META DE RICO
Vale a pena estudar a ISA CTEEP?
Neutra

Empresa barata, lucrativa — principal risco: fim da RBSE.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia com desconto de 50% ante o valor justo estimado (Graham)
  • apresenta saúde financeira apenas mediana
  • remunera o acionista acima da média: dividend yield de 8,56% (referência de 09/08/2026)
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 856.
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Mistos: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 3.
64
Score Meta de Rico
Top 31%Na metade superior72ª de 233 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Fim da RBSE

uma parte grande da receita/dividendo histórico vem da indenização da RBSE, que se encerra até ~2028. O DY gordo do passado pode não se repetir — é o risco mais mal explicado da ação.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A ISA CTEEP (hoje ISA Energia Brasil, ticker ISAE4 — ex-ISAE4) é uma transmissora pura: recebe uma Receita Anual Permitida (RAP) fixa e corrigida pela inflação por transportar energia — não vende energia, "aluga a estrada". Transporta cerca de 30% da eletricidade do país. Gera dividendo previsível (DY na casa de 7% em jul/2026). O ponto que quase ninguém explica: parte da receita histórica vem da indenização da RBSE (ativos antigos), que se encerra até ~2028 — por isso o dividendo de anos anteriores pode não se repetir. Os outros riscos: concessões têm prazo, e, como concorre com a renda fixa, ela sofre quando os juros sobem.

Resumo em 2 minutos

A ISA CTEEP (razão social hoje ISA Energia Brasil, antiga CTEEP — Transmissão Paulista) é a maior empresa de transmissão de energia do Brasil. Ela não gera energia (como uma hidrelétrica) nem entrega energia na sua casa (como uma distribuidora): ela é dona das linhas de alta tensão que transportam a energia das usinas até os centros consumidores — presente em cerca de 17 estados e transportando por volta de 30% de toda a eletricidade consumida no país. Pense nela como a dona das "rodovias" por onde a energia viaja. Por manter essas linhas de pé e disponíveis, ela recebe do sistema uma receita fixa e contratada. A ISA CTEEP ganha dinheiro recebendo a RAP — Receita Anual Permitida. É um valor fixo, definido em contrato de concessão (normalmente por 30 anos), que ela recebe por deixar suas linhas de transmissão disponíveis. O ponto genial (e a lição do setor): a receita quase não depende de quanta energia efetivamente passa pela linha — depende de a linha estar operando. Isso elimina o "risco de volume" que assombra quase todo negócio. Além disso, a RAP é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M). Existe ainda um componente que exige atenção: por anos, uma fatia relevante da receita veio da indenização da RBSE (ativos antigos de transmissão), que está sendo paga em parcelas e se encerra até por volta de 2028 — ou seja, uma parte da renda atual é temporária.

Resumo completo

A ISA CTEEP (ISAE4 — hoje ISA Energia Brasil, ticker ISAE4 após a mudança de nov/2024) é a maior transmissora de energia do Brasil: transporta cerca de 30% de toda a eletricidade consumida no país e está presente em torno de 17 estados. Não gera nem distribui energia — é a "rodovia" da eletricidade e recebe uma Receita Anual Permitida (RAP), um valor fixo, contratado por concessões de ~30 anos e corrigido pela inflação (IPCA ou IGP-M). É controlada pela ISA, grupo colombiano (não é estatal brasileira). ISAE4/ISAE4 é uma ação preferencial (PN), NÃO uma unit — diferente de TAEE11 e ALUP11. Historicamente foi boa pagadora de dividendos (DY na casa de 7% em jul/2026, média de ~8% em 5 anos), mas há um detalhe crucial e mal explicado: parte relevante desses proventos veio da indenização da RBSE (ativos anteriores a maio/2000), que se encerra até por volta de 2028 — então o dividendo do passado pode não se repetir. Para compensar, a empresa entrou num ciclo pesado de investimentos (capex bilionário) e reduziu o payout para perto de 50%. Os riscos centrais: (1) fim da RBSE + capex que seguram o dividendo; (2) concessões com prazo (ativo "amortiza"); e (3) sensibilidade a juros — como compete com a renda fixa, o preço cai quando a Selic sobe, e a dívida elevada (≈ 3,6x EBITDA) fica mais cara. Em resumo: um fluxo de renda previsível e indexado à inflação, mas em transição — não uma renda fixa disfarçada, e menos ainda uma máquina de dividendos eterna no patamar do passado.

Principais riscos
  • Fim da RBSE: uma parte grande da receita/dividendo histórico vem da indenização da RBSE, que se encerra até ~2028. O DY gordo do passado pode não se repetir — é o risco mais mal explicado da ação.
  • Sensibilidade a juros: compete com a renda fixa; quando a Selic sobe, o preço da ação tende a cair para o dividendo continuar atraente.
  • Concessões com prazo: os contratos vencem (em geral em 30 anos). Parte do valor é um ativo que "amortiza" — a empresa precisa repor com novos leilões e reforços só para não encolher.
  • Ciclo pesado de investimentos (capex): para compensar a RBSE, a empresa investe bilhões — o que pode reduzir o dividendo no curto prazo e aumentar o endividamento.
  • Endividamento: transmissora opera alavancada (dívida líquida/EBITDA na faixa de ~3,6x). Com juro alto, a dívida fica mais cara e pode apertar o dividendo.
Principais oportunidades
  • Receita previsível e contratada: a RAP é definida em contrato e quase não varia com o volume de energia — é o oposto de uma empresa que depende de vender mais.
  • Proteção contra inflação: a receita é reajustada por IPCA ou IGP-M todo ano, acompanhando o custo de vida.
  • Maior transmissora do país: escala relevante, presença em cerca de 17 estados e transporte de ~30% da energia consumida no Brasil.
  • Setor defensivo: energia é essencial; a demanda por transmissão não some em recessão como a de bens de consumo.
  • Controlador especializado: a ISA (Colômbia) é um grupo focado em transmissão, com experiência técnica no setor.
Utilidade Pública / Energia Elétrica — Transmissão · B3Perene

ISA CTEEP ISAE4 · Ação preferencial (PN). ⚠️ Atenção: em nov/2024 a empresa mudou de nome (ISA CTEEP → ISA Energia Brasil) e o ticker mudou de ISAE4 para ISAE4. Quem procura "ISAE4" hoje negocia, na prática, ISAE4 — é a mesma ação, só trocou a placa.

A maior transmissora de energia do Brasil — transporta cerca de 30% de toda a eletricidade consumida no país, recebendo uma receita fixa, garantida e corrigida pela inflação, chova ou faça sol.

R$ 26,27▼ 1,43%
Volume: 3,4 mi
P/L
8,00
DY (12m)
n/c
⚠ Última cotação disponível: 07/08 às 18:28 — a atualização mais recente falhou; o preço abaixo NÃO é o de agora. Múltiplos derivados de preço (P/L, P/VP, EV/EBITDA) referem-se a essa data.
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da ISA Energia Brasil (ex-ISA CTEEP) e na B3. Dois avisos especiais: (1) o ticker ISAE4 virou ISAE4 em nov/2024 — é a mesma ação; (2) o dividend yield é alto, mas parte veio da indenização da RBSE, que se encerra até ~2028 e NÃO é renda fixa — o dividendo futuro pode ser menor que o histórico. Este material explica o que a empresa é e como pensá-la; não é recomendação de compra, venda ou manutenção. A decisão é sua.
64/100
Score Meta de Rico
Sólida
Está cara?
Barata
teto R$ 52,15 · preço R$ 26,27
Paga dividendo?
Paga bem
DY ref. 8,56% (12m) (09/08/2026)
É arriscada?
Elevado
Altman segura · Piotroski 3/9
Perfil
Perene
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 07/08/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 26,27
▼ 1,43% no dia
Valor de mercado
R$ 19,9 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A ISA CTEEP (ISAE4 — hoje ISA Energia Brasil, ticker ISAE4 após a mudança de nov/2024) é a maior transmissora de energia do Brasil: transporta cerca de 30% de toda a eletricidade consumida no país e está presente em torno de 17 estados. Não gera nem distribui energia — é a "rodovia" da eletricidade e recebe uma Receita Anual Permitida (RAP), um valor fixo, contratado por concessões de ~30 anos e corrigido pela inflação (IPCA ou IGP-M). É controlada pela ISA, grupo colombiano (não é estatal brasileira). ISAE4/ISAE4 é uma ação preferencial (PN), NÃO uma unit — diferente de TAEE11 e ALUP11. Historicamente foi boa pagadora de dividendos (DY na casa de 7% em jul/2026, média de ~8% em 5 anos), mas há um detalhe crucial e mal explicado: parte relevante desses proventos veio da indenização da RBSE (ativos anteriores a maio/2000), que se encerra até por volta de 2028 — então o dividendo do passado pode não se repetir. Para compensar, a empresa entrou num ciclo pesado de investimentos (capex bilionário) e reduziu o payout para perto de 50%. Os riscos centrais: (1) fim da RBSE + capex que seguram o dividendo; (2) concessões com prazo (ativo "amortiza"); e (3) sensibilidade a juros — como compete com a renda fixa, o preço cai quando a Selic sobe, e a dívida elevada (≈ 3,6x EBITDA) fica mais cara. Em resumo: um fluxo de renda previsível e indexado à inflação, mas em transição — não uma renda fixa disfarçada, e menos ainda uma máquina de dividendos eterna no patamar do passado.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Numa transmissora como a ISA CTEEP, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

Ela é o "pedágio" da energiaA ISA CTEEP não gera energia nem entrega na sua casa. Ela é dona das linhas de alta tensão que levam a energia das usinas até as cidades — e recebe um valor fixo por manter essa "estrada" disponível. O nome desse valor é RAP (Receita Anual Permitida). O que ela recebe quase não depende de quanta energia passa pela linha; depende de a linha estar de pé e funcionando. Ela é a maior transmissora do país, com presença em cerca de 17 estados.
A receita é corrigida pela inflaçãoA RAP é reajustada todo ano por um índice de inflação (IPCA ou IGP-M, conforme o contrato). Na prática, é uma receita que sobe junto com o custo de vida — parecida com um aluguel indexado. Isso é o coração da tese: previsibilidade + proteção contra inflação.
A pegadinha do dividendo: a RBSEAqui está o que os sites de indicadores quase nunca explicam. Uma fatia grande da receita histórica veio da RBSE — a indenização por ativos de transmissão anteriores a maio/2000, que o governo reconheceu tarde e passou a pagar em parcelas. Essa indenização inflou os proventos por alguns anos e está se encerrando (o cronograma vai até por volta de 2028). Traduzindo: o dividend yield gordo de anos passados pode NÃO se repetir. Não olhe o retrovisor de DY e assuma que o futuro será igual.
O detalhe que confunde: a concessão tem prazoCada linha é uma concessão do governo com prazo (em geral 30 anos). Quando vence, o direito de receber por aquele ativo acaba. É diferente de uma fábrica que dura "para sempre": aqui, parte do que você recebe é, na verdade, a devolução de um ativo que vai "acabando". Por isso a empresa investe pesado em novos ativos (leilões e reforços) só para repor o que expira e a RBSE que sai.
O risco que quase ninguém explica: jurosQuando o Tesouro Direto paga 12% ao ano sem risco, um dividendo de 7% numa ação (que tem risco) fica menos atraente — e o preço tende a cair até o retorno "fazer sentido" de novo. Ela compete com a renda fixa pela mesma carteira. Juro subindo costuma pressionar o preço; juro caindo costuma ajudar.

O que a ISA CTEEP faz

A ISA CTEEP (razão social hoje ISA Energia Brasil, antiga CTEEP — Transmissão Paulista) é a maior empresa de transmissão de energia do Brasil. Ela não gera energia (como uma hidrelétrica) nem entrega energia na sua casa (como uma distribuidora): ela é dona das linhas de alta tensão que transportam a energia das usinas até os centros consumidores — presente em cerca de 17 estados e transportando por volta de 30% de toda a eletricidade consumida no país. Pense nela como a dona das "rodovias" por onde a energia viaja. Por manter essas linhas de pé e disponíveis, ela recebe do sistema uma receita fixa e contratada.

Como ela ganha dinheiro

A ISA CTEEP ganha dinheiro recebendo a RAP — Receita Anual Permitida. É um valor fixo, definido em contrato de concessão (normalmente por 30 anos), que ela recebe por deixar suas linhas de transmissão disponíveis. O ponto genial (e a lição do setor): a receita quase não depende de quanta energia efetivamente passa pela linha — depende de a linha estar operando. Isso elimina o "risco de volume" que assombra quase todo negócio. Além disso, a RAP é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M). Existe ainda um componente que exige atenção: por anos, uma fatia relevante da receita veio da indenização da RBSE (ativos antigos de transmissão), que está sendo paga em parcelas e se encerra até por volta de 2028 — ou seja, uma parte da renda atual é temporária.

65%
30%
5%
RAP recorrente (concessões de transmissão) — a espinha dorsal: receita contratada e indexada à inflação por manter as linhas disponíveis (proporções aproximadas)
Indenização RBSE (ativos pré-2000) — parcela temporária que remunera ativos antigos — em processo de encerramento até ~2028 (proporção aproximada, cai a cada ano)
Novos ativos / reforços em maturação — linhas em construção e reforços que ainda vão maturar a RAP e repor a RBSE que sai (proporções aproximadas)

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

2.1
2018
0.9
2019
0.7
2020
2.7
2021
0.1
2022
0.6
2023
1.2
2024
1.7
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Juros (Selic e juro real longo)

É o driver nº 1. A ISA CTEEP compete com a renda fixa pela mesma carteira: juro subindo pressiona o preço (o dividendo fica "caro" perto do Tesouro); juro caindo tende a valorizar. Além disso, dívida fica mais cara quando o juro sobe.

📈 Inflação (IPCA / IGP-M)

A favor: a RAP é corrigida por esses índices, então inflação mais alta engorda a receita futura. É a proteção embutida na tese — a receita acompanha o custo de vida.

📈 Fim da RBSE e ciclo de investimentos (capex)

A indenização da RBSE se encerra até ~2028 e derruba uma parte da receita. Para compensar, a empresa investe pesado em novos ativos (plano bilionário de capex). Se os leilões/reforços renderem RAP suficiente, ela repõe o que a RBSE deixa de pagar; se não, o dividendo futuro encolhe. É o xis do problema da tese.

📈 Leilões de transmissão e reforços

Como os ativos têm prazo e a RBSE sai, o crescimento depende de vencer novos leilões (RAP nova) e fazer reforços na rede. Leilão disputado demais gera retorno baixo; leilão bem calibrado repõe e amplia a receita.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Receita previsível e contratada: a RAP é definida em contrato e quase não varia com o volume de energia — é o oposto de uma empresa que depende de vender mais.
  • Proteção contra inflação: a receita é reajustada por IPCA ou IGP-M todo ano, acompanhando o custo de vida.
  • Maior transmissora do país: escala relevante, presença em cerca de 17 estados e transporte de ~30% da energia consumida no Brasil.
  • Setor defensivo: energia é essencial; a demanda por transmissão não some em recessão como a de bens de consumo.
  • Controlador especializado: a ISA (Colômbia) é um grupo focado em transmissão, com experiência técnica no setor.

🔴 Riscos

  • Fim da RBSE: uma parte grande da receita/dividendo histórico vem da indenização da RBSE, que se encerra até ~2028. O DY gordo do passado pode não se repetir — é o risco mais mal explicado da ação.
  • Sensibilidade a juros: compete com a renda fixa; quando a Selic sobe, o preço da ação tende a cair para o dividendo continuar atraente.
  • Concessões com prazo: os contratos vencem (em geral em 30 anos). Parte do valor é um ativo que "amortiza" — a empresa precisa repor com novos leilões e reforços só para não encolher.
  • Ciclo pesado de investimentos (capex): para compensar a RBSE, a empresa investe bilhões — o que pode reduzir o dividendo no curto prazo e aumentar o endividamento.
  • Endividamento: transmissora opera alavancada (dívida líquida/EBITDA na faixa de ~3,6x). Com juro alto, a dívida fica mais cara e pode apertar o dividendo.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a ISA CTEEP.

Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 DY alto atrai quem busca renda. ⚠️ Mas dividendo não é renda fixa: pode variar de um ano para o outro. E DY muito alto às vezes é sinal de que o preço caiu (não de que a empresa melhorou) — olhe a causa.
Na ISA CTEEP: Fica na casa de 7% em jul/2026 (média de ~8% em 5 anos, conforme plataformas de mercado). ⚠️ Cuidado especial: parte desse histórico veio da indenização da RBSE, que se encerra até ~2028. O DY futuro pode ser menor do que o retrovisor sugere — não projete o passado para a frente sem entender a RBSE.
P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo pode indicar empresa madura, pouco crescimento ou risco precificado. Numa transmissora, P/L baixo é normal — o valor está no fluxo de caixa e no dividendo, não no crescimento explosivo.
Na ISA CTEEP: Costuma ser baixo (≈ 8x em jul/2026): a ISA CTEEP é madura e previsível. ⚠️ Cuidado com o efeito contábil da RAP (IFRS) e com a RBSE, que distorcem o lucro e, com ele, o P/L.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga em relação ao patrimônio líquido contábil da empresa (o "valor de livro").
📐 P/VP abaixo de 1 significa que o mercado paga menos do que o patrimônio contábil — pode ser oportunidade ou sinal de que o mercado enxerga risco/queda de resultado à frente. Nunca é resposta sozinho.
Na ISA CTEEP: Negocia perto ou abaixo de 1 (≈ 0,85x em jul/2026). Parte disso reflete o mercado precificando o fim da RBSE e o ciclo pesado de capex — o patrimônio está lá, mas a renda recorrente futura é a dúvida.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto = empresa eficiente. ⚠️ Quando vem de dívida alta, o número fica "inflado" — e transmissoras costumam ser alavancadas.
Na ISA CTEEP: É moderado (≈ 11% em jul/2026) — mais baixo que o de pares como a Taesa. O ciclo de investimentos e um patrimônio robusto ajudam a explicar o número. Leia junto com a dívida e a RBSE.
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável. Transmissoras operam mais alavancadas (3–4x) porque a receita é previsível — mas isso as torna sensíveis a juros.
Na ISA CTEEP: Fica na faixa de ≈ 3,6x em jul/2026 — elevada, mas típica do setor, e pressionada pelo ciclo de capex. Com juro alto, a dívida pesa e pode limitar o dividendo.
Margem líquida
Percentual da receita que sobra como lucro depois de todos os custos e impostos.
📐 Margem alta = negócio eficiente ou com pouca concorrência. Em transmissão, o custo de operar uma linha pronta é baixo, então a margem tende a ser alta.
Na ISA CTEEP: Alta (margem líquida ≈ 25% em jul/2026): operar linhas já construídas custa pouco. ⚠️ O número contábil sofre com a "receita de construção" (IFRS) e com a RBSE — não leia de forma isolada.
Payout
Percentual do lucro que a empresa distribui como proventos (o resto fica retido).
📐 Payout alto = mais renda hoje, menos reinvestimento. Payout menor num ciclo de investimentos é esperado: a empresa segura caixa para financiar novos ativos.
Na ISA CTEEP: A política é distribuir no mínimo 75% do lucro líquido regulatório; o payout efetivo recente ficou por volta de 50% em jul/2026, refletindo o ciclo pesado de capex (a empresa retém caixa para investir e repor a RBSE). É uma diferença importante em relação a pares que distribuem quase tudo.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
11,4%
médio
2018: 16,7% · 2019: 12,8% · 2020: 23,8% · 2021: 20,4% · 2022: 13,7% · 2023: 16,0% · 2024: 17,4% · 2025: 11,4%
empresa11,4%
mercado11,2%
ROA
5,2%
2018: 10,1% · 2019: 8,2% · 2020: 13,7% · 2021: 10,4% · 2022: 7,0% · 2023: 7,9% · 2024: 8,1% · 2025: 5,2%
empresa5,2%
mercado2,7%
ROIC
13,6%
Giro do ativo
0,20
Eficiência
Margem bruta
39,3%
2018: 77,2% · 2019: 71,2% · 2020: 69,3% · 2021: 74,5% · 2022: 60,2% · 2023: 59,7% · 2024: 46,9% · 2025: 39,3%
Margem EBIT
43,9%
2018: 77,2% · 2019: 70,8% · 2020: 119,8% · 2021: 80,2% · 2022: 64,0% · 2023: 63,4% · 2024: 64,4% · 2025: 43,9%
Margem líquida
26,0%
2018: 59,1% · 2019: 53,3% · 2020: 90,9% · 2021: 54,5% · 2022: 41,5% · 2023: 45,7% · 2024: 43,9% · 2025: 26,0%
empresa26,0%
mercado6,4%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 9,4 bi
2018: R$ 3,2 bi · 2019: R$ 3,3 bi · 2020: R$ 3,7 bi · 2021: R$ 5,5 bi · 2022: R$ 5,5 bi · 2023: R$ 6,2 bi · 2024: R$ 8,0 bi · 2025: R$ 9,4 bi
Lucro
R$ 2,4 bi
2018: R$ 1,9 bi · 2019: R$ 1,8 bi · 2020: R$ 3,4 bi · 2021: R$ 3,0 bi · 2022: R$ 2,3 bi · 2023: R$ 2,8 bi · 2024: R$ 3,5 bi · 2025: R$ 2,4 bi
Patrimônio líq.
R$ 21,4 bi
2018: R$ 11,3 bi · 2019: R$ 13,8 bi · 2020: R$ 14,1 bi · 2021: R$ 14,8 bi · 2022: R$ 16,5 bi · 2023: R$ 17,8 bi · 2024: R$ 20,1 bi · 2025: R$ 21,4 bi
Ativo total
R$ 47,2 bi
2018: R$ 18,5 bi · 2019: R$ 21,6 bi · 2020: R$ 24,6 bi · 2021: R$ 29,0 bi · 2022: R$ 32,2 bi · 2023: R$ 35,9 bi · 2024: R$ 43,3 bi · 2025: R$ 47,2 bi
Valuation
P/L
8,00
P/VP
0,81
P/Receita
2,11
P/EBIT
4,81
P/Ativo
0,42
EV/EBIT
4,48
P/Cap. giro
3,82
P/Ativo circ. líq.
-0,50
VPA
R$ 32,54
LPA
R$ 3,72
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
45,4%
Passivos/Ativos
100,0%
Liquidez corrente
3,76
saudável
Crescimento
CAGR Receita 5a
20,6%
CAGR Lucro 5a
-6,1%
Proventos
Payout
69,5%
Dividend Yield
7,0%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a ISA CTEEP se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
ISAE4 ISA CTEEP11,4%26,0%7,6%8,6%8,3664/100
TAEE11 Taesa20,8%34,2%10,1%45/100
EGIE3 Engie Brasil Energ18,6%20,1%10,5%10,7960/100
CMIG4 Cemig17,1%11,5%9,6%10,8%8,1382/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam ISA CTEEP

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · AtendeGraham · AtendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · NeutroAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 43,04.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 2,58
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 43,04
Preço atualR$ 26,27

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 43,04.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 52,15).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 3,72
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 32,54
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 52,15
Preço atualR$ 26,27
P/L (referência ≤ 15)8,00

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 52,15).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)13,58%
EV/EBIT4,48
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)22,31%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)11,42%
Margem líquida26,01%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✕ não
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✕ não
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✔ sim
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✕ não
Giro do ativo maior que no ano anterior✔ sim
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)3 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,43 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total0,11
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,00
X3 · EBIT ÷ ativo total0,09
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,83
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X45,43
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,43 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 2,09 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L8,00
Crescimento do lucro (g)3,83%
PEG (P/L ÷ g)2,09

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 2,09 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de uma transmissora conta uma história linda de simples: uma receita regulada (RAP) previsível → custos de operação baixos → margem alta → lucro → dividendo. Na ISA CTEEP há DOIS truques que os sites de indicadores raramente explicam: o efeito contábil da concessão (IFRS), que "suja" o lucro e confunde o P/L; e a RBSE, uma parcela de receita temporária que infla o resultado e se encerra até ~2028.

LinhaReferênciaO que significa
Receita (RAP)previsível e indexada à inflaçãoO coração de tudo: a Receita Anual Permitida é contratada e corrigida por IPCA ou IGP-M. Não depende de "vender mais" — depende de a linha estar disponível. É o que torna a receita quase tão previsível quanto um aluguel indexado.
Receita da RBSEtemporária (encerra ~2028)AQUI está a pegadinha exclusiva da ISA CTEEP. Uma fatia grande da receita (algo em torno de 30% em anos recentes) vem da indenização por ativos anteriores a maio/2000. Ela infla o resultado hoje, mas é paga em parcelas e acaba até por volta de 2028. Quem lê a DRE sem separar essa parte superestima a receita recorrente — e o dividendo futuro.
Custos e despesas (O&M)baixosOperar e manter uma linha já construída custa pouco: não há matéria-prima, estoque ou esforço de venda. Por isso a margem de uma transmissora costuma ser alta — algo raro em outros setores.
EBITDAmargem altaO lucro da operação antes de juros e impostos. Com receita previsível e custo baixo, quase toda a RAP (mais a RBSE, enquanto durar) vira EBITDA. É a linha mais "limpa" para entender a saúde da empresa.
Efeito IFRS (receita de construção / ativo de concessão)distorce o lucro contábilPela regra internacional (IFRS), a transmissora não registra a linha como um imóvel que deprecia; registra a concessão como um "ativo financeiro" que rende juros ao longo do contrato, e lança uma "receita de construção" enquanto constrói/reforça. Isso faz o lucro contábil subir e descer de um jeito que não bate com o caixa. Por isso o mercado acompanha também o lucro "regulatório", mais próximo do dinheiro da RAP.
Resultado financeirojuros pesam (empresa alavancada)A ISA CTEEP opera com dívida relevante (≈ 3,6x EBITDA), ampliada pelo ciclo de capex. Juros altos encarecem essa dívida e comem parte do lucro — é o elo entre "juros" e "dividendo".
Lucro e dividendopayout recente ~50%A política é distribuir no mínimo 75% do lucro regulatório, mas o payout efetivo recente caiu para perto de 50%: a empresa segura caixa para financiar os investimentos que vão repor a RBSE. Por isso o dividendo de hoje pode ser menor que o do passado inflado pela RBSE.
💡 Compare com a WEG: lá, o lucro contábil é uma boa bússola. Na ISA CTEEP, NÃO confie cegamente no P/L nem no DY de site — o efeito IFRS distorce o lucro, e a RBSE distorce a receita e o dividendo. Faça sempre a pergunta certa: "quanto desse dividendo é RAP recorrente (que fica) e quanto é RBSE temporária (que sai até ~2028)?" E depois: "esse dividendo recorrente, indexado à inflação, me paga o suficiente ACIMA do Tesouro IPCA+ para valer o risco de ação?"

Aproximações para fins didáticos (fonte: releases e RI da ISA Energia Brasil). A DRE completa e auditada, a distinção entre lucro contábil (IFRS) e regulatório, e o cronograma exato da RBSE estão no RI.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: DFP 2025 (exercício anual auditado — o balanço fechado mais recente na CVM). As demonstrações anuais (DFP) saem uma vez por ano; entre elas a empresa divulga trimestrais (ITR). O Meta de Rico reprocessa automaticamente quando a CVM libera cada nova demonstração.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 2 bi, recuando 30% frente ao exercício anterior — abaixo da média dos últimos 5 exercícios (13%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (11,4%) veio abaixo da média dos últimos 8 exercícios (16,5%). Vale entender o que mudou no lucro ou no patrimônio antes de comparar com outros anos. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

2'182'193'203'212'223'233'242'2517%13%24%20%14%16%17%11%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

3'183'194'206'215'226'238'249'2559%53%91%55%42%46%44%26%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (DFP 2025, consolidado)
Ativo total
R$ 47,2 bi
Patrimônio líquido
R$ 21,4 bi
Passivo total
R$ 47,2 bi
Caixa e equivalentes
R$ 1,4 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
39,3%
Margem EBIT
43,9%
Liquidez corrente
3,76
Giro do ativo
0,20
Passivos/Ativos
100,0%
Payout
69,5%
CAGR Receita 5a
20,6%
CAGR Lucro 5a
-6,1%
P/EBIT
4,81
P/Receita
2,11
P/Ativo
0,42
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 3,3 bi · 2020: R$ 3,7 bi · 2021: R$ 5,5 bi · 2022: R$ 5,5 bi · 2023: R$ 6,2 bi · 2024: R$ 8,0 bi · 2025: R$ 9,4 biR$ 3,3 biR$ 3,7 biR$ 5,5 biR$ 5,5 biR$ 6,2 biR$ 8,0 biR$ 9,4 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 1,8 bi · 2020: R$ 3,4 bi · 2021: R$ 3,0 bi · 2022: R$ 2,3 bi · 2023: R$ 2,8 bi · 2024: R$ 3,5 bi · 2025: R$ 2,4 biR$ 1,8 biR$ 3,4 biR$ 3,0 biR$ 2,3 biR$ 2,8 biR$ 3,5 biR$ 2,4 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 71,2% · 2020: 69,3% · 2021: 74,5% · 2022: 60,2% · 2023: 59,7% · 2024: 46,9% · 2025: 39,3%71,2%69,3%74,5%60,2%59,7%46,9%39,3%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 70,8% · 2020: 119,8% · 2021: 80,2% · 2022: 64,0% · 2023: 63,4% · 2024: 64,4% · 2025: 43,9%70,8%119,8%80,2%64,0%63,4%64,4%43,9%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 53,3% · 2020: 90,9% · 2021: 54,5% · 2022: 41,5% · 2023: 45,7% · 2024: 43,9% · 2025: 26,0%53,3%90,9%54,5%41,5%45,7%43,9%26,0%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 12,8% · 2020: 23,8% · 2021: 20,4% · 2022: 13,7% · 2023: 16,0% · 2024: 17,4% · 2025: 11,4%12,8%23,8%20,4%13,7%16,0%17,4%11,4%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 8,2% · 2020: 13,7% · 2021: 10,4% · 2022: 7,0% · 2023: 7,9% · 2024: 8,1% · 2025: 5,2%8,2%13,7%10,4%7,0%7,9%8,1%5,2%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 13,8 bi · 2020: R$ 14,1 bi · 2021: R$ 14,8 bi · 2022: R$ 16,5 bi · 2023: R$ 17,8 bi · 2024: R$ 20,1 bi · 2025: R$ 21,4 biR$ 13,8 biR$ 14,1 biR$ 14,8 biR$ 16,5 biR$ 17,8 biR$ 20,1 biR$ 21,4 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 21,6 bi · 2020: R$ 24,6 bi · 2021: R$ 29,0 bi · 2022: R$ 32,2 bi · 2023: R$ 35,9 bi · 2024: R$ 43,3 bi · 2025: R$ 47,2 biR$ 21,6 biR$ 24,6 biR$ 29,0 biR$ 32,2 biR$ 35,9 biR$ 43,3 biR$ 47,2 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP consolidadaCompetência: exercício 2025 (anual auditado)Atualizado: 09/08/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 09/08/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa transmissora, comece pela RAP e pela receita contratada: é a espinha dorsal, previsível e indexada à inflação. No caso da ISA CTEEP, faça um passo a mais: separe a RBSE do resto — ela ainda é uma fatia grande da receita e se encerra até ~2028, então saber quanto do resultado é recorrente e quanto é temporário muda toda a leitura. Depois vá ao endividamento (dívida líquida / EBITDA), elevado e pressionado pelo capex. Olhe o prazo médio das concessões. E cuidado com o lucro contábil: pela regra internacional (IFRS), a transmissora registra uma "receita de construção" e trata a concessão como um ativo financeiro que rende juros — isso faz o lucro contábil oscilar de um jeito que confunde. Por isso o mercado acompanha também o lucro "regulatório", mais próximo do caixa da RAP.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa é onde a ISA CTEEP fica mais fácil de entender do que o lucro contábil. A RAP entra de forma previsível, e a RBSE ainda adiciona caixa (temporariamente). Os custos de operar linhas prontas são baixos, então a geração de caixa operacional é forte. O ponto de atenção aqui é para ONDE vai esse caixa: diferente de pares que distribuem quase tudo, a ISA CTEEP está direcionando uma parte grande para o pesado ciclo de investimentos (capex) — por isso o payout caiu para perto de 50%. É o retrato de uma empresa que troca dividendo alto de hoje por reposição de receita amanhã (para compensar a RBSE que sai). Se o capex render RAP suficiente, o dividendo se estabiliza lá na frente; se render pouco, encolhe.

Dividendos

A ISA CTEEP (hoje ISA Energia Brasil, ISAE4/ex-ISAE4) sempre foi conhecida como boa pagadora de dividendos — mas aqui mora a lição mais importante deste arquivo. Uma fatia relevante dos proventos gordos dos últimos anos veio da indenização da RBSE: um pagamento por ativos de transmissão anteriores a maio/2000, reconhecido tardiamente pelo governo e pago em parcelas. Essa indenização está se encerrando (cronograma até por volta de 2028). Traduzindo: o dividend yield alto do retrovisor pode NÃO se repetir. Nos últimos 12 meses (referência jul/2026), a empresa pagou cerca de R$ 1,85 por ação entre dividendos e JCP, o que dava um DY na casa de 7%; a média de 5 anos ficou perto de 8% (referência de mercado — confirme no RI). A política é distribuir no mínimo 75% do lucro regulatório, mas o payout efetivo recente caiu para perto de 50%, porque a empresa está segurando caixa para o pesado ciclo de investimentos que vai repor a receita da RBSE. Moral: dividendo NÃO é renda fixa — e nesta ação, mais do que em qualquer par, é essencial separar o que é recorrente do que é temporário. Confirme sempre valor e data no RI.

Crescimento

Aqui está a diferença mais importante da ISA CTEEP para uma WEG ou uma Ambev: transmissora quase não "cresce sozinha". A receita (RAP) é contratada e as concessões têm prazo — em geral 30 anos. Quando um contrato vence, aquela receita acaba. E, no caso específico da ISA CTEEP, há um agravante: a receita da RBSE (ativos antigos) está se encerrando até ~2028. Ou seja, a empresa precisa correr para repor DUAS coisas — as concessões que expiram e a RBSE que sai. Por isso ela entrou num ciclo pesado de investimentos (capex bilionário): novos leilões, reforços na rede e projetos que só vão maturar a RAP com o tempo. É um crescimento "de reposição", não composto como o de uma indústria de qualidade — e, no meio do caminho, o dividendo pode ficar menor porque a empresa segura caixa para investir.

Participação de mercado

A ISA CTEEP é a maior transmissora de energia do Brasil, transportando cerca de 30% de toda a eletricidade consumida no país e com presença em torno de 17 estados. O setor de transmissão brasileiro é fragmentado entre vários grupos (a própria ISA CTEEP, Taesa, Engie, Alupar, estatais), e a disputa acontece principalmente nos leilões da Aneel, onde as empresas competem oferecendo receber a MENOR RAP possível para operar uma nova linha. A posição de liderança da ISA CTEEP vem da escala de ativos herdada da antiga malha paulista (CESP) e ampliada ao longo das décadas.

Quem controla a empresa

ControladorO controle é da ISA — grupo colombiano de transmissão de energia, hoje ligado ao Grupo Energía Bogotá. Ou seja: NÃO é uma estatal brasileira. É uma empresa privada com controlador estrangeiro definido (a colombiana ISA), e não capital totalmente pulverizado. A Eletrobras chegou a ter participação relevante e vendeu grande parte nos últimos anos.
Free floatAs ações preferenciais (ISAE4, ex-ISAE4) têm boa liquidez no mercado. Mas as decisões passam pelo controlador (ISA).
  • A empresa é listada no Nível 1 de governança da B3 — abaixo do Novo Mercado. Por isso tem ações ordinárias (ISAE3, ex-TRPL3, com voto) e preferenciais (ISAE4, ex-ISAE4, sem voto).
  • ISAE4/ISAE4 é uma ação PREFERENCIAL — não é uma unit (diferente da Taesa/TAEE11 e da Alupar/ALUP11, que são units). Quem compra ISAE4 leva uma PN, sem direito a voto: a tese aqui é o fluxo de dividendos, não o poder de decisão.
  • Controlador estrangeiro (ISA/Colômbia) traz uma dinâmica diferente da de uma estatal brasileira: menos risco de "interferência política de governo local", mas ainda dependente do ambiente regulatório da Aneel.

Linha do tempo

nível: raio-x
1999
Nasce a CTEEP a partir da cisão da antiga CESP — herda a malha de transmissão paulista, uma das maiores do país.
2001
Estreia na Bolsa; as ações preferenciais passam a negociar como ISAE4 (transmissão paulista).
2006
O grupo colombiano ISA torna-se controlador, iniciando a fase "ISA CTEEP".
2016
É firmado o acordo da RBSE: o governo reconhece a indenização por ativos de transmissão anteriores a 2000, que passa a ser paga em parcelas e infla os proventos nos anos seguintes.
2024
A marca evolui para ISA Energia Brasil; na B3, os tickers mudam de TRPL3/ISAE4 para ISAE3/ISAE4 (a ação é a mesma).
2020s
Entra em um ciclo pesado de investimentos (capex bilionário) para repor a receita da RBSE, que se encerra até ~2028.

Concorrentes

nível: raio-x
Taesa (TAEE11) — Transmissora pura em formato de unit, uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa — o par mais direto.
Engie Brasil (EGIE3) — Grande geradora que também investe forte em transmissão — mistura geração e transmissão.
Alupar (ALUP11) — Outra transmissora em formato de unit, também conhecida por dividendos.
PerfilDividendosRisco principal
ISAE4 (ISA CTEEP)Maior transmissora do país — receita regulada (RAP) indexada à inflaçãoAltos, mas parte veio da RBSE (que se encerra ~2028); payout recente ~50%Fim da RBSE + capex pesado + juros altos
TAEE11 (Taesa)Transmissora pura em unitAltos e recorrentes (payout elevado)Juros altos + concessões que vencem
WEGE3Indústria de qualidade, foco em crescimentoBaixos (reinveste para crescer)Preço já embute muito crescimento

Como avaliar uma transmissora (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Entenda a RAP e o índice: qual parte da receita é corrigida por IPCA e qual por IGP-M? A RAP é a "espinha dorsal" — receita contratada, previsível e indexada à inflação.
  2. Separe a RBSE do resto: quanto da receita atual ainda vem da indenização da RBSE (ativos pré-2000)? Como ela se encerra até ~2028, é fundamental saber quanto do dividendo é "temporário" e quanto é a RAP recorrente que fica.
  3. Cheque o prazo médio das concessões: quanto tempo falta para os contratos vencerem? Ativo que expira em breve vale menos; a empresa precisa repor com novos leilões e reforços.
  4. Olhe o endividamento (dívida líquida / EBITDA): transmissora costuma operar alavancada porque a receita é previsível — mas dívida alta com juro alto aperta o dividendo. É o ponto de atenção do setor.
  5. Compare com a renda fixa do momento: o dividend yield esperado (não o histórico inflado pela RBSE) supera com folga a NTN-B (Tesouro IPCA+)? Como as duas são indexadas à inflação, essa é a comparação mais honesta.

Você já tem ISAE4 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar ISAE4/ISAE4 direto, cheque se você já tem a empresa (ou o setor de transmissão) sem saber.

🧺 ETFs e fundos de dividendos (ex.: DIVO11)

Como transmissoras são boas pagadoras de dividendos, elas costumam aparecer com peso relevante em índices e fundos focados em renda.

🧺 Fundos de ações "de dividendos" / previdência

Muitos fundos de renda em ações carregam transmissoras (ISA CTEEP, Taesa, Engie) pela previsibilidade. Consulte a carteira do seu fundo.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

A ISA CTEEP tem peso pequeno no Ibovespa — a exposição via índice amplo existe, mas é modesta perto da via dos fundos de dividendos.

💡 Se você já busca renda por fundos de dividendos, é provável que já tenha transmissoras. Comprar ISAE4/ISAE4 direto pode concentrar ainda mais no mesmo tema (energia + juros). Decida o peso TOTAL do setor na carteira, não o de cada compra.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (Proventos por ação (ISAE4, ex-ISAE4) nos últimos 12 meses — aproximado, jul/2026: R$ 1,85/ação · preço de referência R$ 26,27 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000380R$ 703R$ 59
R$ 50.0001.903R$ 3.521R$ 293
R$ 100.0003.806R$ 7.041R$ 587

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-07-05, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte. A ISA CTEEP costuma usar JCP além de dividendos — fique atento a essa diferença.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — ISA Energia Brasil (ISAE4/ex-ISAE4), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

O que a ISA CTEEP faz, em palavras simples?

Ela é dona das linhas de alta tensão que transportam energia das usinas até as cidades — a maior malha de transmissão do país, transportando cerca de 30% de toda a eletricidade consumida no Brasil. Não gera energia nem entrega na sua casa: é a "rodovia" da eletricidade e recebe um valor fixo por manter essas linhas funcionando.

ISAE4 e ISAE4 são a mesma coisa?

Sim. Em novembro de 2024 a empresa mudou de nome (de ISA CTEEP para ISA Energia Brasil) e, na B3, o ticker das ações preferenciais mudou de ISAE4 para ISAE4 (e o das ordinárias de TRPL3 para ISAE3). É a mesma ação, só trocou a "placa". Muita gente ainda a chama de ISAE4 por hábito.

ISAE4/ISAE4 é uma unit?

Não. Diferente da Taesa (TAEE11) e da Alupar (ALUP11), que são units, a ISAE4/ISAE4 é uma ação PREFERENCIAL (PN) simples — não um pacote de ações. Ela dá direito a proventos, mas não a voto. A versão com voto é a ordinária (ISAE3, ex-TRPL3).

O que é a RAP?

RAP é a Receita Anual Permitida: o valor fixo, definido em contrato de concessão (em geral por 30 anos), que a empresa recebe por deixar suas linhas disponíveis. Ela quase não depende de quanta energia passa — depende de a linha estar operando. E é corrigida todo ano pela inflação (IPCA ou IGP-M).

O que é essa tal de RBSE, e por que ela importa tanto aqui?

RBSE (Rede Básica do Sistema Existente) é uma indenização por ativos de transmissão anteriores a maio/2000, que o governo reconheceu tardiamente e passou a pagar em parcelas a partir de meados dos anos 2010. Ela inflou os proventos da ISA CTEEP por vários anos — e está se encerrando (cronograma até por volta de 2028). Importa porque o dividend yield alto do passado tem uma parte "temporária": quando a RBSE acabar de sair, o dividendo pode ficar menor se os novos investimentos não repuserem essa receita. É o ponto que quase ninguém explica.

Por que a ação cai quando os juros sobem?

Porque a ISA CTEEP compete com a renda fixa pela mesma carteira. Se o Tesouro passa a pagar 12% sem risco, um dividendo de 7% numa ação (que tem risco) fica menos atraente — e o preço tende a cair até o retorno "fazer sentido" de novo. Além disso, a empresa é endividada, e juro alto encarece a dívida.

A ISA CTEEP é uma estatal?

Não. É uma empresa privada controlada pela ISA, um grupo colombiano de transmissão de energia (ligado ao Grupo Energía Bogotá). Ou seja, o controlador é estrangeiro, não o governo brasileiro. A Eletrobras já teve participação relevante e vendeu grande parte nos últimos anos.

ISAE4/ISAE4 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A empresa é a maior transmissora do país e paga bons dividendos, mas tem três pontos que você precisa entender antes: o fim da RBSE (que reduz uma parte da receita até ~2028), o ciclo pesado de investimentos (que segura o dividendo no curto prazo) e a sensibilidade a juros. O essencial é não olhar o dividendo do retrovisor e assumir que ele se repete.

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