META DE RICO
Vale a pena estudar a Ambev?
Atrativa

Empresa cara, lucrativa — principal risco: mercado maduro e competição.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • apresenta boa saúde financeira pelos indicadores usados
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Consistentes: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 6.
88
Score Meta de Rico
Top 23%Entre as mais bem avaliadas3ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Mercado maduro e competição

a cerveja no Brasil cresce pouco e enfrenta concorrentes fortes (Heineken, Petrópolis) — ganhar volume é cada vez mais difícil.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A Ambev é a maior cervejaria da América Latina — dona de Skol, Brahma e Guaraná. Caixa forte, margens altas e dividendos estáveis; em troca, cresce pouco. Riscos: volume maduro no Brasil, impostos e mudança de hábitos.

Resumo em 2 minutos

A Ambev é uma das maiores cervejarias do mundo e a líder de bebidas na América Latina. Produz e distribui cerveja (Brahma, Skol, Antarctica, Corona, Stella Artois, Budweiser, Spaten), refrigerantes e bebidas não alcoólicas (Guaraná Antarctica, e a Pepsi no Brasil, por uma parceria de engarrafamento). Opera no Brasil, na América Central e Caribe, na América do Sul (Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Uruguai) e no Canadá (cervejaria Labatt). É controlada pela AB InBev, a maior cervejaria do planeta. A maior parte da receita vem da venda de cerveja, sobretudo no Brasil. O restante vem de refrigerantes e bebidas não alcoólicas e das operações em outros países. O modelo é de "consumo de massa": ganha vendendo um volume gigantesco de bebidas com margens saudáveis, apoiada em marcas fortes e numa rede de distribuição que chega a praticamente todo bar e mercado do país. Os custos principais — alumínio das latas, cevada/malte, açúcar e energia — são em boa parte ligados a commodities e ao dólar, então a inflação desses insumos e o câmbio pressionam a margem.

Resumo completo

A Ambev é a maior empresa de bebidas da América Latina e líder de cerveja no Brasil, dona de marcas como Brahma, Skol, Antarctica e Guaraná, além de distribuir a Pepsi no país. Ganha dinheiro vendendo um volume enorme de bebidas com margens saudáveis, apoiada em marcas fortes e numa distribuição que chega a quase todo ponto de venda. É um caso clássico de empresa de consumo defensivo: receita resiliente, balanço leve (muitas vezes com caixa líquido) e boa pagadora de dividendos e JCP. Seus pontos fracos são o crescimento limitado (mercado maduro e competição da Heineken e da Petrópolis) e a sensibilidade a custos de insumos, câmbio e à operação argentina. Em resumo: estabilidade, marcas fortes e dividendos, em troca de pouco crescimento.

Principais riscos
  • Mercado maduro e competição: a cerveja no Brasil cresce pouco e enfrenta concorrentes fortes (Heineken, Petrópolis) — ganhar volume é cada vez mais difícil.
  • Custos e câmbio: alumínio, cevada, açúcar e energia sobem com a inflação e o dólar, comprimindo a margem.
  • Exposição à Argentina: a operação lá sofre com hiperinflação e desvalorização do peso, o que distorce os números.
  • Risco tributário: mudanças na carga de impostos sobre bebidas (e a reforma tributária) podem afetar diretamente o resultado.
  • Crescimento limitado: por ser líder num mercado maduro, é mais uma ação de dividendo e estabilidade do que de crescimento acelerado.
Principais oportunidades
  • Marcas líderes e queridas: Brahma, Skol, Antarctica e Guaraná têm reconhecimento e fidelidade difíceis de copiar.
  • Distribuição capilar: chega a praticamente todo ponto de venda do Brasil — uma barreira de entrada enorme para concorrentes.
  • Balanço fortíssimo: historicamente opera com dívida muito baixa, em vários períodos com mais caixa do que dívida.
  • Geração de caixa consistente e setor defensivo: gente bebe cerveja e refrigerante em quase qualquer cenário econômico.
  • Boa pagadora de dividendos e JCP, sustentada por essa geração de caixa.
Bebidas / Consumo não cíclico · B3Perene

Ambev ABEV3 · Ação ordinária (ON) — capital unificado, só ON

A maior fabricante de bebidas da América Latina — dona de Brahma, Skol, Antarctica e da distribuição da Pepsi e do Guaraná no Brasil.

R$ 16,09▲ 1,45%
Volume: 24,9 mi
P/L
14,00
P/VP
2,50
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Ambev e na B3. Isto não é recomendação de compra, venda ou manutenção: o objetivo é explicar o que a empresa é e como pensá-la; a decisão é sua.
88/100
Score Meta de Rico
Forte
Está cara?
Paga dividendo?
É arriscada?
Baixo
Altman segura · Piotroski 6/9
Perfil
Perene
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 16,09
▲ 1,45% no dia
Valor de mercado
R$ 249,9 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A Ambev é a maior empresa de bebidas da América Latina e líder de cerveja no Brasil, dona de marcas como Brahma, Skol, Antarctica e Guaraná, além de distribuir a Pepsi no país. Ganha dinheiro vendendo um volume enorme de bebidas com margens saudáveis, apoiada em marcas fortes e numa distribuição que chega a quase todo ponto de venda. É um caso clássico de empresa de consumo defensivo: receita resiliente, balanço leve (muitas vezes com caixa líquido) e boa pagadora de dividendos e JCP. Seus pontos fracos são o crescimento limitado (mercado maduro e competição da Heineken e da Petrópolis) e a sensibilidade a custos de insumos, câmbio e à operação argentina. Em resumo: estabilidade, marcas fortes e dividendos, em troca de pouco crescimento.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Numa perene de consumo como a Ambev, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

De onde vem o lucroCerveja (o grosso) + refrigerantes e não alcoólicos. O motor são as marcas — Skol, Brahma, Antarctica, Guaraná — e uma distribuição que chega a quase todo bar do país. Gente bebe em quase qualquer cenário: a receita é estável por natureza.
Por que perene não é crescimentoO mercado de cerveja no Brasil é maduro: o volume cresce pouco. A Ambev expande vendendo MELHOR (premium, puro malte, preço), não vendendo muito mais litros. Esperar dela o ritmo de uma empresa de tecnologia é o erro clássico.
Margens e caixa — a forçaA qualidade de uma perene se mede na margem estável e na conversão de lucro em caixa. A Ambev historicamente combina margens altas com dívida baixíssima — em vários períodos, mais caixa do que dívida.
O dividendo estávelPayout alto (distribui fatia relevante do lucro) com DY moderado — a remuneração combina dividendos e muito JCP. Como o lucro oscila pouco, o provento tende a ser mais previsível que o de uma cíclica — embora nunca garantido.
O risco realNão é o ciclo — é o copo: imposto seletivo e reforma tributária sobre bebidas, mudança de hábitos (menos álcool entre os mais jovens) e a concorrência premium/artesanal (Heineken) mordendo o volume. É risco lento, de década, não de trimestre.

O que a Ambev faz

A Ambev é uma das maiores cervejarias do mundo e a líder de bebidas na América Latina. Produz e distribui cerveja (Brahma, Skol, Antarctica, Corona, Stella Artois, Budweiser, Spaten), refrigerantes e bebidas não alcoólicas (Guaraná Antarctica, e a Pepsi no Brasil, por uma parceria de engarrafamento). Opera no Brasil, na América Central e Caribe, na América do Sul (Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Uruguai) e no Canadá (cervejaria Labatt). É controlada pela AB InBev, a maior cervejaria do planeta.

Como ela ganha dinheiro

A maior parte da receita vem da venda de cerveja, sobretudo no Brasil. O restante vem de refrigerantes e bebidas não alcoólicas e das operações em outros países. O modelo é de "consumo de massa": ganha vendendo um volume gigantesco de bebidas com margens saudáveis, apoiada em marcas fortes e numa rede de distribuição que chega a praticamente todo bar e mercado do país. Os custos principais — alumínio das latas, cevada/malte, açúcar e energia — são em boa parte ligados a commodities e ao dólar, então a inflação desses insumos e o câmbio pressionam a margem.

60%
15%
18%
7%
Cerveja Brasil — o coração do negócio — Brahma, Skol, Antarctica e as premium (Corona, Stella, Spaten); maior parte do resultado
Bebidas não alcoólicas Brasil (NAB) — refrigerantes e não alcoólicos: Guaraná Antarctica, Pepsi (parceria), Gatorade, água e chás
América Latina (sem Brasil) — Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Uruguai e América Central/Caribe
Canadá (Labatt) — operação madura de cerveja no mercado canadense

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

8.8
2018
7.9
2019
6.9
2020
11.1
2021
12.2
2022
11.9
2023
4.1
2024
20.5
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Consumo das famílias

Renda disponível e emprego movem o volume de cerveja e refrigerante. É o driver mais estável da Bolsa — mas renda apertada empurra o consumidor para marcas mais baratas, comprimindo o mix.

📈 Custos de insumos e câmbio

Alumínio (latas), cevada/malte e açúcar são commodities cotadas em dólar. Dólar e commodities em alta comprimem a margem; em queda, ela respira.

📈 Tributação sobre bebidas

O imposto seletivo da reforma tributária e mudanças na carga sobre álcool mexem direto no preço final e no volume — é o risco regulatório nº 1 do setor.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Marcas líderes e queridas: Brahma, Skol, Antarctica e Guaraná têm reconhecimento e fidelidade difíceis de copiar.
  • Distribuição capilar: chega a praticamente todo ponto de venda do Brasil — uma barreira de entrada enorme para concorrentes.
  • Balanço fortíssimo: historicamente opera com dívida muito baixa, em vários períodos com mais caixa do que dívida.
  • Geração de caixa consistente e setor defensivo: gente bebe cerveja e refrigerante em quase qualquer cenário econômico.
  • Boa pagadora de dividendos e JCP, sustentada por essa geração de caixa.

🔴 Riscos

  • Mercado maduro e competição: a cerveja no Brasil cresce pouco e enfrenta concorrentes fortes (Heineken, Petrópolis) — ganhar volume é cada vez mais difícil.
  • Custos e câmbio: alumínio, cevada, açúcar e energia sobem com a inflação e o dólar, comprimindo a margem.
  • Exposição à Argentina: a operação lá sofre com hiperinflação e desvalorização do peso, o que distorce os números.
  • Risco tributário: mudanças na carga de impostos sobre bebidas (e a reforma tributária) podem afetar diretamente o resultado.
  • Crescimento limitado: por ser líder num mercado maduro, é mais uma ação de dividendo e estabilidade do que de crescimento acelerado.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Ambev.

P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L alto = mercado paga caro pelo lucro (otimismo ou ação cara); P/L baixo = barata ou com algum risco. Empresas de consumo com marcas fortes costumam ter P/L mais alto que cíclicas.
Na Ambev: Como líder de consumo defensivo, costuma negociar a um P/L médio — nem tão baixo quanto cíclicas, nem de empresa de alto crescimento.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga por cada R$ 1 de patrimônio líquido contábil da empresa.
📐 Acima de 1 = o mercado paga ágio sobre o patrimônio contábil. Em empresas de marca, isso é comum, porque o valor das marcas (intangível) não aparece todo no balanço.
Na Ambev: Negocia acima de 1 justamente porque o ativo mais valioso — as marcas e a distribuição — vale mais do que o número contábil sugere.
Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 Um DY "bom" costuma ser sustentável e comparável ao CDI. ⚠️ Em ações de dividendo, parte da remuneração vem como JCP (Juros sobre Capital Próprio), que tem imposto na fonte.
Na Ambev: A Ambev costuma distribuir uma fatia relevante do lucro, somando dividendos e JCP — sustentada por geração de caixa forte e dívida baixa.
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. Mede eficiência.
📐 ROE alto e consistente = empresa eficiente e com vantagem competitiva. ⚠️ ROE inflado por dívida alta engana — mas aqui a dívida é baixa, então um ROE alto é sinal genuíno de qualidade.
Na Ambev: Historicamente elevado — reflexo das marcas fortes, da escala e do baixo endividamento.
Margem EBITDA
Percentual da receita que vira geração operacional de caixa, antes de juros, impostos e depreciação.
📐 Margem alta = poder de marca e eficiência de custo. Ela sobe e desce com o preço dos insumos (alumínio, malte) e com o câmbio.
Na Ambev: Costuma ser robusta, mas é pressionada quando o dólar e as commodities sobem, encarecendo latas e matérias-primas.
Caixa líquido
Quando a empresa tem mais caixa do que dívida — o oposto de estar endividada.
📐 Caixa líquido dá segurança: a empresa não depende de crédito e pode pagar bons dividendos mesmo em crises.
Na Ambev: A Ambev opera com endividamento muito baixo e, em vários períodos, em posição de caixa líquido — uma das suas marcas registradas no balanço.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
17,2%
alto
2018: 19,2% · 2019: 18,8% · 2020: 15,1% · 2021: 15,1% · 2022: 17,4% · 2023: 18,1% · 2024: 14,5% · 2025: 17,5%
empresa17,2%
mercado17,2%
ROA
10,9%
2018: 11,7% · 2019: 11,6% · 2020: 9,1% · 2021: 9,1% · 2022: 10,5% · 2023: 10,9% · 2024: 8,9% · 2025: 10,7%
empresa10,9%
mercado4,9%
ROIC
21,5%
Giro do ativo
0,62
Eficiência
Margem bruta
51,5%
2018: 61,6% · 2019: 58,8% · 2020: 53,6% · 2021: 51,1% · 2022: 49,3% · 2023: 50,7% · 2024: 51,2% · 2025: 51,4%
Margem EBIT
26,9%
2018: 33,8% · 2019: 30,5% · 2020: 27,3% · 2021: 23,3% · 2022: 22,2% · 2023: 23,4% · 2024: 24,4% · 2025: 26,5%
Margem líquida
17,7%
2018: 21,9% · 2019: 22,4% · 2020: 19,5% · 2021: 17,4% · 2022: 18,1% · 2023: 18,2% · 2024: 16,1% · 2025: 17,6%
empresa17,7%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 88,2 bi
2018: R$ 50,2 bi · 2019: R$ 52,6 bi · 2020: R$ 58,4 bi · 2021: R$ 72,9 bi · 2022: R$ 79,7 bi · 2023: R$ 79,7 bi · 2024: R$ 89,5 bi · 2025: R$ 88,2 bi
Lucro
R$ 15,6 bi
2018: R$ 11,0 bi · 2019: R$ 11,8 bi · 2020: R$ 11,4 bi · 2021: R$ 12,7 bi · 2022: R$ 14,5 bi · 2023: R$ 14,5 bi · 2024: R$ 14,4 bi · 2025: R$ 15,5 bi
Patrimônio líq.
R$ 90,8 bi
2018: R$ 57,5 bi · 2019: R$ 62,6 bi · 2020: R$ 75,2 bi · 2021: R$ 84,0 bi · 2022: R$ 83,3 bi · 2023: R$ 80,1 bi · 2024: R$ 99,6 bi · 2025: R$ 88,8 bi
Ativo total
R$ 142,8 bi
2018: R$ 94,1 bi · 2019: R$ 101,7 bi · 2020: R$ 125,2 bi · 2021: R$ 138,6 bi · 2022: R$ 138,0 bi · 2023: R$ 132,6 bi · 2024: R$ 162,5 bi · 2025: R$ 145,1 bi
Valuation
P/L
14,00
P/VP
2,83
P/Receita
2,83
P/EBIT
10,55
P/Ativo
1,75
EV/EBIT
9,79
P/Cap. giro
213,79
P/Ativo circ. líq.
-27,45
VPA
R$ 5,68
LPA
R$ 0,99
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
63,6%
Passivos/Ativos
36,4%
Liquidez corrente
1,03
saudável
Crescimento
CAGR Receita 5a
8,6%
CAGR Lucro 5a
6,4%
Proventos
Payout
132,0%
acima do lucro
Dividend Yield
n/c

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Ambev se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
ABEV3 Ambev17,5%17,6%22,0%88/100
WEGE3 WEG34,4%15,6%43,1%1,0%78/100
B3SA3 B326,3%41,2%80/100
ITUB4 Itaú Unibanco20,9%11,6%8,0%88/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Ambev

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · AtendeGraham · Não atendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · AtendeAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 21,84.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 1,31
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 21,84
Preço atualR$ 16,09

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 21,84.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 11,27).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 0,99
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 5,68
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 11,27
Preço atualR$ 16,09
P/L (referência ≤ 15)14,00

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 11,27).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)21,48%
EV/EBIT9,79
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)10,22%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)17,15%
Margem líquida17,66%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✔ sim
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✔ sim
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✕ não
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✔ sim
Giro do ativo maior que no ano anterior✔ sim
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)6 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira MELHOROU no último exercício — somou 6 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 7,13 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total-0,01
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,37
X3 · EBIT ÷ ativo total0,16
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível1,58
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X47,13
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 7,13 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 2,81 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L14,00
Crescimento do lucro (g)4,99%
PEG (P/L ÷ g)2,81

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 2,81 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE da Ambev conta a história de uma perene: a receita anda devagar e sempre, as margens são gordas, e o lucro lá embaixo muda pouco de um ano para o outro. É o oposto da montanha-russa das cíclicas.

LinhaReferênciaO que significa
Receita~R$ 90 bi (2024)Venda de cerveja (o grosso), refrigerantes e não alcoólicos no Brasil, na América Latina e no Canadá. Cresce devagar — o motor é preço e mix premium, não volume.
Custos e despesas~R$ 60 biAlumínio das latas, cevada/malte, açúcar, energia, logística e marketing. É a linha que o dólar e as commodities pressionam — quando os insumos sobem, a margem aperta.
EBITDA~R$ 28 biO lucro da operação antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Margem na casa de 30% da receita — o número que mostra o poder das marcas e da distribuição.
Resultado financeiroCom dívida baixíssima (às vezes caixa líquido), essa linha pesa pouco — o contraste com empresas endividadas é a aula. O que mexe aqui é câmbio e a contabilidade de hiperinflação da Argentina.
Lucro líquido~R$ 15 bi (2024)O que sobra para o acionista depois de depreciação, financeiro e impostos — e a base dos dividendos e do JCP. Nos últimos anos, oscilou pouco: ~R$ 12–15 bi.
💡 A lição da DRE da Ambev é a estabilidade: o lucro foi de ~R$ 12 bi (2021) a ~R$ 15 bi (2024) — sem picos nem vales. Perene entrega previsibilidade e caixa, não foguete: quem compra esperando o salto de uma cíclica no ano bom comprou a empresa errada.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: demonstrações da empresa/RI). A DRE completa e auditada está no RI.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 16 bi, avançando 7% frente ao exercício anterior — o maior de toda a série apurada e acima da média dos últimos 5 exercícios (8%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (17,5%) está em linha com a média dos últimos 8 exercícios (17,0%) — consistência conta mais que um ano isolado. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

11'1812'1911'2013'2114'2215'2314'2416'2519%19%15%15%17%18%14%17%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

50'1853'1958'2073'2180'2280'2389'2488'2522%22%19%17%18%18%16%18%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 142,8 bi
Patrimônio líquido
R$ 90,8 bi
Passivo total
R$ 51,9 bi
Caixa e equivalentes
R$ 18,0 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
51,5%
Margem EBIT
26,9%
Liquidez corrente
1,03
Giro do ativo
0,62
Passivos/Ativos
36,4%
Payout
132,0%
CAGR Receita 5a
8,6%
CAGR Lucro 5a
6,4%
P/EBIT
10,55
P/Receita
2,83
P/Ativo
1,75
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 52,6 bi · 2020: R$ 58,4 bi · 2021: R$ 72,9 bi · 2022: R$ 79,7 bi · 2023: R$ 79,7 bi · 2024: R$ 89,5 bi · 2025: R$ 88,2 biR$ 52,6 biR$ 58,4 biR$ 72,9 biR$ 79,7 biR$ 79,7 biR$ 89,5 biR$ 88,2 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 11,8 bi · 2020: R$ 11,4 bi · 2021: R$ 12,7 bi · 2022: R$ 14,5 bi · 2023: R$ 14,5 bi · 2024: R$ 14,4 bi · 2025: R$ 15,5 biR$ 11,8 biR$ 11,4 biR$ 12,7 biR$ 14,5 biR$ 14,5 biR$ 14,4 biR$ 15,5 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 58,8% · 2020: 53,6% · 2021: 51,1% · 2022: 49,3% · 2023: 50,7% · 2024: 51,2% · 2025: 51,4%58,8%53,6%51,1%49,3%50,7%51,2%51,4%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 30,5% · 2020: 27,3% · 2021: 23,3% · 2022: 22,2% · 2023: 23,4% · 2024: 24,4% · 2025: 26,5%30,5%27,3%23,3%22,2%23,4%24,4%26,5%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 22,4% · 2020: 19,5% · 2021: 17,4% · 2022: 18,1% · 2023: 18,2% · 2024: 16,1% · 2025: 17,6%22,4%19,5%17,4%18,1%18,2%16,1%17,6%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 18,8% · 2020: 15,1% · 2021: 15,1% · 2022: 17,4% · 2023: 18,1% · 2024: 14,5% · 2025: 17,5%18,8%15,1%15,1%17,4%18,1%14,5%17,5%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 11,6% · 2020: 9,1% · 2021: 9,1% · 2022: 10,5% · 2023: 10,9% · 2024: 8,9% · 2025: 10,7%11,6%9,1%9,1%10,5%10,9%8,9%10,7%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 62,6 bi · 2020: R$ 75,2 bi · 2021: R$ 84,0 bi · 2022: R$ 83,3 bi · 2023: R$ 80,1 bi · 2024: R$ 99,6 bi · 2025: R$ 88,8 biR$ 62,6 biR$ 75,2 biR$ 84,0 biR$ 83,3 biR$ 80,1 biR$ 99,6 biR$ 88,8 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 101,7 bi · 2020: R$ 125,2 bi · 2021: R$ 138,6 bi · 2022: R$ 138,0 bi · 2023: R$ 132,6 bi · 2024: R$ 162,5 bi · 2025: R$ 145,1 biR$ 101,7 biR$ 125,2 biR$ 138,6 biR$ 138,0 biR$ 132,6 biR$ 162,5 biR$ 145,1 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa empresa de consumo como a Ambev, comece pela margem (quanto da receita vira lucro) e pelo endividamento. O grande diferencial dela é o balanço leve: dívida baixa, muitas vezes com caixa líquido — isso dá segurança e banca bons dividendos. Olhe também os estoques e o capital de giro (ela compra insumos, produz e vende em escala) e fique atento ao impacto do câmbio e da inflação de insumos (alumínio, malte) sobre os custos. Patrimônio com pouca dívida e margem estável = base sólida.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa operacional mostra quanto dinheiro a operação realmente gera — e na Ambev ele costuma ser forte e previsível, porque o consumo de bebidas é resiliente. É esse caixa robusto, somado a um investimento (capex) controlado, que sobra como caixa livre e banca os dividendos e o JCP. Por isso, numa empresa de consumo, o fluxo de caixa é um termômetro melhor da saúde do que o lucro contábil isolado, que pode oscilar com efeitos de câmbio na operação argentina.

Dividendos

A Ambev é conhecida como uma boa pagadora de proventos, combinando dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP). Isso é sustentado por dois pilares: uma geração de caixa muito consistente (gente consome bebida em quase qualquer cenário) e um endividamento baixíssimo — em vários períodos a empresa tem mais caixa do que dívida. A lição: diferente de uma estatal cíclica, aqui o provento tende a ser mais estável, mas atenção ao JCP, que sofre retenção de 15% de imposto na fonte para pessoa física.

Crescimento

O crescimento da Ambev é modesto e gradual, não explosivo. Ela já é líder num mercado de cerveja maduro no Brasil, então a expansão vem mais de "vender melhor" do que de "vender muito mais": empurrar marcas premium e puro malte (que têm margem maior), reajustar preços e ganhar eficiência. É um perfil clássico de empresa de consumo defensivo — estabilidade e dividendos, e não a ação para quem busca dobrar de tamanho rápido. Esperar dela o crescimento de uma empresa de tecnologia é um erro comum.

Participação de mercado

A Ambev é a líder absoluta do mercado de cerveja no Brasil, com participação que historicamente fica em torno de dois terços do volume vendido. Domina também a distribuição de bebidas e detém marcas que estão entre as mais consumidas do país. É a maior empresa de bebidas da América Latina e parte da AB InBev, a maior cervejaria do mundo.

Quem controla a empresa

ControladorAB InBev (a belga-americana maior cervejaria do mundo) — controla ≈ 61% do capital da Ambev, via veículos próprios.
Free float≈ 38–39% do capital em circulação no mercado. Capital unificado só em ON: toda ação vota — mas a matriz tem a maioria dos votos.
  • Decisões globais pesam: estratégia de marcas, alocação de capital e prioridades podem ser definidas pela matriz (AB InBev), não pelo mercado local.
  • Para o minoritário de ABEV3: você pega carona na estratégia da controladora — sócio dos lucros e do voto, mas sem força para mudar o rumo.
  • Ponto a favor: desde 2013 o capital é unificado só em ON — todo acionista tem direito a voto, sem a separação ON/PN de outras gigantes da B3.

Linha do tempo

nível: raio-x
1885
Fundação da Companhia Antarctica Paulista, uma das origens da empresa.
1888
Fundação da Cervejaria Brahma, no Rio de Janeiro.
1999
Fusão de Brahma e Antarctica cria a Ambev — uma das maiores cervejarias do mundo.
2004
Ambev se une à belga Interbrew e forma a InBev, gigante global de cerveja.
2008
InBev compra a americana Anheuser-Busch (Budweiser) e nasce a AB InBev, controladora da Ambev.
2013
Reorganização societária cria a Ambev S.A. com capital só em ações ordinárias (ON).
2020–2022
Avanço das cervejas premium e do segmento 'puro malte' diante de um mercado mais competitivo.

Concorrentes

nível: raio-x
Heineken (Grupo no Brasil) — Vice-líder no Brasil em ascensão — dona de Heineken, Amstel, Eisenbahn e da antiga Brasil Kirin.
Grupo Petrópolis — Dona da Itaipava e Crystal — concorrente nacional relevante no segmento popular.
AB InBev — A controladora belga — a maior cervejaria do mundo e o par global da Ambev.
PerfilDividendosRisco principal
ABEV3Líder de consumo defensivo, balanço leveSaudáveis e relativamente estáveis (div. + JCP)Mercado maduro e competição
Heineken (BR)Desafiante em crescimento, foco em premiumReinveste para ganhar mercadoExecução e ganho de participação
AB InBevGigante global integradaEstáveis, porém com mais dívidaEndividamento e mercados maduros

Como avaliar uma perene de consumo (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Olhe a ESTABILIDADE da margem antes do crescimento: numa perene, margem alta e constante vale mais que receita subindo rápido. Margem despencando é o alarme nº 1.
  2. Cheque a conversão de lucro em caixa: lucro contábil bom com caixa fraco é sinal amarelo. Na perene de qualidade, o fluxo de caixa operacional acompanha (ou supera) o lucro.
  3. Avalie o poder de marca e de preço: ela consegue repassar inflação sem perder volume? Participação de mercado e mix premium contam essa história.
  4. Leia o payout com lupa: dividendo estável só é sustentável se couber no caixa livre recorrente — payout alto com caixa forte é virtude; com caixa fraco, é aviso.
  5. Aceite pagar preço justo pela qualidade: perene de marca raramente fica "barata" nos múltiplos — compare o P/L com o histórico DELA e com pares de consumo, não com cíclicas.

Você já tem ABEV3 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar ABEV3 direto, cheque se você JÁ tem Ambev sem saber — ela está entre os pesos relevantes do Ibovespa.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

ABEV3 está entre os pesos relevantes do índice — quem tem ETF de Ibovespa já carrega Ambev.

🧺 Fundos de ações e previdência

A maioria dos fundos de ações Brasil carrega Ambev perto do peso do índice. Consulte a carteira do seu fundo.

🧺 ETFs de dividendos (ex.: DIVO11)

Índices de dividendos costumam incluir pagadoras estáveis como a Ambev.

💡 Comprar ABEV3 tendo ETF de Ibovespa não é errado — mas é DOBRAR a exposição. Decida o peso total, não o peso de cada compra.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (proventos por ação estimados (12m, aproximado): R$ 0,64/ação · preço de referência R$ 16,09 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000621R$ 397R$ 33
R$ 50.0003.107R$ 1.988R$ 166
R$ 100.0006.215R$ 3.978R$ 331

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-06-25, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte — atenção especial aqui: a Ambev remunera uma fatia grande via JCP, então parte do provento chega líquido de imposto.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Ambev S.A. (CNPJ 07.526.557/0001-00), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

A Ambev só tem ações ordinárias (ABEV3)?

Sim. Desde a reorganização societária de 2013, a Ambev tem capital unificado só em ações ordinárias (ON), negociadas como ABEV3 — todas com direito a voto. Ela não tem ação preferencial (PN) como a Petrobras, por exemplo.

Por que a Ambev é considerada uma empresa 'defensiva'?

Porque o consumo de bebidas é resiliente: as pessoas continuam comprando cerveja e refrigerante mesmo em recessão. Isso torna a receita mais previsível do que a de empresas cíclicas (como mineradoras ou petroleiras), cujo resultado oscila muito com commodities.

A Ambev paga bons dividendos?

Costuma ser uma boa pagadora, somando dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP), sustentada por geração de caixa forte e dívida baixa. Mas os valores variam ano a ano e não são garantidos. Atenção: o JCP tem retenção de 15% de imposto na fonte para pessoa física.

Qual a relação entre Ambev e AB InBev?

A AB InBev, sediada na Bélgica, é a controladora da Ambev e a maior cervejaria do mundo. A Ambev é o braço da AB InBev na América Latina e no Canadá, mas é uma empresa de capital aberto separada, listada na B3.

Por que o crescimento da Ambev é lento?

Porque ela já é líder absoluta num mercado de cerveja maduro no Brasil — há pouco espaço para crescer em volume. O crescimento vem mais de vender produtos de maior valor (premium, puro malte) e de eficiência do que de vender muito mais litros.

O que mais pressiona a margem da Ambev?

Os custos de insumos ligados a commodities e ao dólar — principalmente alumínio (das latas), cevada/malte e energia. Quando o câmbio e essas commodities sobem, a margem é comprimida; quando caem, ela respira.

A operação na Argentina é um problema?

É uma fonte de volatilidade. A hiperinflação e a desvalorização do peso argentino distorcem os números reportados e podem mascarar a real performance. Por isso, muitos investidores olham os resultados do Brasil separadamente.

ABEV3 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e perfil — e isto não é recomendação. A Ambev oferece estabilidade, marcas fortes, balanço leve e bons dividendos, mas com crescimento limitado e exposição a custos e câmbio. O essencial é entender o que você está comprando e como ela se encaixa no seu plano e na sua diversificação.

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Notícias e fatos relevantes

Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.

💡 Regra da casa: notícia contextualiza — quem decide é o seu método e o seu plano.

Converse com quem também estuda

O que outros investidores pensam sobre perenes de consumo como esta? A comunidade do Meta de Rico está aberta a todos — gratuita por tempo limitado (depois, só para assinantes). Dúvidas viram conteúdo, opiniões são rotuladas como opiniões.

Aprenda e coloque em prática

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Conteúdo educacional — não é recomendação de investimento.

Fontes e transparência

Conteúdo educacional produzido pelo Meta de Rico — rascunho assistido por IA, revisado por humano antes de publicar. Atualizado em 2026-06-25.

Conteúdo educacional do Meta de Rico — não é recomendação de investimento. Indicadores e gráficos são aproximados; confirme os números atuais nas fontes oficiais. Faça sua própria análise e considere seu perfil.