-privatização; ainda amadurecendo
EGIE3Geradora privada, quase toda renovávelBons e consistentes (variam com a hidrologia)Risco hidrológico + alavancagem (sem risco político)

Como avaliar uma elétrica estatal integrada (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Separe as três pontas: geração (exposta a hidrologia e preço de energia), transmissão (receita regulada, estável) e distribuição (regulada por revisão tarifária). Cada uma tem um risco diferente — não trate a Cemig como um bloco só.
  2. Precifique o desconto político: estatal negocia abaixo dos pares privados (como Engie) de forma quase permanente. Entenda POR QUÊ o desconto existe antes de concluir que a ação está "barata". O mesmo ativo vale menos por causa da governança.
  3. Olhe a distribuição e o ciclo tarifário: na Cemig D, quem define quanto ela pode cobrar é a ANEEL, a cada revisão. Uma revisão dura aperta a margem; uma favorável alivia. É um risco regulatório que uma geradora pura (como a Engie) não tem no mesmo grau.
  4. Cheque a alavancagem e a hidrologia: dívida líquida/EBITDA num patamar controlado e uma matriz de geração que aguente anos secos. Estatal historicamente já se endividou demais — acompanhe.
  5. Faça a pergunta-chave: você aguenta um dividendo que oscila com a política do Estado e uma ação cujo maior gatilho de alta (privatização) pode simplesmente não acontecer? Se a resposta depende da privatização sair, você está apostando, não investindo.

Você já tem CMIG4 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar CMIG4 direto, cheque se você JÁ tem Cemig sem saber.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

CMIG4 faz parte do Ibovespa — quem tem ETF de índice já carrega uma fatia de Cemig.

🧺 ETFs e fundos de dividendos (ex.: DIVO11)

Como uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa, a Cemig costuma aparecer em índices e fundos de dividendos, às vezes com peso relevante.

🧺 Fundos de ações e previdência

Muitos fundos de renda e carteiras defensivas carregam elétricas. Consulte a carteira do seu fundo antes de dobrar a aposta.

💡 Comprar CMIG4 tendo ETF de dividendos não é errado — mas pode DOBRAR a exposição ao setor elétrico e às estatais. Decida o peso total do setor (e do risco político) na sua carteira, não o peso de cada compra isolada.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (A Cemig é conhecida como boa pagadora — proventos por ação estimados (12m, aproximado; varia com o lucro e a decisão do controlador estatal): R$ 0,82/ação · preço de referência R$ 11,17 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000895R$ 734R$ 61
R$ 50.0004.476R$ 3.670R$ 306
R$ 100.0008.952R$ 7.341R$ 612

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte — a Cemig costuma remunerar via dividendos e JCP.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Cemig (CMIG4), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

O que a Cemig faz, em palavras simples?

A Cemig é a empresa de energia elétrica de Minas Gerais. Ela faz as três coisas do setor: gera energia (em usinas, principalmente hidrelétricas), transmite (por linhas de alta tensão) e distribui (leva a energia até a casa das pessoas e das empresas em quase todo o estado). É uma das maiores elétricas do país e uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa.

A Cemig é uma estatal?

Sim. É uma empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado de Minas Gerais — ou seja, o controle é público, estadual. É o ponto central da tese: as decisões passam pela política do Estado, o que traz tanto o risco (interferência) quanto o desconto no preço da ação. Isso a diferencia de uma elétrica privada como a Engie.

O que muda por ela ser "integrada"?

Uma empresa "integrada" faz geração, transmissão E distribuição — cada uma com uma lógica diferente. A geração vive de concessões e do preço da energia (e sofre com anos secos). A transmissão é receita regulada e estável. A distribuição é regulada por revisão tarifária: a agência (ANEEL) redefine periodicamente quanto a empresa pode cobrar. Ou seja, a Cemig tem um risco regulatório na distribuição que uma geradora pura não tem.

A Cemig paga bons dividendos?

Historicamente sim — é uma das maiores pagadoras da Bolsa, com dividend yield que já rondou a casa de 9% ao ano, e distribui pelo menos 50% do lucro como dividendo obrigatório. Mas o valor varia: depende do lucro (afetado por hidrologia e regulação) e, num ponto que só existe em estatal, da necessidade de caixa do controlador — o Governo de Minas.

A Cemig vai ser privatizada?

É uma discussão recorrente, mais recentemente ligada à ideia de o Estado usar sua participação na Cemig para abater dívidas (precatórios). Se avançar, a tendência é reduzir a interferência política e diminuir o desconto da ação — por isso o mercado se anima com o tema. Mas depende de decisão política e pode não acontecer. Comprar a ação apostando SÓ na privatização é especular, não investir.

Por que a Cemig negocia mais barata que a Engie?

Porque o controle é estatal. O mercado cobra um "desconto de governança": o mesmo tipo de ativo (uma boa elétrica) vale menos quando quem manda é o poder público, porque as decisões podem priorizar o interesse do Estado, não o do minoritário. A Engie, privada, negocia com P/VP de ~2,7x; a Cemig, perto de 1x. A diferença é, em boa parte, o preço do risco político.

CMIG4 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A Cemig tem ativos resilientes, gera caixa forte e paga dividendos altos, mas carrega riscos próprios de estatal: interferência política, dividendos que oscilam com a política do Estado, regulação da distribuição e uma privatização incerta. O essencial é entender que você está comprando um bom ativo com um desconto que existe por um motivo — e decidir se esse motivo cabe no seu plano.

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