Empresa cara, pouco lucrativa — principal risco: preço do petróleo.
- negocia 19% acima do valor justo estimado (Graham)
- apresenta saúde financeira apenas mediana
- praticamente não distribui dividendos
a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.
Ver todos os riscos →A PRIO (ex-PetroRio) compra campos de petróleo maduros, corta o custo de extração ao osso e faz cada barril render mais. Ganha com o preço do petróleo (Brent) × produção − o custo baixo de tirar o barril. NÃO é ação de dividendo: reinveste quase tudo em novas aquisições e campos como Wahoo. É crescimento cíclico, não renda.
Resumo em 2 minutos
A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O negócio dela é comprar campos de petróleo maduros — muitas vezes vistos como "no fim da vida" por gigantes como a Petrobras ou majors estrangeiras — e revitalizá-los: reduz o custo de operação, perfura novos poços e aumenta a produção. Não é uma integrada (não tem refinaria nem postos); é focada em Exploração & Produção (E&P), a ponta que tira o petróleo do chão. A receita vem quase toda da venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. O lucro é uma conta simples de entender: preço do Brent × barris produzidos, menos o custo de tirar cada barril (o lifting cost), menos impostos e a conta da dívida. O grande diferencial da PRIO é o lado do custo: ela é uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que faz cada dólar de Brent virar mais lucro do que nos concorrentes.
Resumo completo
A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O modelo dela é comprar campos de petróleo maduros — que gigantes consideram "no fim da vida" — e revitalizá-los: cortar o custo de operação e aumentar a produção. Ganha vendendo petróleo bruto (cotado em dólar, atrelado ao Brent), e seu grande diferencial é o lifting cost baixíssimo (~US$ 9–13/barril), um dos menores do mundo, que faz cada dólar de Brent virar mais lucro. Diferente da Petrobras e da Vale, NÃO é ação de dividendo: reinveste quase todo o caixa em aquisições e campos novos (como Wahoo), então o retorno vem de valorização, não de renda. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai. Riscos principais: preço do petróleo, alavancagem (financia compras com dívida) e execução dos projetos. Em resumo: eficiência de custo rara e produção em alta, com risco cíclico e de execução que exigem estômago e diversificação.
Principais riscos
- Preço do petróleo: a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.
- Não paga dividendo relevante: quem busca renda passiva não a encontra aqui; o retorno depende da valorização, que exige que a tese de crescimento se confirme.
- Alavancagem: financiou aquisições com dívida (dívida líquida/EBITDA ~2,3–2,6), maior que a de uma Petrobras — pesa mais no fundo do ciclo.
- Risco de execução: a tese vive de comprar bem e integrar campos no prazo e no custo. Atraso em Wahoo, problema operacional ou aquisição cara machucam o valor.
- Concentração: poucos campos e um único produto (petróleo) — menos diversificada que uma major integrada.
Principais oportunidades
- Lifting cost baixíssimo: chegou a ~US$ 9–13/barril, uma das operações mais eficientes do mundo — lucra até quando o Brent cai.
- Modelo de aquisição comprovado: comprou e revitalizou campos como Frade, Polvo, Albacora Leste e Peregrino, aumentando produção e cortando custo.
- Produção em forte crescimento: novos campos (Wahoo) e a consolidação de Peregrino elevaram a produção a patamares recorde.
- Empresa privada, sem controle estatal: as decisões seguem o retorno para o acionista, não a política.
Prio PRIO3 · Ação ordinária (ON) — Novo Mercado
A maior petroleira independente da América Latina — especialista em revitalizar campos maduros com custo baixíssimo.
No Iniciante deixamos só o essencial aberto: veredito, resumo, riscos, oportunidades e como a empresa ganha dinheiro. Nada é removido — o resto abre a um clique.
Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso
nível: raio-x
A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O modelo dela é comprar campos de petróleo maduros — que gigantes consideram "no fim da vida" — e revitalizá-los: cortar o custo de operação e aumentar a produção. Ganha vendendo petróleo bruto (cotado em dólar, atrelado ao Brent), e seu grande diferencial é o lifting cost baixíssimo (~US$ 9–13/barril), um dos menores do mundo, que faz cada dólar de Brent virar mais lucro. Diferente da Petrobras e da Vale, NÃO é ação de dividendo: reinveste quase todo o caixa em aquisições e campos novos (como Wahoo), então o retorno vem de valorização, não de renda. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai. Riscos principais: preço do petróleo, alavancagem (financia compras com dívida) e execução dos projetos. Em resumo: eficiência de custo rara e produção em alta, com risco cíclico e de execução que exigem estômago e diversificação.
Por onde começar — os 5 pontos que importam
Ignore os 35 indicadores por enquanto. Numa petroleira júnior de crescimento como a PRIO, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.
O que a Prio faz
A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O negócio dela é comprar campos de petróleo maduros — muitas vezes vistos como "no fim da vida" por gigantes como a Petrobras ou majors estrangeiras — e revitalizá-los: reduz o custo de operação, perfura novos poços e aumenta a produção. Não é uma integrada (não tem refinaria nem postos); é focada em Exploração & Produção (E&P), a ponta que tira o petróleo do chão.
Como ela ganha dinheiro
A receita vem quase toda da venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. O lucro é uma conta simples de entender: preço do Brent × barris produzidos, menos o custo de tirar cada barril (o lifting cost), menos impostos e a conta da dívida. O grande diferencial da PRIO é o lado do custo: ela é uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que faz cada dólar de Brent virar mais lucro do que nos concorrentes.
Histórico
nível: raio-x
Os dividendos de uma cíclica sobem e descem com o ciclo. Veja a variação — e por que tratar dividendo de cíclica como renda fixa é um erro.
Dividendos pagos (R$ bi)
O que move esta ação
nível: raio-x
Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.
📈 Brent (petróleo)
O preço internacional do barril é o motor nº 1 da receita. Brent alto = margem gorda; Brent baixo = a margem some rápido. A PRIO não controla o Brent — só o custo dela.
📈 Lifting cost (custo por barril)
É o diferencial da casa. Quanto menor o custo de tirar o barril, mais a PRIO lucra em qualquer nível de Brent — e mais ela resiste no fundo do ciclo.
📈 Dólar
Receita dolarizada (petróleo é cotado em dólar) e parte da dívida em dólar. Real fraco engorda a receita, mas encarece a dívida.
📈 Execução de projetos (Wahoo, novas aquisições)
A tese de crescimento depende de campos novos entrarem no prazo e no custo prometidos. Atraso em Wahoo ou aquisição cara mexem direto no valor.
Vantagens e riscos
🟢 Vantagens competitivas
- Lifting cost baixíssimo: chegou a ~US$ 9–13/barril, uma das operações mais eficientes do mundo — lucra até quando o Brent cai.
- Modelo de aquisição comprovado: comprou e revitalizou campos como Frade, Polvo, Albacora Leste e Peregrino, aumentando produção e cortando custo.
- Produção em forte crescimento: novos campos (Wahoo) e a consolidação de Peregrino elevaram a produção a patamares recorde.
- Empresa privada, sem controle estatal: as decisões seguem o retorno para o acionista, não a política.
🔴 Riscos
- Preço do petróleo: a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.
- Não paga dividendo relevante: quem busca renda passiva não a encontra aqui; o retorno depende da valorização, que exige que a tese de crescimento se confirme.
- Alavancagem: financiou aquisições com dívida (dívida líquida/EBITDA ~2,3–2,6), maior que a de uma Petrobras — pesa mais no fundo do ciclo.
- Risco de execução: a tese vive de comprar bem e integrar campos no prazo e no custo. Atraso em Wahoo, problema operacional ou aquisição cara machucam o valor.
- Concentração: poucos campos e um único produto (petróleo) — menos diversificada que uma major integrada.
Os indicadores, explicados
nível: raio-x
O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Prio.
Indicadores — todos, com histórico
nível: raio-x
Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.
Comparar com os pares
nível: raio-x
Como a Prio se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.
| Empresa | ROE | M. líq. | ROIC | DY | EV/EBIT | Score MdR |
|---|---|---|---|---|---|---|
| PRIO3 Prio | 8,7% | 14,4% | 5,3% | 0,0% | — | 50/100 |
| PETR4 Petrobras | 26,4% | 22,1% | 25,2% | 6,8% | 6,02 | 92/100 |
| VALE3 Vale | 7,3% | 6,5% | 14,2% | — | — | 29/100 |
Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.
Como os modelos clássicos enxergam Prio
Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.
Bazin
Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?
O modelo Bazin NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não distribuiu dividendos no último exercício; o modelo Bazin parte do dividendo, então não se aplica aqui (típico de empresa que reinveste tudo).
Quem criou
Décio Bazin
Problema que resolve
Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.
Como calcula
Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.
Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.
Quando funciona
Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.
Quando o modelo falha
Numa cíclica, o dividendo de um ano bom não se repete: o DY médio costuma refletir colapsos de preço, não uma renda que se possa esperar todo ano.
Como interpretar
O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.
Limitação
Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.
Aplicação nesta empresa
O modelo Bazin NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não distribuiu dividendos no último exercício; o modelo Bazin parte do dividendo, então não se aplica aqui (típico de empresa que reinveste tudo).
Graham
Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?
Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 44,49).
Quem criou
Benjamin Graham
Problema que resolve
O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.
Como calcula
Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).
Quando funciona
Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.
Quando o modelo falha
Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real. Atenção redobrada numa cíclica: um P/L baixo pode ser lucro de topo de ciclo, e Graham pressupõe lucro estável — quando o ciclo vira, o "atende" se desfaz.
Como interpretar
O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.
Limitação
Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 44,49).
Fórmula Mágica
Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?
Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.
Quem criou
Joel Greenblatt
Problema que resolve
Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.
Como calcula
Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.
Quando funciona
Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.
Quando o modelo falha
Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente). Numa cíclica, o ROIC e o EBIT de um ano de pico inflam a nota e somem quando o ciclo vira.
Como interpretar
Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.
Limitação
É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.
Qualidade (estilo Buffett)
Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?
Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.
Quem criou
Warren Buffett / Charlie Munger
Problema que resolve
Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.
Como calcula
Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).
Quando funciona
Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.
Quando o modelo falha
Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável. Numa cíclica, o ROE alto do ano bom não se sustenta — exatamente o oposto da consistência que o modelo procura.
Como interpretar
Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.
Limitação
Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.
Piotroski F-Score
A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?
Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).
Quem criou
Joseph Piotroski
Problema que resolve
Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.
Como calcula
Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.
Quando funciona
Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.
Quando o modelo falha
Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.
Como interpretar
Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.
Limitação
Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.
Aplicação nesta empresa
Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).
Altman Z-Score
Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?
Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,16 está na zona segura (acima de 2,6).
Quem criou
Edward Altman
Problema que resolve
Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.
Como calcula
Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.
Quando funciona
Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.
Quando o modelo falha
Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.
Como interpretar
Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.
Limitação
Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,16 está na zona segura (acima de 2,6).
PEG (estilo Peter Lynch)
O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?
Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,44 (preço acompanha o crescimento).
Quem criou
Peter Lynch
Problema que resolve
Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.
Como calcula
PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.
Quando funciona
Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.
Quando o modelo falha
Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido). Numa cíclica o crescimento é serrilhado pelo ciclo: um g medido em um ano isolado engana — o PEG vira um número sem significado.
Como interpretar
PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.
Limitação
Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.
Aplicação nesta empresa
Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,44 (preço acompanha o crescimento).
Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.
Nossa metodologia, número a número
Cada indicador do Meta de Rico segue uma fórmula declarada. O mesmo número pode aparecer diferente em outras plataformas porque cada uma usa a própria metodologia — abaixo, o nosso valor e o porquê das diferenças. Nenhum está "errado": são métodos diferentes.
- ROICMeta de Rico 2,82%
Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?
Nossa metodologia: NOPAT sobre o capital investido, com os números dos últimos 12 meses.
Por que muda: A PRIO cresceu por aquisição (Peregrino, Albacora Leste): quanto de ágio e ativos em desenvolvimento cada provedor coloca no capital investido muda muito o denominador — e o ROIC junto. Num ano de lucro comprimido, essa diferença fica ampliada.
Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 4,73% (outra plataforma) (variação de +68%).
O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.
- Dívida líquida / EBITDAMeta de Rico 2,28
Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?
Nossa metodologia: Dívida líquida dividida pelo EBITDA dos últimos 12 meses.
Por que muda: EBITDA com ou sem efeito IFRS 16 (arrendamentos) e o momento da foto da dívida (a PRIO emitiu bonds e financiou aquisições) mudam o múltiplo.
Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 2,55 (outra plataforma) (variação de +12%).
O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.
- EV/EBITDAMeta de Rico 6,64
Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?
Nossa metodologia: Enterprise value dividido pelo EBITDA dos últimos 12 meses.
Por que muda: A composição do enterprise value (dívida, caixa, IFRS 16) e o EBITDA ajustado vs. contábil geram a diferença.
Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 7,45 (outra plataforma) (variação de +12%).
O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.
O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)
nível: avançado
A DRE da PRIO conta a história de uma E&P pura (só produção, sem refino): a receita é o Brent vezes os barris vendidos, e o segredo mora numa linha de custo tão baixa que a margem operacional fica gigante. É diferente de uma Petrobras integrada, onde refino e combustível diluem tudo.
| Linha | Referência | O que significa |
|---|---|---|
| Receita | ~R$ 17,7 bi (12m) | Quase toda de venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. Sem refinaria e sem postos: é só o barril que sai do campo. |
| Custo de produção (lifting cost) | baixo por barril | O coração da vantagem: tirar cada barril custa pouco (~US$ 9–13). Quanto menor essa linha, mais sobra de cada dólar de Brent. É o que separa a PRIO dos concorrentes. |
| Margem EBITDA | ~60% | Altíssima para o setor — consequência direta do custo baixo. De cada R$ 100 de receita, cerca de R$ 60 viram geração operacional de caixa antes de juros, impostos e depreciação. |
| Resultado financeiro | — | A PRIO financiou aquisições grandes com dívida (parte em dólar). Juros e variação cambial passam por aqui e pesam mais quando o real se desvaloriza — sem um barril a menos vendido. |
| Lucro líquido | ~US$ 405 mi (2025) | Queda de ~77% vs. 2024, mesmo com a operação eficiente: Brent mais fraco, paradas de produção e a conta da dívida comeram o caminho. É o retrato de um fundo de ciclo — não de um negócio que piorou. |
Aproximações para fins didáticos (fonte: demonstrações da empresa/RI e provedores de mercado). A DRE completa e auditada está no RI da Prio.
Fundamentos calculados (CVM)
nível: raio-x
Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.
Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)
Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)
ReceitaR$ 1,6 biR$ 1,9 biR$ 4,4 biR$ 6,4 biR$ 11,9 biR$ 14,4 biR$ 15,6 bi
Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.
Lucro do acionistaR$ 0,8 biR$ 0,5 biR$ 1,3 biR$ 3,4 biR$ 5,2 biR$ 10,3 biR$ 2,3 bi
O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.
Margem bruta42,8%32,4%57,2%66,9%64,3%50,7%20,0%
Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.
Margem EBIT53,4%49,5%48,3%61,5%60,1%48,4%11,6%
Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.
Margem líquida51,2%23,8%30,3%53,9%43,5%71,7%14,4%
Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.
ROE38,9%14,4%20,1%34,6%37,3%39,7%8,7%
Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.
ROA15,3%6,7%10,9%16,9%18,3%18,5%3,5%
Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).
Patrimônio líquidoR$ 2,2 biR$ 3,2 biR$ 6,6 biR$ 9,9 biR$ 13,9 biR$ 25,9 biR$ 25,8 bi
O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.
Ativo totalR$ 5,5 biR$ 6,8 biR$ 12,2 biR$ 20,3 biR$ 28,3 biR$ 55,7 biR$ 64,2 bi
Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.
🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.
Como ler os números desta empresa
nível: avançado
📋 No balanço
Numa petroleira júnior como a PRIO, comece pela PRODUÇÃO (barris/dia) e pelo lifting cost — é a essência do negócio e nem sempre aparece no balanço contábil, mas está nos relatórios de produção do RI. Depois olhe o endividamento (dívida líquida/EBITDA), porque ela financia aquisições com dívida; e o capex (quanto investe para desenvolver campos como Wahoo). Margem EBITDA alta (~60%) com dívida sob controle e produção subindo = tese saudável. O lucro contábil de um ano só engana: é cíclico e afetado por câmbio e paradas.
💵 No fluxo de caixa
O fluxo de caixa operacional mostra quanto a PRIO realmente gera de dinheiro tirando petróleo — mais confiável que o lucro contábil, que sofre com câmbio e efeitos não-caixa. Aqui, o ponto-chave é: em vez de virar dividendo, o fluxo de caixa livre é reinvestido em aquisições e campos novos. Por isso, para entender a PRIO, você acompanha se esse caixa reinvestido está virando MAIS produção — é o retorno do modelo.
Dividendos
Aqui é diferente da Petrobras e da Vale: a PRIO praticamente NÃO paga dividendos. A empresa reinveste quase todo o caixa em novas aquisições e no desenvolvimento de campos (como Wahoo). É uma escolha de modelo — priorizar crescimento em vez de distribuição. Por isso, o investidor que compra PRIO aposta em VALORIZAÇÃO (a produção e o lucro crescerem), não em renda mensal. Comparar o dividend yield da PRIO com o de uma pagadora de dividendos é comparar teses diferentes.
Crescimento
O crescimento da PRIO vem de duas alavancas: comprar campos maduros baratos e aumentar a produção deles cortando custo. Nos últimos anos ela adicionou Frade, Albacora Leste, Peregrino e agora Wahoo — a produção saltou de dezenas para mais de 100 mil barris/dia. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai ou uma aquisição não entrega. Tratá-la como "renda garantida" é o erro clássico — ela não é isso.
Participação de mercado
A PRIO é a maior petroleira independente (não estatal, não major) da América Latina em produção. É pequena perto da Petrobras, mas grande e relevante no nicho de E&P privado brasileiro — e uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que a torna referência no modelo de revitalização de campos maduros.
Quem controla a empresa
- Listada no Novo Mercado da B3: só ações ON (1 ação = 1 voto), 100% de tag along e o padrão mais alto de transparência da Bolsa.
- A tese depende muito da EXECUÇÃO do time de gestão: comprar bem, integrar o campo e cortar custo. É uma empresa de "operadores", não de rentistas.
- Sem controlador estatal, o risco não é política de preços — é errar uma aquisição cara ou uma decisão de capital que não se pague.
Linha do tempo
nível: raio-x
Concorrentes
nível: raio-x
| Perfil | Dividendos | Risco principal | |
|---|---|---|---|
| PRIO3 | Júnior privada, foco em custo e crescimento | Quase nenhum (reinveste para crescer) | Preço do petróleo / execução / dívida |
| PETR4 | Integrada estatal gigante | Altos, porém variáveis | Interferência política |
| RECV3 / BRAV3 | Independentes nacionais menores | Variáveis | Escala menor / preço do petróleo |
Como avaliar uma petroleira júnior de crescimento (o método, não a resposta)
nível: avançado
O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.
- Comece pela produção: quantos barris/dia ela produz e o quanto isso está CRESCENDO. Aqui a história é volume subindo (Wahoo, Peregrino), não dividendo.
- Cheque o lifting cost (custo de tirar o barril): é a única vantagem durável em commodity. Quem produz mais barato lucra no fundo do ciclo enquanto o rival sangra.
- Normalize o Brent: olhe o resultado num Brent médio de ciclo, não no barril de um trimestre. Lucro de cíclica é foto tremida.
- Meça a alavancagem: dívida líquida/EBITDA e o cronograma da dívida. Aquisição financiada com dívida potencializa o ganho no Brent alto — e a dor no Brent baixo.
- Julgue a execução: as últimas aquisições entregaram a produção prometida no custo prometido? É isso que separa uma PRIO de uma petroleira júnior qualquer. Só então compare com pares (Petrobras, majors) — no SEU plano, com o SEU prazo.
Você já tem PRIO3 sem saber?
nível: raio-x
Antes de comprar PRIO3 direto, cheque se você JÁ tem PRIO sem saber — ela é um dos pesos do Ibovespa e de fundos de small/mid caps.
🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)
PRIO3 entrou entre os componentes do índice — quem tem ETF de Ibovespa já carrega um pouco de PRIO.
🧺 Fundos de ações Brasil
A PRIO virou posição comum em fundos de ações e de small caps por ser uma das teses de crescimento da Bolsa. Consulte a carteira do seu fundo.
🧺 ETFs setoriais / de commodities
Fundos com viés de energia ou commodities podem carregar PRIO como exposição ao petróleo brasileiro.
Imposto de Renda: como declarar
nível: avançado
Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.
- Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual) — mas a PRIO praticamente não distribui, então isso quase não se aplica hoje.
- JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte, quando houver.
- Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte. Como a tese aqui é valorização, o ganho de capital na venda tende a ser o evento tributável relevante.
- Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Prio S.A., pelo custo de aquisição.
- Proventos recebidos (se houver): dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".
Perguntas frequentes
Praticamente não. Diferente da Petrobras e da Vale, a PRIO reinveste quase todo o caixa em novas aquisições e no desenvolvimento de campos. O dividend yield fica perto de zero. Quem compra PRIO aposta em valorização (a produção crescer), não em renda mensal.
É o custo de tirar cada barril de petróleo do campo. Quanto menor, mais lucro a empresa faz em qualquer nível de preço do Brent. A PRIO é uma das operadoras de menor lifting cost do mundo (chegou a ~US$ 9/barril) — é o principal diferencial dela e o que a mantém lucrativa mesmo quando o petróleo cai.
Porque o lucro de 2025 caiu muito (~77%) por causa de um Brent mais fraco e de paradas de produção — foi um fundo de ciclo. Como o P/L divide preço por lucro, um lucro temporariamente baixo empurra o P/L pra cima. Em cíclicas, P/L alto no fundo do ciclo pode enganar tanto quanto P/L baixo no topo.
A Petrobras é uma gigante estatal integrada (explora, refina e vende), paga dividendos altos e variáveis e tem risco político. A PRIO é uma júnior privada focada só em produção (E&P), não paga dividendo relevante e cresce comprando e revitalizando campos maduros. São teses diferentes: renda com risco político vs. crescimento com risco de execução.
Wahoo é um campo novo que a PRIO desenvolveu e cujo primeiro óleo saiu em março de 2026. Ele importa porque tem custo de operação estimado baixíssimo e adiciona bastante produção — é um dos principais gatilhos de crescimento da empresa para 2026.
Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A PRIO combina eficiência de custo rara e crescimento de produção com riscos relevantes (preço do petróleo, alavancagem e execução de aquisições) e ausência de dividendos. O essencial é entender que é uma tese de crescimento cíclico, não de renda, e como ela se encaixa no seu plano e na sua diversificação.
São teses diferentes, não é recomendação. A Petrobras é a gigante que paga dividendos altos (e variáveis), com risco político; a PRIO é a júnior eficiente que reinveste para crescer, sem dividendo relevante e com mais sensibilidade ao preço do petróleo e à execução. Uma é mais renda, a outra é mais crescimento — o que combina com você depende do seu plano.
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Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.
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