META DE RICO
Vale a pena estudar a Banco do Brasil?
Pouco atrativa

Empresa barata, pouco lucrativa — principal risco: risco político e de controle estatal.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia com desconto de 56% ante o valor justo estimado (Graham)
  • paga poucos dividendos: yield de 2,76%
Dividendos
A cada R$ 10.000 investidos, o pago nos últimos 12 meses equivale a ≈ R$ 276.
14
Score Meta de Rico
Top 100%Entre as pior avaliadas13ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Risco político e de controle estatal

por ser controlado pela União, decisões de gestão, crédito subsidiado e política de dividendos podem sofrer influência do governo, nem sempre alinhada ao interesse do acionista minoritário.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

O Banco do Brasil é o banco estatal mais antigo do país. Historicamente negocia com P/L e P/VP menores que os privados — o desconto do controle estatal. Dividendos historicamente altos, mas presos ao ciclo de crédito e à política.

Resumo em 2 minutos

O Banco do Brasil é uma instituição financeira: ele recebe dinheiro de quem quer guardar ou aplicar (depósitos, poupança, CDB) e empresta esse dinheiro para pessoas, empresas, produtores rurais e até para o próprio governo. Por ser um banco "universal", ele faz quase tudo que se espera de um banco grande: conta corrente, cartão de crédito, financiamento de carro e casa, crédito para empresas, seguros, previdência, consórcio e investimentos. Um traço que diferencia o BB dos concorrentes privados é o peso do crédito ao agronegócio: ele é, historicamente, o maior financiador do campo no país, em boa parte ligado ao crédito rural subsidiado pelo governo. O controlador é a União (governo federal), que detém a maioria das ações, mas o banco tem ações negociadas na Bolsa e milhares de acionistas minoritários. Como todo banco, o BB ganha principalmente de duas formas. A primeira é a "margem financeira": ele capta dinheiro pagando um juro menor (a quem deposita ou aplica) e empresta cobrando um juro maior — a diferença entre os dois é o lucro bruto da operação de crédito. A segunda fonte são as "tarifas e serviços" e o resultado de coligadas: taxas de conta, cartão, e principalmente a venda de seguros, previdência e capitalização (em grande parte via a BB Seguridade, empresa coligada listada separadamente), além de administração de fundos e consórcios. Quando os juros do país (Selic) estão altos, a margem dos bancos tende a se beneficiar; em compensação, juros altos e economia fraca podem aumentar a inadimplência — clientes que não pagam — o que obriga o banco a separar dinheiro para cobrir perdas (a chamada provisão), reduzindo o lucro.

Resumo completo

Banco do Brasil (BBAS3) é um dos maiores bancos do país e uma empresa de economia mista: o governo federal (União) é o controlador, com cerca de metade das ações, e o restante é negociado na Bolsa. Ganha dinheiro como todo banco — emprestando mais caro do que capta (margem financeira) — e tem como marca registrada a liderança no crédito ao agronegócio, além de fortes receitas de seguros e serviços. É muito associado a dividendos, por distribuir historicamente boa parte do lucro, com yield alto frente a pares privados (aprox., variável). Seus principais riscos são o controle estatal (influência política), a exposição à inadimplência do campo, a sensibilidade ao ciclo econômico e à Selic, e a concorrência das fintechs. Só tem ação ordinária (BBAS3, com voto). Os números aqui são aproximados e datados; este conteúdo é educacional e não é recomendação de investimento.

Principais riscos
  • Risco político e de controle estatal: por ser controlado pela União, decisões de gestão, crédito subsidiado e política de dividendos podem sofrer influência do governo, nem sempre alinhada ao interesse do acionista minoritário.
  • Exposição ao agronegócio e à inadimplência: a forte concentração em crédito rural significa que quebras de safra, queda de preços de commodities ou eventos climáticos podem elevar os calotes e pressionar o lucro.
  • Sensibilidade ao ciclo econômico e à Selic: recessão, desemprego e juros altos tendem a aumentar a inadimplência; mudanças na taxa básica afetam a margem do banco em ambas as direções.
  • Concorrência crescente: bancos digitais, fintechs e o avanço do Pix e do open finance pressionam tarifas e podem corroer receitas tradicionais ao longo do tempo.
  • Risco regulatório e de capital: como toda instituição financeira, está sujeito a regras rígidas do Banco Central sobre capital, provisões e crédito, que podem mudar e afetar a operação.
Principais oportunidades
  • Escala e história: é um dos maiores bancos do país em ativos, com presença nacional, base enorme de clientes e mais de dois séculos de operação, o que dá previsibilidade e relevância sistêmica.
  • Liderança no agronegócio: posição de destaque no crédito rural, um setor estratégico e relevante da economia brasileira, com vantagem competitiva difícil de replicar.
  • Histórico de bons dividendos: por costume, distribui parte relevante do lucro aos acionistas, sendo conhecido entre investidores que buscam renda passiva (dividend yield historicamente alto frente a pares privados).
  • Captação barata e estável: a marca, a capilaridade e a relação com o setor público ajudam a captar recursos a custo competitivo.
  • Diversificação de receita: além do crédito, tem braços fortes em seguros, previdência e gestão de recursos, que geram receita mais estável e menos sensível à inadimplência.
Bancos · B3BancoEstatal

Banco do Brasil BBAS3 · Ação ordinária (ON) de empresa de economia mista (estatal de capital aberto)

Um dos maiores bancos do Brasil em ativos, controlado pela União, com mais de 200 anos de história e forte presença no agronegócio.

R$ 20,75▲ 1,22%
Volume: 6,9 mi
P/L
7,29
P/VP
0,60
DY (12m)
n/c
ROE
8,20%
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento. Nada aqui sugere comprar, vender ou manter BBAS3. Os números (lucro, dividendos, segmentos, indicadores) são aproximados e datados (referência jun/2026), servem só para ilustrar a ordem de grandeza e mudam a cada balanço — confirme sempre os dados atuais nos informes oficiais do Banco do Brasil e da B3 antes de qualquer decisão. Investimentos em ações envolvem risco de perda. Decisões são sempre suas, idealmente com apoio de um profissional habilitado.
14/100
Score Meta de Rico
Frágil
Está cara?
Barata
teto R$ 45,42 · preço R$ 19,98
Paga dividendo?
Paga pouco
DY 2,76% (12m)
É arriscada?
Perfil
Financeira
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 20,75
▲ 1,22% no dia
Valor de mercado
R$ 117,2 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

Banco do Brasil (BBAS3) é um dos maiores bancos do país e uma empresa de economia mista: o governo federal (União) é o controlador, com cerca de metade das ações, e o restante é negociado na Bolsa. Ganha dinheiro como todo banco — emprestando mais caro do que capta (margem financeira) — e tem como marca registrada a liderança no crédito ao agronegócio, além de fortes receitas de seguros e serviços. É muito associado a dividendos, por distribuir historicamente boa parte do lucro, com yield alto frente a pares privados (aprox., variável). Seus principais riscos são o controle estatal (influência política), a exposição à inadimplência do campo, a sensibilidade ao ciclo econômico e à Selic, e a concorrência das fintechs. Só tem ação ordinária (BBAS3, com voto). Os números aqui são aproximados e datados; este conteúdo é educacional e não é recomendação de investimento.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Num banco estatal como o BB, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

De onde vem o lucroCrédito: o banco capta barato e empresta mais caro — a margem financeira. O BB é o maior financiador do agronegócio do país; tarifas e seguros (via BB Seguridade) completam a conta. O ciclo de crédito comanda tudo.
Quem controlaA União tem ~50% das ações e indica o comando. É o risco nº 1, igual Petrobras: direcionamento de crédito e decisões políticas podem vir antes do interesse do minoritário.
Como ler um bancoEsqueça EV/EBITDA e dívida líquida — banco se lê por ROE (quanto rende o patrimônio) e P/VP (quanto você paga por ele), sempre em par. Referência hoje: ROE ~8% e P/VP ~0,60 — os dois deprimidos pelo ciclo.
O desconto estatalHistoricamente o BB negocia a P/L ~4–5 contra ~8–9 dos privados. Em 2026 o P/L subiu (~7) não porque a ação subiu, mas porque o LUCRO caiu. A pergunta certa: está barato ou o desconto é permanente?
InadimplênciaÉ o calote dentro da carteira de crédito. Com o agro concentrado, safra ruim vira provisão — e provisão come lucro: foi o que derrubou o ROE no ciclo 2025–26. Sobreviver ao ciclo importa mais que o ano bom.

O que a Banco do Brasil faz

O Banco do Brasil é uma instituição financeira: ele recebe dinheiro de quem quer guardar ou aplicar (depósitos, poupança, CDB) e empresta esse dinheiro para pessoas, empresas, produtores rurais e até para o próprio governo. Por ser um banco "universal", ele faz quase tudo que se espera de um banco grande: conta corrente, cartão de crédito, financiamento de carro e casa, crédito para empresas, seguros, previdência, consórcio e investimentos. Um traço que diferencia o BB dos concorrentes privados é o peso do crédito ao agronegócio: ele é, historicamente, o maior financiador do campo no país, em boa parte ligado ao crédito rural subsidiado pelo governo. O controlador é a União (governo federal), que detém a maioria das ações, mas o banco tem ações negociadas na Bolsa e milhares de acionistas minoritários.

Como ela ganha dinheiro

Como todo banco, o BB ganha principalmente de duas formas. A primeira é a "margem financeira": ele capta dinheiro pagando um juro menor (a quem deposita ou aplica) e empresta cobrando um juro maior — a diferença entre os dois é o lucro bruto da operação de crédito. A segunda fonte são as "tarifas e serviços" e o resultado de coligadas: taxas de conta, cartão, e principalmente a venda de seguros, previdência e capitalização (em grande parte via a BB Seguridade, empresa coligada listada separadamente), além de administração de fundos e consórcios. Quando os juros do país (Selic) estão altos, a margem dos bancos tende a se beneficiar; em compensação, juros altos e economia fraca podem aumentar a inadimplência — clientes que não pagam — o que obriga o banco a separar dinheiro para cobrir perdas (a chamada provisão), reduzindo o lucro.

45%
30%
15%
10%
Crédito a pessoas e empresas — Empréstimos, financiamentos, cartão e crédito a pessoas físicas, micro, pequenas e grandes empresas — o coração da margem financeira.
Agronegócio — Crédito rural e ao agronegócio, área de liderança histórica do banco, em parte ligada a programas do governo.
Seguros, previdência e capitalização — Receita de serviços e do braço de seguridade (em boa parte via a coligada BB Seguridade), mais estável e menos sensível a calotes.
Tarifas, fundos e demais serviços — Taxas de conta e cartão, administração de fundos, consórcios e outros serviços bancários.

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos variam ano a ano. Veja a variação — e por que dividendo nunca é renda fixa garantida.

Dividendos pagos (R$ bi)

4.2
2018
9
2019
4.2
2020
6.5
2021
11.8
2022
13
2023
14.8
2024
6.7
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Selic

Juros altos engordam a margem financeira, mas sufocam o tomador de crédito — o efeito líquido depende do ponto do ciclo. Selic alta também compete com o dividendo: com CDI alto, o yield do banco fica menos atraente.

📈 Ciclo de crédito e inadimplência

O motor nº 1 do resultado. Economia fraca e safra ruim viram calote, e calote vira provisão. No BB, o agro concentrado amplifica: foi o ciclo do campo que derrubou o lucro em 2025–26.

📈 Política e controle estatal

A União indica o comando. Ciclos políticos podem acelerar crédito direcionado, mudar o payout e trocar a gestão — o mercado precifica esse risco como desconto quase permanente.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Escala e história: é um dos maiores bancos do país em ativos, com presença nacional, base enorme de clientes e mais de dois séculos de operação, o que dá previsibilidade e relevância sistêmica.
  • Liderança no agronegócio: posição de destaque no crédito rural, um setor estratégico e relevante da economia brasileira, com vantagem competitiva difícil de replicar.
  • Histórico de bons dividendos: por costume, distribui parte relevante do lucro aos acionistas, sendo conhecido entre investidores que buscam renda passiva (dividend yield historicamente alto frente a pares privados).
  • Captação barata e estável: a marca, a capilaridade e a relação com o setor público ajudam a captar recursos a custo competitivo.
  • Diversificação de receita: além do crédito, tem braços fortes em seguros, previdência e gestão de recursos, que geram receita mais estável e menos sensível à inadimplência.

🔴 Riscos

  • Risco político e de controle estatal: por ser controlado pela União, decisões de gestão, crédito subsidiado e política de dividendos podem sofrer influência do governo, nem sempre alinhada ao interesse do acionista minoritário.
  • Exposição ao agronegócio e à inadimplência: a forte concentração em crédito rural significa que quebras de safra, queda de preços de commodities ou eventos climáticos podem elevar os calotes e pressionar o lucro.
  • Sensibilidade ao ciclo econômico e à Selic: recessão, desemprego e juros altos tendem a aumentar a inadimplência; mudanças na taxa básica afetam a margem do banco em ambas as direções.
  • Concorrência crescente: bancos digitais, fintechs e o avanço do Pix e do open finance pressionam tarifas e podem corroer receitas tradicionais ao longo do tempo.
  • Risco regulatório e de capital: como toda instituição financeira, está sujeito a regras rígidas do Banco Central sobre capital, provisões e crédito, que podem mudar e afetar a operação.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Banco do Brasil.

P/L (Preço sobre Lucro)
Compara o preço da ação com o lucro que a empresa gera por ação. Mostra, de forma simplificada, quantos anos de lucro você estaria pagando ao comprar a ação.
📐 Um P/L baixo pode indicar ação barata ou mercado desconfiado do futuro; um P/L alto pode indicar otimismo ou ação cara. Não existe número "certo" isolado — compara-se com o histórico e com os concorrentes.
Na Banco do Brasil: Bancos estatais como o BB costumam negociar a um P/L mais baixo que os privados, em parte por causa do risco político percebido pelo mercado (aprox., varia com o preço).
P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial)
Compara o preço da ação com o patrimônio líquido por ação (o que sobraria, no papel, se a empresa pagasse tudo que deve). É muito usado para bancos.
📐 P/VP abaixo de 1 significa que o mercado paga menos do que o patrimônio contábil; acima de 1, paga um prêmio. Para bancos, é um termômetro de confiança na rentabilidade futura.
Na Banco do Brasil: O BB historicamente negocia a um P/VP mais modesto que Itaú ou Bradesco, refletindo o desconto que o mercado costuma aplicar a estatais (aprox., variável).
ROE (Retorno sobre o Patrimônio)
Mede quanto de lucro a empresa gera para cada real de patrimônio dos acionistas. É o indicador-rei para avaliar a eficiência de um banco.
📐 Quanto maior, mais rentável o banco é com o capital dos donos. Um ROE consistentemente alto costuma ser sinal de operação eficiente; muito baixo acende alerta.
Na Banco do Brasil: O BB apresentou ROE elevado até 2024, em patamar competitivo frente aos privados; no ciclo de inadimplência do agro (2025–26), o ROE caiu com força — prova de que rentabilidade de banco também é cíclica (aprox., varia a cada balanço).
Índice de inadimplência
Mostra a fatia da carteira de crédito que está atrasada (em geral acima de 90 dias). É o calote dentro do que o banco emprestou.
📐 Inadimplência subindo obriga o banco a provisionar mais e reduz o lucro; estável ou caindo é sinal de carteira saudável. Sobe em recessão e com juros altos.
Na Banco do Brasil: Pela forte exposição ao agronegócio, a inadimplência do BB é sensível a safras e preços de commodities — como no ciclo de 2025–26, quando o calote do campo pressionou o lucro (qualitativo).
Índice de Basileia
Mede se o banco tem capital próprio suficiente para suportar os riscos que assume. É uma exigência do Banco Central para garantir solidez.
📐 Quanto mais acima do mínimo regulatório, mais "colchão" o banco tem para absorver perdas e crescer. Abaixo do mínimo é problema sério.
Na Banco do Brasil: O BB opera com Basileia confortavelmente acima do mínimo exigido, sinal de solidez de capital (qualitativo, varia por trimestre).
Dividend Yield
Mostra quanto a empresa pagou de dividendos no último período em relação ao preço da ação — ou seja, o "aluguel" que a ação te paga. ver no glossário →
📐 Yield alto agrada quem busca renda, mas um número muito alto pode refletir queda no preço da ação, não necessariamente generosidade. Olhe a sustentabilidade do pagamento.
Na Banco do Brasil: O BB é conhecido entre investidores de dividendos por um yield historicamente alto frente aos pares privados, ligado ao costume de distribuir boa parte do lucro (aprox., variável).

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
6,4%
baixo
2018: 13,2% · 2019: 14,9% · 2020: 9,3% · 2021: 12,6% · 2022: 16,9% · 2023: 17,2% · 2024: 14,3% · 2025: 7,1%
empresa6,4%
setor12,9%
mercado17,2%
ROA
0,5%
2018: 1,0% · 2019: 1,1% · 2020: 0,7% · 2021: 1,0% · 2022: 1,4% · 2023: 1,4% · 2024: 1,1% · 2025: 0,6%
empresa0,5%
setor1,0%
mercado4,9%
ROIC
n/c
Giro do ativo
n/c
Eficiência
Margem bruta
n/c
2018: 31,7% · 2019: 27,5% · 2020: 56,2% · 2021: 47,4% · 2022: 31,4% · 2023: 33,4% · 2024: 38,2% · 2025: 31,6%
Margem EBIT
n/c
2018: 17,0% · 2019: 9,0% · 2020: 11,7% · 2021: 19,0% · 2022: 16,2% · 2023: 15,5% · 2024: 10,1% · 2025: 1,8%
Margem líquida
3,9%
2018: 11,5% · 2019: 13,3% · 2020: 12,0% · 2021: 14,6% · 2022: 11,7% · 2023: 11,2% · 2024: 9,6% · 2025: 4,3%
empresa3,9%
setor8,1%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 326,2 bi
2018: R$ 120,3 bi · 2019: R$ 123,1 bi · 2020: R$ 98,7 bi · 2021: R$ 125,9 bi · 2022: R$ 236,5 bi · 2023: R$ 265,4 bi · 2024: R$ 273,5 bi · 2025: R$ 319,5 bi
Lucro
R$ 12,7 bi
2018: R$ 13,8 bi · 2019: R$ 16,4 bi · 2020: R$ 11,9 bi · 2021: R$ 18,3 bi · 2022: R$ 27,6 bi · 2023: R$ 29,9 bi · 2024: R$ 26,4 bi · 2025: R$ 13,7 bi
Patrimônio líq.
R$ 196,9 bi
2018: R$ 104,5 bi · 2019: R$ 110,0 bi · 2020: R$ 127,9 bi · 2021: R$ 146,1 bi · 2022: R$ 163,1 bi · 2023: R$ 173,6 bi · 2024: R$ 184,2 bi · 2025: R$ 193,6 bi
Ativo total
R$ 2610,2 bi
2018: R$ 1396,5 bi · 2019: R$ 1452,3 bi · 2020: R$ 1693,8 bi · 2021: R$ 1899,3 bi · 2022: R$ 2007,7 bi · 2023: R$ 2153,9 bi · 2024: R$ 2398,7 bi · 2025: R$ 2455,1 bi
Valuation
P/L
7,29
P/VP
0,60
P/Receita
0,36
P/EBIT
18,45
P/Ativo
0,04
EV/EBIT
n/c
P/Cap. giro
2,12
P/Ativo circ. líq.
-0,05
VPA
R$ 34,58
LPA
R$ 2,85
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
7,5%
Passivos/Ativos
92,5%
Liquidez corrente
n/c
Crescimento
CAGR Receita 5a
n/c
CAGR Lucro 5a
2,9%
Proventos
Payout
48,8%
Dividend Yield
2,8%

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Banco do Brasil se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
BBAS3 Banco do Brasil7,1%4,3%2,8%14/100
ITUB4 Itaú Unibanco20,9%11,6%8,0%88/100
BBDC4 Banco Bradesco13,2%8,8%8,5%50/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Banco do Brasil

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · Não atendeGraham · AtendeFórmula Mágica · Não se aplicaQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · Não se aplicaAltman Z-Score · Não se aplicaPEG (estilo Peter Lynch) · Não se aplica

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 9,17.

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Dividendo 12 meses por açãoR$ 0,55
DY-alvo do modelo6,00%
Preço-teto (dividendo ÷ 0,06)R$ 9,17
Preço atualR$ 20,75

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Numa estatal, o dividendo é, em parte, decisão política — pode mudar de um ano para o outro por motivos que nada têm a ver com o negócio.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Bazin, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço atual está acima do teto de R$ 9,17.

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 47,06).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 2,85
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 34,58
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 47,06
Preço atualR$ 20,75
P/L (referência ≤ 15)7,29

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa ATENDE aos critérios — o preço está abaixo do Número de Graham (R$ 47,06).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

O modelo Fórmula Mágica NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras a conta de capital investido e EBIT não se encaixa no modelo.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente).

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

O modelo Fórmula Mágica NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras a conta de capital investido e EBIT não se encaixa no modelo.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)6,43%
Margem líquida3,88%
Dívida líquida / EBITDA

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável. Numa estatal, a alocação de capital pode seguir interesse político, não o retorno do acionista — atrito direto com a tese de qualidade.

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

O modelo Piotroski F-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras os 9 sinais, pensados para empresas operacionais, perdem o sentido.

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

O modelo Piotroski F-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — em bancos e seguradoras os 9 sinais, pensados para empresas operacionais, perdem o sentido.

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

O modelo Altman Z-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — não se aplica a bancos, seguradoras e financeiras — a estrutura de balanço é outra.

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe. Numa estatal, o "risco de quebrar" também depende de fatores que não estão no balanço — como o respaldo (ou não) do governo controlador.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

O modelo Altman Z-Score NÃO SE APLICA a esta empresa — não se aplica a bancos, seguradoras e financeiras — a estrutura de balanço é outra.

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

O modelo PEG (estilo Lynch) NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não teve crescimento de lucro consistente no período.

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L7,29
Crescimento do lucro (g)
PEG (P/L ÷ g)não calculável sem uma taxa de crescimento positiva

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido).

Controle estatal: as decisões podem priorizar a política sobre o acionista (preços, investimentos e dividendos) — historicamente o risco número um deste tipo de empresa.

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

O modelo PEG (estilo Lynch) NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não teve crescimento de lucro consistente no período.

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE do Banco do Brasil se lê como a de todo banco — margem financeira e serviços em cima, provisão para calote no meio — mas com um tempero próprio: o peso do agronegócio, que faz a linha de provisões contar a história do campo.

LinhaReferênciaO que significa
Margem financeira~R$ 100 bi (2024)O ganho de captar barato (depósitos, poupança) e emprestar mais caro — no BB, com destaque para o crédito rural, do qual é o maior financiador do país.
Receita de serviços~R$ 35 biTarifas de conta e cartão, administração de fundos, consórcios — mais o resultado de seguros e previdência que chega via a coligada BB Seguridade.
PDD (provisão para calote)~R$ 35 biDinheiro separado para cobrir clientes que não pagam. No BB, safra ruim vira calote no agro, e calote vira provisão — foi essa linha que pressionou o resultado no ciclo 2025–26.
Despesas administrativas~R$ 60 biPessoal e estrutura de um banco com presença nacional e mais de 200 anos — a capilaridade que sustenta a captação barata também custa caro para manter.
Lucro líquido~R$ 38 bi (2024)O que sobrou em um ano ainda forte — antes de o ciclo de inadimplência do agro morder o resultado nos anos seguintes. Lucro de banco é refém do ciclo de crédito.
💡 DRE de banco não tem EBITDA: a "receita" é margem financeira + serviços, e quem manda no lucro é a PDD. No BB, essa linha tem endereço — o agronegócio: a mesma concentração que gera a vantagem competitiva é a que transforma uma safra ruim em lucro menor. Leia o lucro sempre junto da provisão e do ciclo de crédito.

Aproximações de 2024 para fins didáticos (fonte: demonstrações da empresa/RI). A DRE completa e auditada está no RI.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 14 bi, recuando 48% frente ao exercício anterior — abaixo da média dos últimos 5 exercícios (41%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (7,1%) veio abaixo da média dos últimos 8 exercícios (13,2%). Vale entender o que mudou no lucro ou no patrimônio antes de comparar com outros anos. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

14'1816'1912'2018'2128'2230'2326'2414'2513%15%9%13%17%17%14%7%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

120'18123'1999'20126'21237'22265'23274'24319'2511%13%12%15%12%11%10%4%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 2610,2 bi
Patrimônio líquido
R$ 196,9 bi
Passivo total
R$ 2413,3 bi
Caixa e equivalentes
R$ 61,7 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
n/c
Margem EBIT
n/c
Liquidez corrente
n/c
Giro do ativo
n/c
Passivos/Ativos
92,5%
Payout
48,8%
CAGR Receita 5a
n/c
CAGR Lucro 5a
2,9%
P/EBIT
18,45
P/Receita
0,36
P/Ativo
0,04
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 123,1 bi · 2020: R$ 98,7 bi · 2021: R$ 125,9 bi · 2022: R$ 236,5 bi · 2023: R$ 265,4 bi · 2024: R$ 273,5 bi · 2025: R$ 319,5 biR$ 123,1 biR$ 98,7 biR$ 125,9 biR$ 236,5 biR$ 265,4 biR$ 273,5 biR$ 319,5 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 16,4 bi · 2020: R$ 11,9 bi · 2021: R$ 18,3 bi · 2022: R$ 27,6 bi · 2023: R$ 29,9 bi · 2024: R$ 26,4 bi · 2025: R$ 13,7 biR$ 16,4 biR$ 11,9 biR$ 18,3 biR$ 27,6 biR$ 29,9 biR$ 26,4 biR$ 13,7 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 27,5% · 2020: 56,2% · 2021: 47,4% · 2022: 31,4% · 2023: 33,4% · 2024: 38,2% · 2025: 31,6%27,5%56,2%47,4%31,4%33,4%38,2%31,6%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 9,0% · 2020: 11,7% · 2021: 19,0% · 2022: 16,2% · 2023: 15,5% · 2024: 10,1% · 2025: 1,8%9,0%11,7%19,0%16,2%15,5%10,1%1,8%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 13,3% · 2020: 12,0% · 2021: 14,6% · 2022: 11,7% · 2023: 11,2% · 2024: 9,6% · 2025: 4,3%13,3%12,0%14,6%11,7%11,2%9,6%4,3%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 14,9% · 2020: 9,3% · 2021: 12,6% · 2022: 16,9% · 2023: 17,2% · 2024: 14,3% · 2025: 7,1%14,9%9,3%12,6%16,9%17,2%14,3%7,1%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 1,1% · 2020: 0,7% · 2021: 1,0% · 2022: 1,4% · 2023: 1,4% · 2024: 1,1% · 2025: 0,6%1,1%0,7%1,0%1,4%1,4%1,1%0,6%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 110,0 bi · 2020: R$ 127,9 bi · 2021: R$ 146,1 bi · 2022: R$ 163,1 bi · 2023: R$ 173,6 bi · 2024: R$ 184,2 bi · 2025: R$ 193,6 biR$ 110,0 biR$ 127,9 biR$ 146,1 biR$ 163,1 biR$ 173,6 biR$ 184,2 biR$ 193,6 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 1452,3 bi · 2020: R$ 1693,8 bi · 2021: R$ 1899,3 bi · 2022: R$ 2007,7 bi · 2023: R$ 2153,9 bi · 2024: R$ 2398,7 bi · 2025: R$ 2455,1 biR$ 1452,3 biR$ 1693,8 biR$ 1899,3 biR$ 2007,7 biR$ 2153,9 biR$ 2398,7 biR$ 2455,1 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

No balanço de um banco, esqueça a lógica de uma empresa comum: aqui o crédito que o banco concede aparece como "ativo" (é dinheiro a receber) e os depósitos dos clientes aparecem como "passivo" (é dinheiro que o banco deve devolver). Três coisas merecem atenção. Primeiro, a carteira de crédito: o tamanho e a composição (quanto é agro, pessoa física, empresa) mostram onde está o risco e o motor de receita. Segundo, as provisões para devedores duvidosos: é o dinheiro separado para cobrir calotes — provisão subindo rápido é sinal de inadimplência piorando. Terceiro, o patrimônio líquido e o índice de Basileia, que dizem se o banco tem capital suficiente para sustentar tudo isso com segurança. Leia esses itens em conjunto, e sempre comparando com trimestres anteriores e com concorrentes.

💵 No fluxo de caixa

Para um banco, o conceito mais útil não é o "fluxo de caixa" tradicional de uma indústria, e sim a margem financeira e o resultado recorrente. A margem financeira é o quanto o banco ganha entre o que recebe de juros dos empréstimos e o que paga de juros a quem lhe empresta dinheiro (depositantes e investidores). Dela você subtrai as provisões (perdas com calotes) e soma as receitas de serviços e seguros, chegando ao lucro. Ao analisar, olhe se a margem está crescendo, se as provisões estão controladas e se o lucro vem de operação recorrente (crédito e serviços) ou de eventos pontuais. Um lucro "gordo" inflado por algo não repetível vale menos que um lucro menor, porém recorrente e previsível.

Dividendos

O Banco do Brasil é uma das ações mais lembradas por quem investe pensando em dividendos. Por costume, ele distribui uma fatia relevante do lucro aos acionistas ao longo do ano — em parcelas que misturam dividendos e juros sobre capital próprio. O percentual do lucro repassado (o "payout") e o valor por ação variam a cada exercício, conforme o resultado do banco e as decisões do conselho, que sofre influência do governo como controlador. Por isso, o dividend yield (o quanto isso representa frente ao preço da ação) tende a ser alto em comparação com Itaú e Bradesco, mas não é fixo nem garantido: depende do lucro do ano e da política de distribuição. Entenda como uma característica histórica, não como promessa de pagamento futuro.

Crescimento

O crescimento de um banco grande e maduro como o BB não vem de "dobrar de tamanho", e sim de expandir a carteira de crédito com qualidade, ganhar receita com serviços (seguros, previdência, cartões) e manter a inadimplência sob controle. Entre 2021 e 2024, o banco registrou lucros crescentes, ajudado por uma carteira de crédito robusta, pelo agronegócio e por um patamar de juros que favoreceu a margem; no ciclo 2025–26, a inadimplência do campo mostrou o outro lado — economia fraca, safra ruim ou juros desfavoráveis freiam o avanço. Para um investidor, a leitura é mais de estabilidade e geração de caixa recorrente do que de expansão acelerada — pense em maturidade, não em uma "empresa de tecnologia que cresce 50% ao ano".

Participação de mercado

O capital do Banco do Brasil é dividido entre o controlador e o mercado. A União (governo federal) detém em torno da metade das ações (aprox.), o que lhe garante o controle e a indicação da gestão. O restante está pulverizado entre investidores na Bolsa — fundos, estrangeiros e milhares de pessoas físicas — já que o BB integra o Novo Mercado e tem apenas ações ordinárias (BBAS3), todas com direito a voto. Essa estrutura explica dois pontos centrais: o banco responde a interesses públicos além dos de mercado, e o acionista minoritário convive com decisões em que o governo tem a palavra final. Os percentuais exatos mudam ao longo do tempo e são divulgados nos informes do banco.

Quem controla a empresa

ControladorGoverno federal (União) — ~50% das ações.
Free float≈ 50% do capital em circulação no mercado (free float), com a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) entre os acionistas relevantes.
  • Histórico de uso político em governos passados: crédito subsidiado e expansão de carteira por diretriz de governo já pressionaram o resultado — o risco não é teórico.
  • Diferente da Petrobras, o BB está no Novo Mercado: 100% ações ordinárias (todas com voto) e regras de governança mais duras — o que mitiga, mas não elimina, o poder do controlador.
  • Na prática, União + Previ formam o bloco que define a gestão; o minoritário é sócio dos lucros e convive com decisões em que o governo tem a palavra final.

Linha do tempo

nível: raio-x
1808
Fundação do Banco do Brasil por D. João VI — é uma das instituições financeiras mais antigas do país.
1906
Ações do banco passam a ser negociadas na Bolsa de Valores.
1986
Fim da "conta movimento" — o BB deixa de ser caixa do Tesouro e passa a operar mais como banco comercial.
2000
Transformação em banco múltiplo e modernização da estrutura corporativa.
2006
Adesão ao Novo Mercado da Bolsa, segmento de governança com somente ações ordinárias.
2013
Abertura de capital da BB Seguridade, o braço de seguros do banco, na Bolsa.

Concorrentes

nível: raio-x
Itaú Unibanco (ITUB4) — Maior banco privado do país; referência de rentabilidade e eficiência, costuma negociar com prêmio frente ao BB.
Bradesco (BBDC4) — Grande banco privado, forte em seguros; concorrente direto em crédito e serviços.
Santander Brasil (SANB11) — Braço brasileiro do grupo espanhol; concorre em varejo, crédito e agronegócio.
Caixa Econômica Federal — Outro banco público, líder em habitação e benefícios sociais; não tem ações na Bolsa, mas disputa o mesmo mercado.
EmpresaControleTipo de açãoTraço marcantePerfil de dividendos
Banco do Brasil (BBAS3)Estatal (União)Só ordinária (ON)Líder no agronegócioYield historicamente alto (aprox.)
Itaú (ITUB4)PrivadoON e PNMaior banco privado, alta eficiênciaConsistente, yield mais moderado
Bradesco (BBDC4)PrivadoON e PNForte em segurosConsistente, yield moderado
Santander (SANB11)Privado (grupo espanhol)Unit (ON+PN)Varejo e agroVariável

Como avaliar um banco estatal (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Comece como num bancão privado: ROE (rentabilidade), P/VP (preço sobre patrimônio), inadimplência e índice de Basileia — banco não se avalia por EV/EBITDA nem por dívida líquida.
  2. Compare o ROE com os privados (Itaú, Bradesco, Santander): se o BB rende menos por real de patrimônio, parte do "desconto" no preço é merecida.
  3. Precifique o desconto político: estatal negocia abaixo dos pares de forma quase permanente — entenda o porquê antes de concluir que está "barata".
  4. Cheque o direcionamento de crédito no ciclo político: carteira crescendo por diretriz de governo costuma virar inadimplência anos depois.
  5. Só então olhe o dividendo: payout e JCP dependem do lucro e do controlador — o histórico generoso de estatal não é contrato de renda futura.

Você já tem BBAS3 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar BBAS3 direto, cheque se você JÁ tem Banco do Brasil sem saber — ele é um dos maiores pesos do Ibovespa e presença constante nos índices de dividendos.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

BBAS3 está entre os maiores pesos do índice — quem tem ETF de Ibovespa já carrega Banco do Brasil.

🧺 ETFs de dividendos (ex.: DIVO11)

Pelo histórico de proventos, o BB é presença frequente em índices e ETFs de dividendos.

🧺 Fundos de ações e previdência

A maioria dos fundos de ações Brasil carrega os bancões perto do peso do índice. Consulte a carteira do seu fundo.

💡 Comprar BBAS3 tendo ETF de Ibovespa não é errado — mas é DOBRAR a exposição. Decida o peso total, não o peso de cada compra.

Quanto isso renderia pra você?

Exemplo ilustrativo com os proventos dos últimos 12 meses (proventos por ação estimados (12m): R$ 0,55/ação · preço de referência R$ 20,75 — ao vivo).

InvestimentoAções (aprox.)Proventos/anoPor mês
R$ 10.000481R$ 265R$ 22
R$ 50.0002.409R$ 1.325R$ 110
R$ 100.0004.819R$ 2.650R$ 221

⚠️ Passado ≠ futuro: os proventos variam de um ano pro outro e não são garantidos (veja a seção "Fundamentos calculados" e o histórico mais abaixo). Números de referência de 2026-06-25, conferidos com plataformas de mercado — confirme no RI. Sem reinvestimento e sem imposto. É um exercício educacional, não projeção nem recomendação.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual).
  • JCP em destaque: o Banco do Brasil costuma pagar boa parte dos proventos como Juros sobre Capital Próprio — e JCP tem retenção de 15% na fonte. O valor que cai na conta já chega líquido.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Banco do Brasil S.A. (CNPJ 00.000.000/0001-91), pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos: dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

BBAS3 é ação ordinária ou preferencial?

É ordinária (ON), pelo código BBAS3 — dá direito a voto em assembleia. Diferente da Petrobras, que tem a preferencial PETR4, o Banco do Brasil só tem ação ordinária listada, porque integra o Novo Mercado da Bolsa, segmento que exige isso.

O Banco do Brasil é estatal? O governo pode mandar nele?

Sim. É uma empresa de economia mista controlada pela União, que detém cerca da metade das ações (aprox.). Na prática, o governo indica a gestão e tem a palavra final em decisões importantes. Isso é uma vantagem (solidez, escala) e um risco (influência política) ao mesmo tempo.

Por que o Banco do Brasil é tão associado a dividendos?

Porque historicamente distribui uma parcela relevante do lucro aos acionistas, o que costuma resultar em um dividend yield alto frente a Itaú e Bradesco. Mas atenção: o valor varia a cada ano e não é garantido — depende do lucro e da política de distribuição. É uma característica histórica, não uma promessa.

O que torna o BB diferente dos bancos privados?

Dois pontos: o controle estatal (a União manda) e a liderança no crédito ao agronegócio, área em que é historicamente o maior financiador do país. Isso o expõe mais ao campo e a programas do governo do que um Itaú ou Bradesco.

O que mais pode fazer a ação do BB cair?

Entre os fatores mais citados estão: aumento da inadimplência (especialmente no agro), interferência política na gestão ou nos dividendos, piora da economia e dos juros, e avanço da concorrência de fintechs e do Pix sobre as receitas. Nada disso é previsão — são riscos a entender.

Comprar BBAS3 é um bom investimento?

Este conteúdo é educacional e não dá recomendação de compra, venda ou manutenção. O objetivo é te ajudar a entender o que é o Banco do Brasil, como ele ganha dinheiro e quais são seus riscos, para que você (ou seu assessor) decida com base no seu próprio perfil e objetivos.

Por que o BB costuma valer "menos" que o Itaú na Bolsa em alguns indicadores?

Porque o mercado costuma aplicar um desconto às estatais por causa do risco político — o receio de que decisões do governo nem sempre priorizem o lucro do acionista. Por isso indicadores como P/L e P/VP do BB tendem a ser mais baixos que os de bancos privados (aprox., varia com o preço).

Empresas parecidas

Itaú Unibanco (ITUB4)Bradesco (BBDC4)Santander Brasil (SANB11) · em breve

Notícias e fatos relevantes

Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.

💡 Regra da casa: notícia contextualiza — quem decide é o seu método e o seu plano.

Converse com quem também estuda

O que outros investidores pensam sobre empresas como esta? A comunidade do Meta de Rico está aberta a todos — gratuita por tempo limitado (depois, só para assinantes). Dúvidas viram conteúdo, opiniões são rotuladas como opiniões.

Aprenda e coloque em prática

Entendeu Banco do Brasil. E agora?

Cada caminho é um próximo passo de estudo — você decide por onde seguir.

✓ Você entendeu BBAS3.

Agora faça o mesmo com empresas do mesmo setor — comparar é como o olho aprende o que é caro e o que é barato:

Quer ver quais empresas o Meta de Rico também classifica como atrativas?Abrir o Screener →

Como a Banco do Brasil se encaixa no seu plano?

Monte seu plano financeiro com a IA e descubra se faz sentido pra você — grátis, em 3 minutos.

Do estudo à prática

Estudar a empresa é metade do caminho — a outra metade é ter método pra decidir. O Estratégias Vencedoras é o curso do time por trás do Meta de Rico: critérios de entrada e saída, gerenciamento de risco e consistência, passo a passo.

Conhecer o método →

Conteúdo educacional — não é recomendação de investimento.

Fontes e transparência

Conteúdo educacional produzido pelo Meta de Rico — rascunho assistido por IA, revisado por humano antes de publicar. Atualizado em 2026-06-25.

Conteúdo educacional do Meta de Rico — não é recomendação de investimento. Indicadores e gráficos são aproximados; confirme os números atuais nas fontes oficiais. Faça sua própria análise e considere seu perfil.