META DE RICO
Vale a pena estudar a Itaú Unibanco?
Atrativa

Empresa barata, muito lucrativa — principal risco: inadimplência.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia com desconto de 15% ante o valor justo estimado (Graham)
  • remunera o acionista acima da média: dividend yield de 8,00%
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 800.
88
Score Meta de Rico
Top 23%Entre as mais bem avaliadas3ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Inadimplência

em recessão ou juros altos, mais clientes deixam de pagar e o lucro encolhe — é o principal risco de qualquer banco.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

O Itaú é o maior banco privado da América Latina. O lucro vem de juros (spread), tarifas e seguros — mais recorrente e menos cíclico que commodities. Riscos: inadimplência, ciclo de juros e concorrência das fintechs.

Resumo em 2 minutos

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil e de toda a América Latina. Faz o que um banco completo faz: guarda o dinheiro das pessoas e empresas em contas, empresta (crédito, financiamento, cartão), administra investimentos, vende seguros e processa pagamentos. Atende desde a pessoa física comum até as maiores empresas do país, e também opera no exterior. Um banco ganha dinheiro de duas formas principais. A primeira é a margem financeira (o "spread"): ele capta dinheiro barato (de quem deposita) e empresta mais caro — a diferença é o lucro. A segunda são as tarifas e comissões: conta, cartão, seguros, administração de fundos, corretagem. Quanto mais o brasileiro usa o banco, mais ele fatura. O grande inimigo desse lucro é a inadimplência — quando o cliente não paga o que pegou emprestado.

Resumo completo

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil e da América Latina. Ganha dinheiro com a diferença entre o que paga a quem deposita e o que cobra de quem pega emprestado (o spread), mais tarifas, cartões e seguros. Seu maior diferencial é a rentabilidade: entrega um dos maiores ROE do setor (em torno de 20%) com consistência, ano após ano, e é um pagador regular de dividendos e JCP. O maior risco é a inadimplência — quando a economia vai mal, mais gente deixa de pagar e o lucro encolhe — além da competição crescente dos bancos digitais. Em resumo: historicamente entregou lucro consistente e bons proventos, mas o resultado segue atrelado à saúde da economia brasileira e à concorrência crescente dos bancos digitais.

Principais riscos
  • Inadimplência: em recessão ou juros altos, mais clientes deixam de pagar e o lucro encolhe — é o principal risco de qualquer banco.
  • Ciclo econômico: o resultado acompanha a economia do Brasil; emprego fraco e crédito caro pesam.
  • Competição digital: Nubank, fintechs e bancos digitais brigam por tarifas e clientes, pressionando margens.
  • Regulação: o setor é fortemente regulado pelo Banco Central — mudanças de regra podem afetar o lucro.
  • Concentração no Brasil: a maior parte do resultado depende da economia brasileira e do seu humor político e cambial.
Principais oportunidades
  • Escala gigante: a maior base de clientes e a maior carteira de crédito do setor privado no Brasil, o que dilui custos e dá poder de barganha.
  • Marca forte e confiança: décadas de história fazem milhões de pessoas manterem o dinheiro ali — captação barata e estável.
  • Rentabilidade consistente: entrega um dos maiores ROE (retorno) do setor bancário, ano após ano, mesmo em cenários difíceis.
  • Investimento pesado em tecnologia, que ajuda a competir com os bancos digitais e a baixar custos.
  • Diversificação de receita: não depende só de juros — ganha também com seguros, cartões, gestão de recursos e tarifas.
Bancos · B3Banco

Itaú Unibanco ITUB4 · Ação preferencial (PN)

O maior banco privado do Brasil e da América Latina, com uma das maiores rentabilidades do setor.

R$ 42,80▲ 0,26%
Volume: 12,3 mi
P/L
9,00
P/VP
1,90
DY (12m)
n/c
ROE
20,00%
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores do Itaú Unibanco e na B3. Não é recomendação de investimento.
88/100
Score Meta de Rico
Forte
Está cara?
Barata
teto R$ 42,07 · preço R$ 35,70
Paga dividendo?
Paga bem
DY 8,00% (12m)
É arriscada?
Perfil
Financeira
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 42,80
▲ 0,26% no dia
Valor de mercado
R$ 484,2 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil e da América Latina. Ganha dinheiro com a diferença entre o que paga a quem deposita e o que cobra de quem pega emprestado (o spread), mais tarifas, cartões e seguros. Seu maior diferencial é a rentabilidade: entrega um dos maiores ROE do setor (em torno de 20%) com consistência, ano após ano, e é um pagador regular de dividendos e JCP. O maior risco é a inadimplência — quando a economia vai mal, mais gente deixa de pagar e o lucro encolhe — além da competição crescente dos bancos digitais. Em resumo: historicamente entregou lucro consistente e bons proventos, mas o resultado segue atrelado à saúde da economia brasileira e à concorrência crescente dos bancos digitais.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Num bancão como o Itaú, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

De onde vem o lucroSpread (capta barato, empresta caro) + tarifas e serviços + seguros e gestão de recursos. É lucro recorrente: o brasileiro usa banco todo dia — por isso banco oscila menos que commodity.
Como se lê um bancoROE e P/VP — não EV/EBITDA nem dívida/EBITDA, que não se aplicam a banco. ROE ~20% sustentado é o cartão de visitas do Itaú; o P/VP ~1,8–2x é o ágio que o mercado paga por isso.
O dividendo e o payoutPagador consistente: dividendos + JCP, muitas vezes mensais com complementos maiores. Como o lucro de banco é mais estável que o de cíclica, o provento tende a ser mais previsível — mas não é garantido.
O risco que importaInadimplência. Recessão e juros altos = mais calote = mais provisões = menos lucro. O índice de inadimplência (NPL) é o primeiro número a acompanhar em qualquer banco.
A concorrênciaNubank, fintechs e o PIX comprimem tarifas e disputam o cliente do varejo. O Itaú responde com escala e tecnologia — mas a pressão sobre as margens é estrutural, não passageira.

O que a Itaú Unibanco faz

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil e de toda a América Latina. Faz o que um banco completo faz: guarda o dinheiro das pessoas e empresas em contas, empresta (crédito, financiamento, cartão), administra investimentos, vende seguros e processa pagamentos. Atende desde a pessoa física comum até as maiores empresas do país, e também opera no exterior.

Como ela ganha dinheiro

Um banco ganha dinheiro de duas formas principais. A primeira é a margem financeira (o "spread"): ele capta dinheiro barato (de quem deposita) e empresta mais caro — a diferença é o lucro. A segunda são as tarifas e comissões: conta, cartão, seguros, administração de fundos, corretagem. Quanto mais o brasileiro usa o banco, mais ele fatura. O grande inimigo desse lucro é a inadimplência — quando o cliente não paga o que pegou emprestado.

55%
35%
10%
Banco de Varejo — pessoa física e pequenas empresas — contas, cartões, crédito, financiamento e seguros do dia a dia
Banco de Atacado — grandes empresas, banco de investimento e tesouraria — operações maiores e mais sofisticadas
Atividades com Mercado e Exterior — operações no exterior (América Latina) e resultado da tesouraria com o próprio capital

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

20.1
2018
25.9
2019
11.6
2020
6.3
2021
6.7
2022
10.3
2023
21.3
2024
48.3
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Selic (juros)

Juros altos engordam o spread e o resultado da tesouraria, mas encarecem o crédito e aumentam o calote. O efeito líquido depende do ciclo — a Selic é a variável nº 1 de um banco.

📈 Inadimplência / ciclo de crédito

Emprego e renda ditam quem paga em dia. Inadimplência subindo força mais provisões e come o lucro — é o termômetro que antecipa o resultado.

📈 Regulação e concorrência (PIX/fintechs)

O Banco Central dita as regras do jogo: o PIX zerou tarifas de transferência e as fintechs comprimem margens do varejo. Pressão estrutural sobre as receitas de serviços.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Escala gigante: a maior base de clientes e a maior carteira de crédito do setor privado no Brasil, o que dilui custos e dá poder de barganha.
  • Marca forte e confiança: décadas de história fazem milhões de pessoas manterem o dinheiro ali — captação barata e estável.
  • Rentabilidade consistente: entrega um dos maiores ROE (retorno) do setor bancário, ano após ano, mesmo em cenários difíceis.
  • Investimento pesado em tecnologia, que ajuda a competir com os bancos digitais e a baixar custos.
  • Diversificação de receita: não depende só de juros — ganha também com seguros, cartões, gestão de recursos e tarifas.

🔴 Riscos

  • Inadimplência: em recessão ou juros altos, mais clientes deixam de pagar e o lucro encolhe — é o principal risco de qualquer banco.
  • Ciclo econômico: o resultado acompanha a economia do Brasil; emprego fraco e crédito caro pesam.
  • Competição digital: Nubank, fintechs e bancos digitais brigam por tarifas e clientes, pressionando margens.
  • Regulação: o setor é fortemente regulado pelo Banco Central — mudanças de regra podem afetar o lucro.
  • Concentração no Brasil: a maior parte do resultado depende da economia brasileira e do seu humor político e cambial.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Itaú Unibanco.

ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Quanto de lucro o banco gera sobre o capital dos sócios. É a métrica-rei de um banco.
📐 ROE alto e consistente = banco eficiente e rentável. Acima de ~15% costuma ser considerado forte; muito alto sem qualidade de crédito pode esconder risco.
Na Itaú Unibanco: O Itaú entrega historicamente um dos maiores ROE do setor (em torno de 20%), e com consistência — é o seu maior cartão de visitas.
P/VP (Preço / Valor Patrimonial)
Quanto você paga por cada R$ 1 de patrimônio líquido do banco. Para bancos, é mais usado que o P/L.
📐 Banco muito rentável costuma negociar acima de 1 (ágio justificado pelo ROE); abaixo de 1 pode indicar desconfiança do mercado.
Na Itaú Unibanco: Tende a negociar acima do patrimônio (≈ 1,8–2x), porque o mercado paga ágio pela rentabilidade alta e estável.
P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L baixo = barato ou com baixa expectativa de crescimento; alto = mercado otimista. Bancos maduros costumam ter P/L moderado.
Na Itaú Unibanco: Costuma ficar num patamar moderado, refletindo um lucro grande e relativamente previsível, mas com crescimento mais lento que o de empresas de tecnologia.
Dividend Yield (DY)
Quanto o banco paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 Um DY "bom" costuma ficar acima do CDI e ser SUSTENTÁVEL. ⚠️ DY altíssimo às vezes é preço caindo, não generosidade.
Na Itaú Unibanco: O Itaú é um pagador consistente de dividendos e JCP; o valor varia com o lucro e com o quanto a diretoria decide distribuir (o payout).
Índice de Inadimplência (NPL)
Percentual da carteira de crédito que está atrasada (em geral, mais de 90 dias sem pagar).
📐 Quanto menor, melhor. Inadimplência subindo é o primeiro sinal de que o lucro vai sofrer; é o termômetro de saúde de um banco.
Na Itaú Unibanco: O Itaú administra a inadimplência de perto e costuma mantê-la sob controle, mas ela sobe em recessão e com juros altos — vale acompanhar.
Índice de Basileia
Mede quanto capital próprio o banco tem para suportar perdas. É o "colchão de segurança" exigido pelo Banco Central.
📐 Quanto maior, mais sólido e protegido o banco. Há um mínimo regulatório; ficar bem acima dele indica folga.
Na Itaú Unibanco: O Itaú opera com índice de capital confortável, acima do mínimo exigido — sinal de solidez para atravessar crises.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
20,9%
alto
2018: 16,6% · 2019: 18,1% · 2020: 12,2% · 2021: 16,3% · 2022: 16,7% · 2023: 16,6% · 2024: 18,6% · 2025: 20,9%
empresa20,9%
setor12,9%
mercado17,2%
ROA
1,5%
2018: 1,6% · 2019: 1,7% · 2020: 0,9% · 2021: 1,3% · 2022: 1,3% · 2023: 1,3% · 2024: 1,4% · 2025: 1,5%
empresa1,5%
setor1,0%
mercado4,9%
ROIC
n/c
Giro do ativo
n/c
Eficiência
Margem bruta
n/c
2018: 46,2% · 2019: 60,7% · 2020: 57,7% · 2021: 64,6% · 2022: 40,8% · 2023: 39,8% · 2024: 40,5% · 2025: 35,9%
Margem EBIT
n/c
2018: 23,3% · 2019: 16,2% · 2020: 3,0% · 2021: 21,6% · 2022: 13,2% · 2023: 12,7% · 2024: 14,2% · 2025: 13,0%
Margem líquida
11,8%
2018: 19,0% · 2019: 14,0% · 2020: 10,9% · 2021: 13,7% · 2022: 10,5% · 2023: 10,6% · 2024: 12,3% · 2025: 11,6%
empresa11,8%
setor8,1%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 388,7 bi
2018: R$ 131,3 bi · 2019: R$ 193,0 bi · 2020: R$ 173,8 bi · 2021: R$ 195,7 bi · 2022: R$ 283,4 bi · 2023: R$ 313,2 bi · 2024: R$ 335,3 bi · 2025: R$ 387,1 bi
Lucro
R$ 46,0 bi
2018: R$ 24,9 bi · 2019: R$ 27,1 bi · 2020: R$ 18,9 bi · 2021: R$ 26,8 bi · 2022: R$ 29,7 bi · 2023: R$ 33,1 bi · 2024: R$ 41,1 bi · 2025: R$ 44,9 bi
Patrimônio líq.
R$ 220,0 bi
2018: R$ 150,5 bi · 2019: R$ 149,5 bi · 2020: R$ 154,5 bi · 2021: R$ 164,5 bi · 2022: R$ 177,3 bi · 2023: R$ 199,1 bi · 2024: R$ 221,3 bi · 2025: R$ 215,1 bi
Ativo total
R$ 3171,2 bi
2018: R$ 1552,8 bi · 2019: R$ 1637,5 bi · 2020: R$ 2019,3 bi · 2021: R$ 2069,2 bi · 2022: R$ 2323,4 bi · 2023: R$ 2543,1 bi · 2024: R$ 2854,5 bi · 2025: R$ 3066,2 bi
Valuation
P/L
9,00
P/VP
2,20
P/Receita
1,25
P/EBIT
9,67
P/Ativo
0,15
EV/EBIT
n/c
P/Cap. giro
-9,45
P/Ativo circ. líq.
-0,17
VPA
R$ 19,42
LPA
R$ 4,05
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
6,9%
Passivos/Ativos
93,1%
Liquidez corrente
n/c
Crescimento
CAGR Receita 5a
n/c
CAGR Lucro 5a
18,9%
Proventos
Payout
107,7%
acima do lucro
Dividend Yield
8,0%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Itaú Unibanco se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
ITUB4 Itaú Unibanco20,9%11,6%8,0%88/100
BBAS3 Banco do Brasil7,1%4,3%2,8%14/100
BBDC4 Banco Bradesco13,2%8,8%8,5%50/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Itaú Unibanco

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · AtendeGraham · Não atendeFórmula Mágica · Não se aplicaQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · Não se aplicaAltman Z-Score · Não se aplicaPEG (estilo Peter Lynch) · Não atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 72,68.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 4,36
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 72,68
Preço atualR$ 42,80

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Quando o dividendo passado não diz nada sobre o futuro — empresas em crescimento que reinvestem tudo, ou negócios cujos lucros oscilam muito. O teto vira um número bonito sem lastro.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa ATENDE aos critérios — o preço atual está dentro do teto de R$ 72,68.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 42,07).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 4,05
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 19,42
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 42,07
Preço atualR$ 42,80
P/L (referência ≤ 15)9,00

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 42,07).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

O modelo Fórmula Mágica NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras a conta de capital investido e EBIT não se encaixa no modelo.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

O modelo Fórmula Mágica NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras a conta de capital investido e EBIT não se encaixa no modelo.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)20,90%
Margem líquida11,83%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

O modelo Piotroski F-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras os 9 sinais, pensados para empresas operacionais, perdem o sentido.

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

O modelo Piotroski F-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras os 9 sinais, pensados para empresas operacionais, perdem o sentido.

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

O modelo Altman Z-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — não se aplica a bancos, seguradoras e financeiras — a estrutura de balanço é outra.

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

O modelo Altman Z-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — não se aplica a bancos, seguradoras e financeiras — a estrutura de balanço é outra.

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,03 (preço à frente do crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L9,00
Crescimento do lucro (g)8,77%
PEG (P/L ÷ g)1,03

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 1,03 (preço à frente do crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE de banco é outro bicho: não existe "receita de vendas" nem EBITDA — o banco vive de margem financeira (a diferença entre captar barato e emprestar caro) e de serviços. No Itaú, ela conta uma história rara na Bolsa: consistência.

LinhaReferênciaO que significa
Margem financeira~R$ 110 bi (2024)É a "receita" principal de um banco: o que ele ganha emprestando mais caro do que paga a quem deposita (o spread), mais o resultado da tesouraria.
Receita de serviços~R$ 60 biTarifas, cartões, seguros, administração de fundos — dinheiro que entra sem depender de emprestar, e por isso deixa o lucro mais estável.
PDD (provisão para calote)~R$ 35 biA cada empréstimo, o banco separa dinheiro para os clientes que NÃO vão pagar — é a Provisão para Devedores Duvidosos. É a linha que revela a qualidade do crédito: quando a inadimplência sobe, ela cresce e come o lucro.
Despesas administrativas~R$ 65 biPessoal, agências e tecnologia. A briga com as fintechs aparece primeiro aqui: quem opera mais enxuto (melhor índice de eficiência) sobra mais lucro por real de receita.
Lucro líquido~R$ 42 bi (2024)O que sobrou depois de provisões, despesas e impostos — recorde do setor, crescendo ano após ano (R$ 27 bi em 2021 → R$ 42 bi em 2024), o retrato do ROE de ~20%.
💡 A lição-mãe: DRE de banco não tem EBITDA — a "receita" é margem financeira + serviços, e a linha que decide o jogo é a PDD. Um banco pode inflar o lucro de hoje emprestando mal e provisionando pouco; por isso, em banco, leia sempre o lucro JUNTO da provisão e da inadimplência.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: demonstrações da empresa/RI). A DRE completa e auditada está no RI.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 45 bi, avançando 9% frente ao exercício anterior — o maior de toda a série apurada e acima da média dos últimos 5 exercícios (28%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (20,9%) veio acima da média dos últimos 8 exercícios (17,0%). Confira se é ganho recorrente ou efeito pontual do ano. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

25'1827'1919'2027'2130'2233'2341'2445'2517%18%12%16%17%17%19%21%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

131'18193'19174'20196'21283'22313'23335'24387'2519%14%11%14%10%11%12%12%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 3171,2 bi
Patrimônio líquido
R$ 220,0 bi
Passivo total
R$ 2951,2 bi
Caixa e equivalentes
R$ 39,7 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
n/c
Margem EBIT
n/c
Liquidez corrente
n/c
Giro do ativo
n/c
Passivos/Ativos
93,1%
Payout
107,7%
CAGR Receita 5a
n/c
CAGR Lucro 5a
18,9%
P/EBIT
9,67
P/Receita
1,25
P/Ativo
0,15
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 193,0 bi · 2020: R$ 173,8 bi · 2021: R$ 195,7 bi · 2022: R$ 283,4 bi · 2023: R$ 313,2 bi · 2024: R$ 335,3 bi · 2025: R$ 387,1 biR$ 193,0 biR$ 173,8 biR$ 195,7 biR$ 283,4 biR$ 313,2 biR$ 335,3 biR$ 387,1 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 27,1 bi · 2020: R$ 18,9 bi · 2021: R$ 26,8 bi · 2022: R$ 29,7 bi · 2023: R$ 33,1 bi · 2024: R$ 41,1 bi · 2025: R$ 44,9 biR$ 27,1 biR$ 18,9 biR$ 26,8 biR$ 29,7 biR$ 33,1 biR$ 41,1 biR$ 44,9 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 60,7% · 2020: 57,7% · 2021: 64,6% · 2022: 40,8% · 2023: 39,8% · 2024: 40,5% · 2025: 35,9%60,7%57,7%64,6%40,8%39,8%40,5%35,9%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 16,2% · 2020: 3,0% · 2021: 21,6% · 2022: 13,2% · 2023: 12,7% · 2024: 14,2% · 2025: 13,0%16,2%3,0%21,6%13,2%12,7%14,2%13,0%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 14,0% · 2020: 10,9% · 2021: 13,7% · 2022: 10,5% · 2023: 10,6% · 2024: 12,3% · 2025: 11,6%14,0%10,9%13,7%10,5%10,6%12,3%11,6%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 18,1% · 2020: 12,2% · 2021: 16,3% · 2022: 16,7% · 2023: 16,6% · 2024: 18,6% · 2025: 20,9%18,1%12,2%16,3%16,7%16,6%18,6%20,9%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 1,7% · 2020: 0,9% · 2021: 1,3% · 2022: 1,3% · 2023: 1,3% · 2024: 1,4% · 2025: 1,5%1,7%0,9%1,3%1,3%1,3%1,4%1,5%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 149,5 bi · 2020: R$ 154,5 bi · 2021: R$ 164,5 bi · 2022: R$ 177,3 bi · 2023: R$ 199,1 bi · 2024: R$ 221,3 bi · 2025: R$ 215,1 biR$ 149,5 biR$ 154,5 biR$ 164,5 biR$ 177,3 biR$ 199,1 biR$ 221,3 biR$ 215,1 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 1637,5 bi · 2020: R$ 2019,3 bi · 2021: R$ 2069,2 bi · 2022: R$ 2323,4 bi · 2023: R$ 2543,1 bi · 2024: R$ 2854,5 bi · 2025: R$ 3066,2 biR$ 1637,5 biR$ 2019,3 biR$ 2069,2 biR$ 2323,4 biR$ 2543,1 biR$ 2854,5 biR$ 3066,2 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

O balanço de um banco é diferente do de uma empresa comum: aqui, emprestar dinheiro é o "produto". Olhe primeiro a carteira de crédito (quanto o banco emprestou e se está crescendo com qualidade) e o índice de inadimplência (quanto está atrasado). Veja o Índice de Basileia — o colchão de capital que mostra se o banco aguenta perdas. E acompanhe as provisões: a reserva que o banco separa para calotes esperados. Crédito crescendo, inadimplência sob controle e capital folgado = base sólida.

💵 No fluxo de caixa

Em banco, o "fluxo de caixa" tradicional importa menos do que em uma indústria — o foco é a margem financeira (o ganho com juros) e as receitas de tarifas e seguros. O que realmente importa é a qualidade do lucro: ele veio de juros recorrentes e tarifas, ou de eventos pontuais? E quanto desse lucro vira dinheiro no bolso do acionista via dividendos e JCP. Um banco saudável gera lucro recorrente robusto, mantém capital folgado e ainda sobra para distribuir.

Dividendos

O Itaú é conhecido por ser um pagador consistente, distribuindo o lucro de duas formas: dividendos (isentos de Imposto de Renda para pessoa física) e Juros sobre Capital Próprio, os JCP (que têm retenção de 15%). Costuma fazer pagamentos mensais pequenos e complementos maiores ao longo do ano. Como o lucro de um banco é mais estável que o de uma empresa cíclica, os proventos tendem a ser mais previsíveis — mas ainda variam com o resultado e com quanto a diretoria decide distribuir (o payout). Não é renda garantida, mas costuma ser regular.

Crescimento

O crescimento de um banco grande e maduro como o Itaú é mais lento e constante do que explosivo. Ele cresce expandindo a carteira de crédito, ganhando mais clientes, vendendo mais produtos (seguros, cartões, investimentos) para a mesma base e cortando custos com tecnologia. Por já ser gigante, dificilmente dobra de tamanho rápido — a tese costuma ser de rentabilidade alta e estável somada a dividendos, não de crescimento acelerado. O grande desafio de crescimento é defender margens da concorrência dos bancos digitais.

Participação de mercado

O Itaú é o maior banco privado do Brasil e da América Latina em ativos e em lucro. Junto com Bradesco, Santander e os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa), forma o pequeno grupo que concentra a maior parte do crédito do país. É também um dos maiores players em cartões, gestão de recursos e banco de investimento na região.

Quem controla a empresa

ControladorItaúsa (holding das famílias Setubal e Villela) e IUPAR — Itaú Unibanco Participações (Itaúsa + família Moreira Salles) — controlam as ações ordinárias (ON).
Free floatAs PN (ITUB4) são quase todas free float (≈ 99% em circulação); o controle é exercido pelas ON, concentradas em Itaúsa/IUPAR.
  • ITUB4 é PN: sem direito a voto. Você é sócio dos lucros, não das decisões — quem manda são as famílias controladoras, via ON.
  • Controle familiar estável há décadas: sucessões planejadas e sem os solavancos políticos típicos de estatal. Previsibilidade é parte da tese.
  • Governança consolidada: companhia listada há décadas, comitês estruturados e histórico longo de remuneração regular ao acionista — referência de estabilidade societária na Bolsa.

Linha do tempo

nível: raio-x
década de 1940
Fundação do Banco Central de Crédito, raiz do Banco Itaú (a linhagem do Unibanco remonta a 1924).
1964
Nasce o Banco Itaú; começa uma longa série de fusões e aquisições.
2008
Fusão histórica entre Itaú e Unibanco — cria o maior banco privado do país.
2009
As ações passam a ser negociadas como Itaú Unibanco (ITUB).
2021
Cisão da XP Inc.: o Itaú distribui aos acionistas sua fatia na corretora.
2023–2024
Lucro recorde e forte aumento de proventos, com ROE de volta ao topo do setor.

Concorrentes

nível: raio-x
Bradesco (BBDC4) — O grande rival privado histórico; banco completo de porte parecido.
Banco do Brasil (BBAS3) — Banco público gigante, forte no agro e no crédito — concorrente direto.
Santander Brasil (SANB11) — Braço brasileiro do grupo espanhol; terceiro grande banco privado.
Nubank (NU/NUBR33) — Banco digital que cresceu rápido e disputa o cliente do varejo.
PerfilDividendosRisco principal
ITUB4Maior banco privado, alta rentabilidadeConsistentes (dividendos + JCP)Inadimplência / concorrência digital
BBDC4Banco completo, rival históricoConsistentesRentabilidade pressionada
BBAS3Banco público, barato e forte no agroAltos (DY costuma ser alto)Interferência política
NU (Nubank)Banco digital, foco em crescimentoNão paga (reinveste)Execução / margens baixas

Como avaliar um bancão (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Comece pelo ROE: banco cria valor quando o retorno sobre o patrimônio supera o custo de capital de forma SUSTENTADA. Olhe 5–10 anos, não um ano bom.
  2. Use o P/VP como régua de preço: banco de ROE alto negocia acima do patrimônio — o ágio só se justifica se a rentabilidade se mantiver. Esqueça EV/EBITDA: não se aplica a banco.
  3. Cheque a qualidade da carteira de crédito: inadimplência (NPL) e provisões dizem se o lucro de hoje sobrevive à próxima recessão.
  4. Olhe a eficiência: o índice de eficiência (custos ÷ receitas) mostra quem opera enxuto — quanto menor, melhor. É onde a briga com as fintechs aparece primeiro.
  5. Feche com payout e consistência: lucro recorrente + capital folgado (Basileia) = dividendo previsível. Só então compare com os pares (BBDC4, BBAS3, SANB11) — no SEU plano, com o SEU prazo.

Você já tem ITUB4 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar ITUB4 direto, cheque se você JÁ tem Itaú sem saber — bancos são um dos maiores pesos do Ibovespa.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

ITUB4 está entre os maiores pesos do índice — quem tem ETF de Ibovespa já carrega Itaú.

🧺 ETFs de dividendos (ex.: DIVO11)

Índices de dividendos quase sempre incluem os bancões — pagadores regulares como o Itaú são presença constante.

🧺 Fundos de ações e previdência

A maioria dos fundos de ações Brasil carrega Itaú perto do peso do índice. Consulte a carteira do seu fundo.

💡 Comprar ITUB4 tendo ETF de Ibovespa não é errado — mas é DOBRAR a exposição. Decida o peso total em bancos, não o peso de cada compra.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (proventos por ação estimados (12m): R$ 2,85/ação · preço de referência R$ 42,80 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000233R$ 664R$ 55
R$ 50.0001.168R$ 3.329R$ 277
R$ 100.0002.336R$ 6.658R$ 555

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-06-25, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte.
  • Atenção no Itaú: bancos pagam MUITO em JCP. Parte relevante do que você recebe já chega com os 15% descontados — o provento líquido real é menor que o bruto anunciado.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Itaú Unibanco Holding S.A. (CNPJ 60.872.504/0001-23), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre ITUB3 e ITUB4?

ITUB3 são ações ordinárias (ON), com direito a voto. ITUB4 são preferenciais (PN): sem voto, mas com prioridade no recebimento de proventos e, em geral, mais líquidas. A maioria dos investidores pessoa física negocia ITUB4.

O Itaú paga bons dividendos?

O Itaú é conhecido como um pagador consistente, distribuindo dividendos (isentos de IR para pessoa física) e JCP, muitas vezes em pagamentos mensais com complementos maiores ao longo do ano. Por ser um banco com lucro estável, os proventos tendem a ser mais previsíveis que os de uma empresa cíclica — mas ainda variam com o resultado e o payout, e não são garantidos.

Por que ROE é tão importante para um banco?

Porque ROE mede quanto lucro o banco gera sobre o capital dos sócios — é o melhor termômetro de eficiência de um banco. Um ROE alto e consistente, como o do Itaú (em torno de 20%), mostra que o banco usa bem o dinheiro dos acionistas. Para bancos, ROE e P/VP dizem mais do que o P/L.

O que acontece com o Itaú quando a economia vai mal?

Em recessão ou com juros muito altos, mais clientes deixam de pagar — a inadimplência sobe e o banco precisa separar mais dinheiro para cobrir calotes (provisões), o que reduz o lucro. Por isso o resultado de um banco acompanha o ciclo da economia brasileira. Bancos grandes e bem capitalizados, porém, costumam atravessar crises com menos sustos.

Os bancos digitais (como o Nubank) ameaçam o Itaú?

Eles aumentam a competição, principalmente por tarifas e por clientes do varejo, e pressionam as margens. Por isso o Itaú investe pesado em tecnologia. Por outro lado, o Itaú tem escala, marca e uma base enorme de clientes que dão vantagens difíceis de copiar. É uma disputa real, não uma sentença.

Dividendos e JCP do Itaú pagam imposto?

Dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física no Brasil. Já os Juros sobre Capital Próprio (JCP) têm retenção de 15% na fonte. O Itaú usa bastante o JCP, então parte do que você recebe pode vir já com esse imposto descontado.

ITUB4 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. O Itaú combina rentabilidade alta e consistente com dividendos regulares, mas tem riscos como inadimplência em crises e a competição dos bancos digitais. O essencial é entender o que você está comprando e como ele se encaixa no seu plano e na sua diversificação.

Itaú ou Banco do Brasil?

São teses diferentes: o Itaú é um banco privado de altíssima rentabilidade que costuma negociar com ágio (P/VP mais alto); o Banco do Brasil é estatal, geralmente mais barato e com dividend yield alto, mas carrega risco de interferência política. Não é recomendação — é entender o perfil e o risco de cada um.

Empresas parecidas

Banco do Brasil (BBAS3)Bradesco (BBDC4)Santander Brasil (SANB11) · em breve

Notícias e fatos relevantes

Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.

💡 Regra da casa: notícia contextualiza — quem decide é o seu método e o seu plano.

Converse com quem também estuda

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Aprenda e coloque em prática

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Do estudo à prática

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Conteúdo educacional — não é recomendação de investimento.

Fontes e transparência

Conteúdo educacional produzido pelo Meta de Rico — rascunho assistido por IA, revisado por humano antes de publicar. Atualizado em 2026-06-25.

Conteúdo educacional do Meta de Rico — não é recomendação de investimento. Indicadores e gráficos são aproximados; confirme os números atuais nas fontes oficiais. Faça sua própria análise e considere seu perfil.