META DE RICO
Vale a pena estudar a Copel?
Exige atenção

Empresa cara, lucrativa — principal risco: risco de execução.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia 17% acima do valor justo estimado (Graham)
  • apresenta boa saúde financeira pelos indicadores usados
  • paga poucos dividendos: yield de 2,82% (referência de 09/08/2026)
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 282.
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Consistentes: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 5.
30
Score Meta de Rico
Top 64%Na metade inferior149ª de 233 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Risco de execução

a eficiência prometida pela privatização pode demorar ou não se concretizar. O ROE ainda baixo (~11%) mostra que a transformação está em curso, não concluída.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A Copel é a maior elétrica do Paraná — gera, transmite e distribui energia no Sul. O ponto central da tese é a virada de 2023: deixou de ser controlada pelo Estado do Paraná e virou uma corporation (capital pulverizado, sem controlador, no Novo Mercado). O Estado ficou só com uma "golden share" (poder de veto pontual). A aposta do mercado é que a nova gestão privada corta ineficiência, dá disciplina de capital e paga mais dividendo. O risco nº 1 é execução: privatizar é uma promessa — cortar custos e destravar valor leva anos e não é garantido.

Resumo em 2 minutos

A Copel (Companhia Paranaense de Energia) é a maior empresa de energia elétrica do Paraná e uma das maiores do Sul do país. É uma elétrica INTEGRADA: gera energia (principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos), transmite energia por linhas de alta tensão e distribui energia às residências e empresas do estado, pela Copel Distribuição. Cobrir a cadeia inteira — da usina à tomada — a diferencia de uma geradora pura. O ponto mais importante da sua história recente: em 2023 a Copel foi PRIVATIZADA. Deixou de ser controlada pelo Estado do Paraná e virou uma corporation (capital pulverizado, sem controlador definido, no Novo Mercado da B3), com o Estado mantendo apenas uma golden share de veto pontual. A Copel ganha dinheiro em três frentes que se somam. Na GERAÇÃO, vende energia em contratos de longo prazo (previsíveis, reajustados por inflação) e no mercado livre (preços que oscilam). Na TRANSMISSÃO, recebe uma receita regulada e estável por disponibilizar as linhas — quase um aluguel de infraestrutura. Na DISTRIBUIÇÃO, entrega energia às casas e empresas do Paraná e é remunerada por tarifas definidas pela ANEEL. O custo principal aparece quando precisa comprar energia no mercado (em anos de pouca chuva) e nos investimentos pesados que a rede exige. A grande alavanca de lucro futuro, porém, é interna: reduzir a ineficiência herdada da fase estatal.

Resumo completo

A Copel (CPLE3) é a maior empresa de energia elétrica do Paraná — uma elétrica integrada que gera (principalmente hidrelétrica, mais eólica), transmite e distribui energia no Sul do país. O ponto central da tese é a PRIVATIZAÇÃO de 2023: a Copel deixou de ser controlada pelo Estado do Paraná e virou uma corporation (capital pulverizado, sem controlador definido, listada no Novo Mercado), com o Estado mantendo apenas uma golden share de veto pontual. Por isso é classificada como "Perene", não "Estatal". A aposta do mercado é o destravamento de valor: uma gestão privada e sem interferência política corta ineficiência, dá disciplina de capital e eleva a rentabilidade — o ROE ainda baixo (~11%, contra ~19% da Engie) mostra que essa transformação está em curso, não concluída. Os riscos são: execução (a eficiência prometida pode demorar ou não vir), hidrologia (anos secos apertam o resultado das hidrelétricas), regulação (distribuição e transmissão têm receita definida pela ANEEL) e a incerteza sobre a política de dividendos pós-privatização (o DY histórico de ~8,5% pode não se repetir). Em resumo: uma elétrica com bom histórico de proventos e uma tese específica de melhora de gestão — o maior diferencial é ter trocado de estatal para corporation, e o maior risco é que essa promessa depende inteiramente de execução ao longo de anos.

Principais riscos
  • Risco de execução: a eficiência prometida pela privatização pode demorar ou não se concretizar. O ROE ainda baixo (~11%) mostra que a transformação está em curso, não concluída.
  • Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
  • Risco regulatório: distribuição e transmissão têm receita definida por regras da ANEEL, que mudam nas revisões periódicas e podem reduzir a rentabilidade.
  • Golden share do Estado: o Paraná mantém poder de veto em temas pontuais — proteção contra tomada de controle, mas também um resquício da era estatal.
  • Sensibilidade a juros e alavancagem: elétrica integrada carrega dívida relevante; Selic alta encarece a dívida e pressiona o preço da ação como pagadora de dividendos.
Principais oportunidades
  • A tese de destravamento de valor: como ex-estatal recém-privatizada, tem "gordura para queimar" — cortar ineficiência pode elevar o lucro sem precisar vender mais energia.
  • Fim da interferência política: virou corporation sem controlador e entrou no Novo Mercado — decisões passam a ser profissionais, não eleitorais.
  • Negócio integrado e diversificado: geração, transmissão (receita regulada estável) e distribuição — três fontes de caixa que se complementam.
  • Posição dominante no Paraná: é a elétrica de referência de um dos estados mais ricos do país, com base de clientes cativa na distribuição.
  • Governança em salto: a migração para o Novo Mercado força transparência e alinhamento com o minoritário — grande melhora frente à fase estatal.
Utilidade Pública / Energia Elétrica (geração, transmissão e distribuição) · B3Perene

Copel CPLE3 · Ação preferencial (PN)

A elétrica paranaense que fez algo raro no Brasil: deixou de ser estatal e virou corporation, sem dono definido. A tese não é só "energia" — é o destravamento de valor de tirar a política de dentro de uma empresa boa.

R$ 14,67▼ 1,54%
Volume: 6,4 mi
P/L
15,61
P/VP
1,78
DY (12m)
n/c
ROE
11,39%
EV/EBITDA
9,41
⚠ Última cotação disponível: 07/08 às 18:28 — a atualização mais recente falhou; o preço abaixo NÃO é o de agora. Múltiplos derivados de preço (P/L, P/VP, EV/EBITDA) referem-se a essa data.
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Copel (ri.copel.com) e na B3. Este material explica o que a empresa é e como pensá-la; não é recomendação de compra, venda ou manutenção. A decisão é sua.
30/100
Score Meta de Rico
Frágil
Está cara?
Cara
teto R$ 12,58 · preço R$ 14,67
Paga dividendo?
Paga pouco
DY ref. 2,82% (12m) (09/08/2026)
É arriscada?
Baixo
Altman segura · Piotroski 5/9
Perfil
Perene
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 07/08/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 14,67
▼ 1,54% no dia
Valor de mercado
R$ 44,3 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A Copel (CPLE3) é a maior empresa de energia elétrica do Paraná — uma elétrica integrada que gera (principalmente hidrelétrica, mais eólica), transmite e distribui energia no Sul do país. O ponto central da tese é a PRIVATIZAÇÃO de 2023: a Copel deixou de ser controlada pelo Estado do Paraná e virou uma corporation (capital pulverizado, sem controlador definido, listada no Novo Mercado), com o Estado mantendo apenas uma golden share de veto pontual. Por isso é classificada como "Perene", não "Estatal". A aposta do mercado é o destravamento de valor: uma gestão privada e sem interferência política corta ineficiência, dá disciplina de capital e eleva a rentabilidade — o ROE ainda baixo (~11%, contra ~19% da Engie) mostra que essa transformação está em curso, não concluída. Os riscos são: execução (a eficiência prometida pode demorar ou não vir), hidrologia (anos secos apertam o resultado das hidrelétricas), regulação (distribuição e transmissão têm receita definida pela ANEEL) e a incerteza sobre a política de dividendos pós-privatização (o DY histórico de ~8,5% pode não se repetir). Em resumo: uma elétrica com bom histórico de proventos e uma tese específica de melhora de gestão — o maior diferencial é ter trocado de estatal para corporation, e o maior risco é que essa promessa depende inteiramente de execução ao longo de anos.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 30 indicadores por enquanto. Numa elétrica em transformação como a Copel, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

O que ela fazA Copel é uma elétrica INTEGRADA do Paraná: gera energia (principalmente em hidrelétricas, mais eólica), transmite por linhas de alta tensão e distribui energia às casas e empresas do estado (a Copel Distribuição). Ou seja, cobre a cadeia inteira — da usina à tomada — o que a diferencia de uma geradora pura como a Engie.
A virada que muda tudo: de estatal a corporationAté 2023, a Copel era controlada pelo Estado do Paraná — uma estatal, com as ineficiências e a interferência política típicas. Em 2023 ela foi PRIVATIZADA: o Estado reduziu sua fatia para menos da metade e a empresa virou uma "corporation" — capital pulverizado, sem controlador definido, listada no Novo Mercado. O Estado ficou apenas com uma golden share (poder de veto em decisões pontuais). Esse é o coração da tese: não é só uma elétrica, é uma elétrica que trocou de dono e de cultura.
Por que isso pode destravar valorEstatal costuma ser menos eficiente: quadro inchado, decisões politizadas, dividendo imprevisível. A aposta da privatização é que uma gestão profissional e sem dono político corta custos, vende ativos que não fazem sentido, e passa a distribuir mais caixa ao acionista. Se der certo, a mesma empresa vale mais — não porque vende mais energia, mas porque gasta menos e decide melhor.
Mas privatizar é promessa, não fato consumadoCortar ineficiência de anos leva tempo. O ROE ainda está mais baixo que o de pares já privados (na casa de 11%, contra ~19% da Engie), justamente porque a transformação está em curso. A tese Copel é uma aposta em MELHORA — e melhora depende de execução. Se a nova gestão entregar, o mercado reprecifica; se travar, fica a expectativa frustrada.
O risco realQuatro frentes: (1) execução — a eficiência prometida pode demorar ou não vir; (2) hidrologia — como boa parte da geração é hidrelétrica, ano seco aperta o resultado (o "risco GSF"); (3) regulatório — distribuição e transmissão têm receita definida por regras do setor, que mudam; (4) a golden share do Estado, que ainda dá ao Paraná poder de veto em certos temas. Nada disso é fatal; tudo isso precisa ser acompanhado.

O que a Copel faz

A Copel (Companhia Paranaense de Energia) é a maior empresa de energia elétrica do Paraná e uma das maiores do Sul do país. É uma elétrica INTEGRADA: gera energia (principalmente em hidrelétricas, complementadas por parques eólicos), transmite energia por linhas de alta tensão e distribui energia às residências e empresas do estado, pela Copel Distribuição. Cobrir a cadeia inteira — da usina à tomada — a diferencia de uma geradora pura. O ponto mais importante da sua história recente: em 2023 a Copel foi PRIVATIZADA. Deixou de ser controlada pelo Estado do Paraná e virou uma corporation (capital pulverizado, sem controlador definido, no Novo Mercado da B3), com o Estado mantendo apenas uma golden share de veto pontual.

Como ela ganha dinheiro

A Copel ganha dinheiro em três frentes que se somam. Na GERAÇÃO, vende energia em contratos de longo prazo (previsíveis, reajustados por inflação) e no mercado livre (preços que oscilam). Na TRANSMISSÃO, recebe uma receita regulada e estável por disponibilizar as linhas — quase um aluguel de infraestrutura. Na DISTRIBUIÇÃO, entrega energia às casas e empresas do Paraná e é remunerada por tarifas definidas pela ANEEL. O custo principal aparece quando precisa comprar energia no mercado (em anos de pouca chuva) e nos investimentos pesados que a rede exige. A grande alavanca de lucro futuro, porém, é interna: reduzir a ineficiência herdada da fase estatal.

45%
35%
15%
5%
Geração de energia — usinas hidrelétricas (a fonte mais exposta ao risco de chuva, o GSF) mais parques eólicos — o coração do negócio
Distribuição de energia — a Copel Distribuição leva energia às casas e empresas do Paraná — receita regulada por tarifa da ANEEL, com base de clientes cativa
Transmissão de energia — linhas de alta tensão com receita regulada e estável — recebe por disponibilizar a infraestrutura, quase um aluguel
Comercialização e outros — mesa de comercialização de energia e serviços complementares

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

0.3
2018
0.4
2019
0.6
2020
3.9
2021
2.2
2022
0.8
2023
1.6
2024
1.2
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Execução da tese de privatização (eficiência)

O maior driver da Copel hoje não é a energia — é se a nova gestão privada consegue cortar ineficiência, melhorar margens e elevar o ROE. Cada trimestre com melhora operacional reforça a tese; cada tropeço a fragiliza.

📈 Hidrologia e preço da energia

Como boa parte da geração é hidrelétrica, o volume de chuvas afeta quanto a empresa gera e quanto precisa comprar no mercado para honrar contratos. E a parcela não contratada oscila com o preço de mercado.

📈 Regulação do setor e juros (Selic)

Distribuição e transmissão têm receita definida por regras da ANEEL, que mudam nas revisões periódicas. E, como pagadora de dividendos que se financia com dívida, a Copel compete com a renda fixa: Selic alta pressiona o preço da ação e encarece a dívida.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • A tese de destravamento de valor: como ex-estatal recém-privatizada, tem "gordura para queimar" — cortar ineficiência pode elevar o lucro sem precisar vender mais energia.
  • Fim da interferência política: virou corporation sem controlador e entrou no Novo Mercado — decisões passam a ser profissionais, não eleitorais.
  • Negócio integrado e diversificado: geração, transmissão (receita regulada estável) e distribuição — três fontes de caixa que se complementam.
  • Posição dominante no Paraná: é a elétrica de referência de um dos estados mais ricos do país, com base de clientes cativa na distribuição.
  • Governança em salto: a migração para o Novo Mercado força transparência e alinhamento com o minoritário — grande melhora frente à fase estatal.

🔴 Riscos

  • Risco de execução: a eficiência prometida pela privatização pode demorar ou não se concretizar. O ROE ainda baixo (~11%) mostra que a transformação está em curso, não concluída.
  • Risco hidrológico (GSF): em anos secos, as hidrelétricas geram menos do que venderam e precisam comprar a diferença — muitas vezes cara —, apertando o lucro.
  • Risco regulatório: distribuição e transmissão têm receita definida por regras da ANEEL, que mudam nas revisões periódicas e podem reduzir a rentabilidade.
  • Golden share do Estado: o Paraná mantém poder de veto em temas pontuais — proteção contra tomada de controle, mas também um resquício da era estatal.
  • Sensibilidade a juros e alavancagem: elétrica integrada carrega dívida relevante; Selic alta encarece a dívida e pressiona o preço da ação como pagadora de dividendos.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Copel.

P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo pode indicar ação barata ou expectativa fraca; P/L alto, otimismo. ⚠️ Em elétrica, o lucro varia com a hidrologia — e numa ex-estatal ele ainda está "sujo" de ineficiência que a nova gestão pretende cortar.
Na Copel: A Copel negocia com P/L na casa de 15–16x. Parte disso é o mercado ANTECIPANDO a melhora de eficiência prometida pela privatização: paga-se hoje por um lucro que se espera maior amanhã.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga por cada R$ 1 de patrimônio líquido da empresa.
📐 Abaixo de 1 = negocia abaixo do patrimônio; acima de 1 = o mercado paga ágio pela geração de valor futuro.
Na Copel: Fica perto de 1,8x — acima do patrimônio, mas abaixo de pares já eficientes como a Engie (~2,7x). O "desconto" relativo reflete que a tese de destravamento ainda está em execução.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto e consistente = negócio eficiente. ⚠️ Em empresa endividada, parte do ROE vem da alavancagem — cheque a dívida junto.
Na Copel: ROE em torno de 11% — baixo para o setor (a Engie fica perto de 19%). Esse é exatamente o número que a tese de privatização quer melhorar: se a gestão privada elevar o ROE, a ação tende a reprecificar.
Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 DY alto atrai quem busca renda; mas dividendo de elétrica varia com o lucro do ano. ⚠️ Após a privatização, a política de dividendos da Copel ainda está se firmando — o histórico alto pode não se repetir igual.
Na Copel: A média de 5 anos ficou em torno de 8,5% — alto. Mas a nova gestão pode preferir reter caixa para investir em eficiência e crescimento, então o DY futuro é uma incógnita a acompanhar, não uma promessa.
EV/EBITDA
Compara o valor total da empresa (incluindo a dívida) com sua geração de caixa operacional. Útil quando há muita dívida, como em elétricas.
📐 Quanto menor, mais "barata" a empresa está em relação ao caixa que gera. É mais justo que o P/L para comparar empresas com dívidas diferentes.
Na Copel: Fica na faixa de 9–12x dependendo da fonte — patamar de utility. Por incluir a dívida, é um indicador mais honesto que o P/L para uma elétrica integrada que se financia com dívida.
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável; acima de ~3x pede atenção. Em elétrica integrada, um número entre 2,5 e 3,5x é comum — o que importa é se o caixa cobre confortavelmente os juros.
Na Copel: Fica em torno de 2,7x — patamar moderado, dentro do normal para uma elétrica integrada. Sob gestão privada, a disciplina de capital (não deixar a dívida disparar) vira parte da própria tese.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
11,6%
médio
2018: 8,6% · 2019: 11,3% · 2020: 19,3% · 2021: 22,3% · 2022: 5,3% · 2023: 9,3% · 2024: 11,0% · 2025: 11,6%
empresa11,6%
mercado11,2%
ROA
4,5%
2018: 3,9% · 2019: 5,2% · 2020: 8,3% · 2021: 10,0% · 2022: 2,2% · 2023: 4,0% · 2024: 4,9% · 2025: 4,5%
empresa4,5%
mercado2,7%
ROIC
16,7%
Giro do ativo
0,43
Eficiência
Margem bruta
21,7%
2018: 23,0% · 2019: 27,6% · 2020: 28,4% · 2021: 20,3% · 2022: 22,8% · 2023: 22,8% · 2024: 21,6% · 2025: 21,7%
Margem EBIT
19,3%
2018: 16,0% · 2019: 19,6% · 2020: 22,8% · 2021: 22,7% · 2022: 13,3% · 2023: 17,2% · 2024: 17,9% · 2025: 19,3%
Margem líquida
10,3%
2018: 9,4% · 2019: 12,3% · 2020: 21,0% · 2021: 20,6% · 2022: 5,1% · 2023: 10,5% · 2024: 12,4% · 2025: 10,3%
empresa10,3%
mercado6,4%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 26,1 bi
2018: R$ 14,9 bi · 2019: R$ 16,2 bi · 2020: R$ 18,6 bi · 2021: R$ 24,0 bi · 2022: R$ 21,9 bi · 2023: R$ 21,5 bi · 2024: R$ 22,7 bi · 2025: R$ 26,1 bi
Lucro
R$ 2,7 bi
2018: R$ 1,4 bi · 2019: R$ 2,0 bi · 2020: R$ 3,9 bi · 2021: R$ 5,0 bi · 2022: R$ 1,1 bi · 2023: R$ 2,3 bi · 2024: R$ 2,8 bi · 2025: R$ 2,7 bi
Patrimônio líq.
R$ 23,1 bi
2018: R$ 16,3 bi · 2019: R$ 17,6 bi · 2020: R$ 20,3 bi · 2021: R$ 22,2 bi · 2022: R$ 21,1 bi · 2023: R$ 24,2 bi · 2024: R$ 25,6 bi · 2025: R$ 23,1 bi
Ativo total
R$ 60,4 bi
2018: R$ 35,9 bi · 2019: R$ 38,3 bi · 2020: R$ 46,8 bi · 2021: R$ 49,5 bi · 2022: R$ 49,7 bi · 2023: R$ 55,8 bi · 2024: R$ 57,4 bi · 2025: R$ 60,4 bi
Valuation
P/L
15,61
P/VP
1,89
P/Receita
1,69
P/EBIT
8,77
P/Ativo
0,73
EV/EBIT
8,15
P/Cap. giro
-244,95
P/Ativo circ. líq.
-0,89
VPA
R$ 7,77
LPA
R$ 0,91
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
38,2%
Passivos/Ativos
100,0%
Liquidez corrente
0,98
apertada
Crescimento
CAGR Receita 5a
7,0%
CAGR Lucro 5a
-7,2%
Proventos
Payout
46,5%
Dividend Yield
8,5%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Copel se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
CPLE3 Copel11,6%10,3%8,3%2,8%12,1830/100
CMIG4 Cemig17,1%11,5%9,6%10,8%8,1382/100
EGIE3 Engie Brasil Energ18,6%20,1%10,5%10,7960/100
TAEE11 Taesa20,8%34,2%10,1%45/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Copel

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · Não atendeGraham · Não atendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · NeutroAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 7,01.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 0,42
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 7,01
Preço atualR$ 14,67

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 7,01.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 12,58).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 0,91
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 7,77
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 12,58
Preço atualR$ 14,67
P/L (referência ≤ 15)15,61

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 12,58).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)16,68%
EV/EBIT8,15
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)12,27%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)11,64%
Margem líquida10,29%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 5 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✔ sim
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✕ não
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✔ sim
Giro do ativo maior que no ano anterior✔ sim
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)5 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 5 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,44 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total-0,00
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,00
X3 · EBIT ÷ ativo total0,08
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,62
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X44,44
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 4,44 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,61 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L15,61
Crescimento do lucro (g)9,69%
PEG (P/L ÷ g)1,61

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,61 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de uma elétrica integrada conta a história de três negócios somados (geração, transmissão, distribuição). Mas no caso da Copel, o que a torna interessante NÃO está só na DRE de hoje — está na comparação entre o que ela entrega e o que uma versão eficiente dela entregaria. Vamos ler linha a linha, com os olhos na tese de privatização.

LinhaReferênciaO que significa
Receita~R$ 22 bi (2024)Vem de vender energia (contratos longos + mercado livre), da receita regulada de transmissão e, principalmente, da distribuição — cobrar a tarifa de energia das casas e empresas do Paraná. É uma receita grande e razoavelmente previsível, típica de elétrica integrada.
Custos de energia comprada e encargos(variável)Aqui mora o risco hidrológico. Quando chove pouco, as hidrelétricas geram menos do que venderam e a Copel precisa COMPRAR energia no mercado — muitas vezes cara. E há os encargos setoriais que toda elétrica paga. Num ano seco, essa linha pesa mais.
Custos operacionais e de pessoal (O&M)(o número da tese)ESTA é a linha que a privatização quer atacar. Numa ex-estatal, custos de pessoal e operação costumam estar inflados. Cada real cortado aqui, sem prejudicar o serviço, cai direto no lucro. Acompanhar se essa linha está encolhendo é acompanhar a tese funcionando.
EBITDA~R$ 8 bi (2024, aprox.)O caixa que a operação gera antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Numa elétrica, é o indicador-rei. A pergunta da tese: a MARGEM EBITDA está subindo? Se sim, a eficiência prometida está virando resultado.
Resultado financeiro (juros da dívida)(peso relevante)A Copel carrega dívida para financiar a rede e os projetos (dívida líquida/EBITDA ~2,7x). Os juros dessa dívida pesam no resultado — e a disciplina de capital da nova gestão (não deixar a dívida disparar) é parte da tese de destravamento.
Lucro líquido~R$ 3 bi (2024, aprox.)O que sobra e sustenta o dividendo. Dividido pelo patrimônio, dá o ROE de ~11% — baixo para o setor. A tese inteira se resume a uma frase: se a gestão privada elevar esse lucro (via eficiência) sobre o mesmo patrimônio, o ROE sobe e a ação reprecifica.
💡 A pergunta central da DRE da Copel não é "quanto ela ganhou?", e sim "quanto ela DEIXOU de ganhar por ineficiência — e quanto disso a nova gestão vai recuperar?". Diferente de uma geradora pura, cujo solavanco vem da chuva, a Copel tem um segundo eixo: a transformação de estatal para corporation. Ler a DRE dela ano a ano é como assistir a um "antes e depois" em câmera lenta: cada ponto de margem que melhora e cada real de custo que cai é a privatização virando dinheiro. Se as margens não melhorarem ao longo do tempo, a tese não se cumpriu — por mais que a energia continue sendo vendida.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: releases e demonstrações da empresa/RI). Os valores exatos e auditados estão no RI da Copel (ri.copel.com).

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: DFP 2025 (exercício anual auditado — o balanço fechado mais recente na CVM). As demonstrações anuais (DFP) saem uma vez por ano; entre elas a empresa divulga trimestrais (ITR). O Meta de Rico reprocessa automaticamente quando a CVM libera cada nova demonstração.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 3 bi, recuando 4% frente ao exercício anterior — em linha com a média dos últimos 5 exercícios. gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (11,6%) está em linha com a média dos últimos 8 exercícios (12,3%) — consistência conta mais que um ano isolado. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

1'182'194'205'211'222'233'243'259%11%19%22%5%9%11%12%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

15'1816'1919'2024'2122'2221'2323'2426'259%12%21%21%5%11%12%10%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (DFP 2025, consolidado)
Ativo total
R$ 60,4 bi
Patrimônio líquido
R$ 23,1 bi
Passivo total
R$ 60,4 bi
Caixa e equivalentes
R$ 3,1 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
21,7%
Margem EBIT
19,3%
Liquidez corrente
0,98
Giro do ativo
0,43
Passivos/Ativos
100,0%
Payout
46,5%
CAGR Receita 5a
7,0%
CAGR Lucro 5a
-7,2%
P/EBIT
8,77
P/Receita
1,69
P/Ativo
0,73
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 16,2 bi · 2020: R$ 18,6 bi · 2021: R$ 24,0 bi · 2022: R$ 21,9 bi · 2023: R$ 21,5 bi · 2024: R$ 22,7 bi · 2025: R$ 26,1 biR$ 16,2 biR$ 18,6 biR$ 24,0 biR$ 21,9 biR$ 21,5 biR$ 22,7 biR$ 26,1 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 2,0 bi · 2020: R$ 3,9 bi · 2021: R$ 5,0 bi · 2022: R$ 1,1 bi · 2023: R$ 2,3 bi · 2024: R$ 2,8 bi · 2025: R$ 2,7 biR$ 2,0 biR$ 3,9 biR$ 5,0 biR$ 1,1 biR$ 2,3 biR$ 2,8 biR$ 2,7 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 27,6% · 2020: 28,4% · 2021: 20,3% · 2022: 22,8% · 2023: 22,8% · 2024: 21,6% · 2025: 21,7%27,6%28,4%20,3%22,8%22,8%21,6%21,7%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 19,6% · 2020: 22,8% · 2021: 22,7% · 2022: 13,3% · 2023: 17,2% · 2024: 17,9% · 2025: 19,3%19,6%22,8%22,7%13,3%17,2%17,9%19,3%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 12,3% · 2020: 21,0% · 2021: 20,6% · 2022: 5,1% · 2023: 10,5% · 2024: 12,4% · 2025: 10,3%12,3%21,0%20,6%5,1%10,5%12,4%10,3%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 11,3% · 2020: 19,3% · 2021: 22,3% · 2022: 5,3% · 2023: 9,3% · 2024: 11,0% · 2025: 11,6%11,3%19,3%22,3%5,3%9,3%11,0%11,6%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 5,2% · 2020: 8,3% · 2021: 10,0% · 2022: 2,2% · 2023: 4,0% · 2024: 4,9% · 2025: 4,5%5,2%8,3%10,0%2,2%4,0%4,9%4,5%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 17,6 bi · 2020: R$ 20,3 bi · 2021: R$ 22,2 bi · 2022: R$ 21,1 bi · 2023: R$ 24,2 bi · 2024: R$ 25,6 bi · 2025: R$ 23,1 biR$ 17,6 biR$ 20,3 biR$ 22,2 biR$ 21,1 biR$ 24,2 biR$ 25,6 biR$ 23,1 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 38,3 bi · 2020: R$ 46,8 bi · 2021: R$ 49,5 bi · 2022: R$ 49,7 bi · 2023: R$ 55,8 bi · 2024: R$ 57,4 bi · 2025: R$ 60,4 biR$ 38,3 biR$ 46,8 biR$ 49,5 biR$ 49,7 biR$ 55,8 biR$ 57,4 biR$ 60,4 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP consolidadaCompetência: exercício 2025 (anual auditado)Atualizado: 09/08/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 09/08/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa elétrica integrada como a Copel, olhe primeiro a matriz de geração (quanto depende de chuva) e a divisão entre os três negócios (geração, transmissão regulada, distribuição regulada). Depois cheque o endividamento (dívida líquida/EBITDA, aqui em torno de 2,7x). Mas o número que conta a história da TESE é a EFICIÊNCIA ao longo do tempo: ROE e margens estão subindo trimestre a trimestre? É isso que mostra se a privatização está virando resultado. Um balanço com dívida sob controle E eficiência melhorando = a "assinatura" de que a virada está funcionando.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa operacional mostra quanto os três negócios (geração, transmissão, distribuição) realmente geram de dinheiro. Numa elétrica integrada, observe o quanto é consumido por investimentos na rede e pelo serviço da dívida — o que sobra é o que sustenta o dividendo. No caso específico da Copel, acompanhe também sinais de disciplina: a nova gestão está usando o caixa com critério (reduzindo dívida, investindo com retorno) ou repetindo os gastos da fase estatal? O fluxo de caixa é onde a promessa de eficiência da privatização aparece — ou não — em números concretos.

Dividendos

A Copel tem histórico de boa pagadora — o dividend yield médio dos últimos 5 anos rondou 8,5% ao ano, patamar alto. Mas aqui mora uma sutileza importante: esse histórico foi construído em boa parte na fase ESTATAL. Após a privatização de 2023, a política de dividendos está se rearranjando: uma gestão privada pode preferir reter mais caixa para investir em eficiência, crescimento e redução de dívida — sacrificando dividendo no curto prazo em nome de valorização no longo. A lição: não compre Copel esperando repetir automaticamente o DY histórico. O dividendo pós-privatização é uma incógnita que depende do que a nova gestão decidir priorizar.

Crescimento

O crescimento da Copel tem dois motores. O primeiro é o tradicional de elétrica: construir e adquirir novos ativos (parques eólicos, linhas de transmissão), financiado com dívida. O segundo — e mais importante na tese atual — é INTERNO: destravar valor cortando a ineficiência herdada da era estatal. Reduzir quadro inchado, vender ativos que não fazem sentido, melhorar margens. Esse segundo motor é o que pode fazer a mesma empresa valer mais sem vender um watt a mais de energia. É também o mais incerto: depende inteiramente de execução da nova gestão, e melhora de eficiência de uma ex-estatal costuma levar anos.

Participação de mercado

A Copel é a maior empresa de energia elétrica do Paraná e uma das maiores do Sul do Brasil, com atuação integrada em geração, transmissão e distribuição. Na distribuição, atende a maior parte do estado do Paraná — uma base de clientes cativa e relevante. Sua posição se sustenta na escala regional, na integração da cadeia (da usina à tomada) e, agora, na expectativa de que a gestão privada eleve a eficiência a um patamar competitivo com os melhores pares do setor. É um dos principais "cases" de privatização recente da Bolsa brasileira.

Quem controla a empresa

ControladorNÃO tem controlador definido. Após a privatização de 2023, a Copel virou uma corporation — capital pulverizado, sem acionista de controle. O Estado do Paraná, que antes controlava, reduziu sua participação para menos de 50% das ordinárias e ficou apenas com uma "golden share" (uma ação especial que dá poder de veto em decisões pontuais, como mudança de controle).
Free floatFree float alto — como não há controlador, a maior parte das ações circula no mercado, distribuída entre fundos e investidores. CPLE3 (PN) é ação líquida e de índice na B3.
  • A grande mudança: a Copel deixou de ser ESTATAL em 2023. Antes, o Estado do Paraná mandava; hoje é uma corporation sem dono definido, o que remove a interferência política que afetava as decisões. Esse é o principal diferencial da tese — e o motivo do badge "Perene", não "Estatal".
  • Migrou para o Novo Mercado da B3 — o padrão mais alto de governança da Bolsa. Isso força mais transparência, conselho independente e alinhamento com o minoritário. Para uma ex-estatal, é um salto grande de qualidade.
  • Atenção à golden share: o Estado do Paraná mantém poder de veto em temas específicos (como impedir que um único acionista concentre controle). É uma proteção contra "toma-de-controle", mas também um resquício da era estatal — não é 100% mercado puro.
  • Ponto de acompanhamento: sem controlador, a governança depende do conselho e da gestão. Corporations podem ser excelentes (decisão profissional) ou sofrer de "ninguém no comando" — o histórico dos próximos anos é que vai provar de qual lado a Copel ficou.

Linha do tempo

nível: raio-x
1954
Fundação da Copel pelo governo do Paraná — nasce como estatal para eletrificar o estado.
1994
Torna-se a primeira empresa brasileira do setor elétrico a listar ações na Bolsa de Nova York (ADRs).
2022
O governo do Paraná anuncia a intenção de privatizar a Copel, transformando-a em corporation de capital pulverizado.
2023
PRIVATIZAÇÃO: acionistas aprovam o novo estatuto; o Estado reduz sua fatia para menos de 50% das ON via oferta de ações (~R$ 5 bi). A Copel deixa de ser estatal e migra para o Novo Mercado, com o Estado mantendo uma golden share.
2024–2025
Início da fase de destravamento de valor sob gestão privada: foco em eficiência, disciplina de capital e revisão de portfólio de ativos.

Concorrentes

nível: raio-x
Cemig (CMIG4) — Estatal mineira integrada (geração, transmissão e distribuição) — o par mais direto da Copel, mas ainda com controle público (o "antes" da tese Copel).
Engie Brasil (EGIE3) — Maior geradora privada, controle francês, quase toda renovável — referência de eficiência e disciplina de capital que a Copel quer alcançar.
Taesa (TAEE11) — Focada em transmissão — receita regulada altamente previsível, referência em dividendos do setor.
PerfilDividendosRisco principal
CPLE3Elétrica integrada (PR), recém-privatizada (corporation)Histórico alto; política nova ainda se firmandoExecução da tese de eficiência + hidrologia
CMIG4Estatal integrada (MG)Bons, porém sujeitos à políticaInterferência política (controle público)
EGIE3Maior geradora privada, quase toda renovávelBons e consistentes (variam com a hidrologia)Risco hidrológico + alavancagem

Como avaliar uma elétrica em privatização (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Separe a tese em duas: (a) o negócio de energia em si (geração + transmissão + distribuição) e (b) a história de destravamento de valor (cortar ineficiência da ex-estatal). São coisas diferentes — a segunda é uma aposta em execução.
  2. Acompanhe a EFICIÊNCIA ao longo do tempo: o ROE está subindo? As margens estão melhorando? Custos operacionais estão caindo? É aí que a privatização vira (ou não) resultado. ROE ainda baixo = transformação em curso.
  3. Cheque a matriz de geração e o risco hidrológico: quanto depende de hidrelétrica (exposta à chuva) versus eólica. E lembre que a distribuição tem receita regulada, mais estável.
  4. Olhe a dívida líquida/EBITDA: elétrica integrada carrega dívida. Um patamar em torno de 2,5–3,5x é comum no setor — o que importa é se a nova gestão está usando o caixa com disciplina.
  5. Faça a pergunta-chave: você está comprando a energia (previsível) ou a APOSTA na virada de gestão (incerta)? A resposta muda quanto de risco você está aceitando — e se você aguenta esperar anos pela tese se concretizar.

Você já tem CPLE3 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar CPLE3 direto, cheque se você JÁ tem Copel sem saber.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

CPLE3 faz parte do Ibovespa — quem tem ETF de índice já carrega uma fatia de Copel.

🧺 ETFs e fundos de dividendos

Como elétrica com histórico de proventos (e expectativa de melhorar após a privatização), a Copel costuma aparecer em índices e fundos de dividendos.

🧺 Fundos de ações e "cases" de privatização

Vários gestores compraram Copel exatamente pela tese de destravamento de valor pós-privatização — se você tem fundos ativos de ações Brasil, pode já ter exposição relevante. Consulte a carteira.

💡 Comprar CPLE3 tendo ETF de índice e fundos de ações pode DOBRAR a exposição ao setor elétrico e à mesma tese. Decida o peso total do setor na sua carteira, não o peso de cada compra isolada.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (Copel pós-privatização — proventos por ação estimados (12m, aproximado; a política de dividendos ainda está se firmando após a virada de gestão): R$ 1,2/ação · preço de referência R$ 14,67 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000681R$ 817R$ 68
R$ 50.0003.408R$ 4.090R$ 341
R$ 100.0006.816R$ 8.179R$ 682

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte — elétricas costumam remunerar via dividendos e JCP.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Copel (CPLE3), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

O que a Copel faz, em palavras simples?

É a maior elétrica do Paraná e uma elétrica integrada: gera energia (principalmente hidrelétrica, mais eólica), transmite por linhas de alta tensão e distribui energia às casas e empresas do estado. Cobre a cadeia inteira, da usina à tomada.

A Copel ainda é uma estatal?

Não — e essa é a mudança mais importante da sua história recente. Em 2023 a Copel foi privatizada: o Estado do Paraná reduziu sua fatia para menos da metade e a empresa virou uma "corporation", com capital pulverizado, sem controlador definido, no Novo Mercado. O Estado ficou apenas com uma golden share (poder de veto em temas pontuais). Deixou de ser estatal.

O que muda com a Copel virar corporation?

A ideia é remover a interferência política e trazer gestão profissional. Uma estatal costuma ser menos eficiente (quadro inchado, decisões politizadas); uma corporation decide pensando em retorno. A aposta do mercado é que a nova gestão corta ineficiência, dá disciplina de capital e destrava valor — fazendo a mesma empresa valer mais. Mas isso é uma promessa que depende de execução.

O que é a golden share do Estado do Paraná?

É uma ação especial que o Estado manteve após a privatização. Ela não dá controle da empresa, mas dá poder de VETO em decisões pontuais — por exemplo, impedir que um único acionista concentre o controle. É uma proteção contra tomada de controle hostil, e também um resquício da era estatal.

A Copel paga bons dividendos?

Historicamente sim — o dividend yield médio dos últimos 5 anos rondou 8,5% ao ano. Mas cuidado: boa parte desse histórico é da fase estatal. Após a privatização, a política de dividendos está se rearranjando, e a nova gestão pode preferir reter caixa para investir em eficiência e crescimento. Ou seja, o DY histórico não é garantia do DY futuro.

CPLE3 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A Copel é uma elétrica sólida com uma tese específica: o destravamento de valor de uma ex-estatal recém-privatizada. Se a gestão privada entregar eficiência, a ação pode reprecificar; se a execução travar, fica a expectativa frustrada. É uma aposta em MELHORA, com riscos de execução, hidrologia e regulação. O essencial é entender que você está comprando uma transformação em curso, não um resultado pronto.

Qual a diferença entre a Copel e a Engie?

A Engie é uma geradora quase pura, privada há décadas (controle francês), já eficiente e com ROE alto (~19%). A Copel é integrada (gera, transmite e distribui), foi privatizada só em 2023 e ainda tem ROE baixo (~11%), justamente porque a eficiência está em construção. Comprar Engie é comprar previsibilidade; comprar Copel é apostar que ela vai FICAR mais parecida com a Engie.

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