META DE RICO
Vale a pena estudar a Prio?
Neutra

Empresa cara, pouco lucrativa — principal risco: preço do petróleo.

Por que o Meta de Rico chegou a essa conclusão?
  • negocia 19% acima do valor justo estimado (Graham)
  • apresenta saúde financeira apenas mediana
  • praticamente não distribui dividendos
Saúde financeira
Se a empresa atravessar uma crise, a probabilidade de dificuldades financeiras é considerada baixa pelos modelos utilizados.
Qualidade dos fundamentos
Mistos: dos 9 sinais de qualidade que avaliamos, a empresa cumpre 3.
50
Score Meta de Rico
Top 77%Entre as pior avaliadas10ª de 13 analisadas
Esta classificação é calculada automaticamente pelos modelos do Meta de Rico com base nos dados públicos da CVM. Ela descreve como a metodologia avalia o ativo hoje e não representa recomendação individual de investimento.
⚠️ Atenção antes de investir
O maior risco desta empresa: Preço do petróleo

a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.

Ver todos os riscos →
Resumo em 30 segundos

A PRIO (ex-PetroRio) compra campos de petróleo maduros, corta o custo de extração ao osso e faz cada barril render mais. Ganha com o preço do petróleo (Brent) × produção − o custo baixo de tirar o barril. NÃO é ação de dividendo: reinveste quase tudo em novas aquisições e campos como Wahoo. É crescimento cíclico, não renda.

Resumo em 2 minutos

A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O negócio dela é comprar campos de petróleo maduros — muitas vezes vistos como "no fim da vida" por gigantes como a Petrobras ou majors estrangeiras — e revitalizá-los: reduz o custo de operação, perfura novos poços e aumenta a produção. Não é uma integrada (não tem refinaria nem postos); é focada em Exploração & Produção (E&P), a ponta que tira o petróleo do chão. A receita vem quase toda da venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. O lucro é uma conta simples de entender: preço do Brent × barris produzidos, menos o custo de tirar cada barril (o lifting cost), menos impostos e a conta da dívida. O grande diferencial da PRIO é o lado do custo: ela é uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que faz cada dólar de Brent virar mais lucro do que nos concorrentes.

Resumo completo

A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O modelo dela é comprar campos de petróleo maduros — que gigantes consideram "no fim da vida" — e revitalizá-los: cortar o custo de operação e aumentar a produção. Ganha vendendo petróleo bruto (cotado em dólar, atrelado ao Brent), e seu grande diferencial é o lifting cost baixíssimo (~US$ 9–13/barril), um dos menores do mundo, que faz cada dólar de Brent virar mais lucro. Diferente da Petrobras e da Vale, NÃO é ação de dividendo: reinveste quase todo o caixa em aquisições e campos novos (como Wahoo), então o retorno vem de valorização, não de renda. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai. Riscos principais: preço do petróleo, alavancagem (financia compras com dívida) e execução dos projetos. Em resumo: eficiência de custo rara e produção em alta, com risco cíclico e de execução que exigem estômago e diversificação.

Principais riscos
  • Preço do petróleo: a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.
  • Não paga dividendo relevante: quem busca renda passiva não a encontra aqui; o retorno depende da valorização, que exige que a tese de crescimento se confirme.
  • Alavancagem: financiou aquisições com dívida (dívida líquida/EBITDA ~2,3–2,6), maior que a de uma Petrobras — pesa mais no fundo do ciclo.
  • Risco de execução: a tese vive de comprar bem e integrar campos no prazo e no custo. Atraso em Wahoo, problema operacional ou aquisição cara machucam o valor.
  • Concentração: poucos campos e um único produto (petróleo) — menos diversificada que uma major integrada.
Principais oportunidades
  • Lifting cost baixíssimo: chegou a ~US$ 9–13/barril, uma das operações mais eficientes do mundo — lucra até quando o Brent cai.
  • Modelo de aquisição comprovado: comprou e revitalizou campos como Frade, Polvo, Albacora Leste e Peregrino, aumentando produção e cortando custo.
  • Produção em forte crescimento: novos campos (Wahoo) e a consolidação de Peregrino elevaram a produção a patamares recorde.
  • Empresa privada, sem controle estatal: as decisões seguem o retorno para o acionista, não a política.
Petróleo, Gás e Biocombustíveis · B3Ciclica

Prio PRIO3 · Ação ordinária (ON) — Novo Mercado

A maior petroleira independente da América Latina — especialista em revitalizar campos maduros com custo baixíssimo.

R$ 56,55▲ 1,51%
Volume: 6,4 mi
P/L
17,84
P/VP
1,74
DY (12m)
n/c
ROE
9,72%
EV/EBITDA
6,64
Cotação de 28/07 às 16:00 · dados de mercado com atraso (não é cotação em tempo real) · múltiplos derivados de preço usam essa cotação — metodologia na seção "Nossa metodologia"
📌 Conteúdo educacional de referência. Indicadores, gráficos e múltiplos são aproximados e variam todos os dias — confirme os números atuais no site de Relações com Investidores da Prio (ri.prio.com.br) e na B3. Este material é educacional e não é recomendação de compra, venda ou manutenção; a decisão é sua.
50/100
Score Meta de Rico
Neutra
Está cara?
Cara
teto R$ 44,49 · preço R$ 52,96
Paga dividendo?
Não paga
DY 0,00% (12m)
É arriscada?
Elevado
Altman segura · Piotroski 3/9
Perfil
Cíclica
resultado oscila com o ciclo
Veredito determinístico dos modelos clássicos (Graham · Bazin · Piotroski · Altman) sobre dados da CVM. Não é recomendação — veja o porquê de cada número.

Raio-X referência de 28/07/2026 · dados de mercado com atraso

nível: raio-x
Preço
R$ 56,55
▲ 1,51% no dia
Valor de mercado
R$ 46,4 bi
P/L
preço ÷ lucro por ação
P/VP
preço ÷ valor patrimonial
EV/EBITDA
valor da firma ÷ geração de caixa
ROE
retorno sobre o patrimônio
Margem EBITDA
eficiência operacional
Dívida total
Cotação de mercado com atraso, coletada e datada na origem; fundamentos apurados de demonstrações públicas (CVM). Não é recomendação.
🤖 Resumo da IA

A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O modelo dela é comprar campos de petróleo maduros — que gigantes consideram "no fim da vida" — e revitalizá-los: cortar o custo de operação e aumentar a produção. Ganha vendendo petróleo bruto (cotado em dólar, atrelado ao Brent), e seu grande diferencial é o lifting cost baixíssimo (~US$ 9–13/barril), um dos menores do mundo, que faz cada dólar de Brent virar mais lucro. Diferente da Petrobras e da Vale, NÃO é ação de dividendo: reinveste quase todo o caixa em aquisições e campos novos (como Wahoo), então o retorno vem de valorização, não de renda. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai. Riscos principais: preço do petróleo, alavancagem (financia compras com dívida) e execução dos projetos. Em resumo: eficiência de custo rara e produção em alta, com risco cíclico e de execução que exigem estômago e diversificação.

Por onde começar — os 5 pontos que importam

Ignore os 35 indicadores por enquanto. Numa petroleira júnior de crescimento como a PRIO, comece por estes 5 pontos — nesta ordem.

De onde vem o lucroBrent (preço do barril) × quantos barris ela produz − o custo de tirar cada barril (o lifting cost). A empresa não controla o Brent, mas é campeã em espremer o custo: chegou a ~US$ 9,4/barril no 1º tri de 2026. Sem entender isso, o resto engana.
O modelo é comprar barato e otimizarA PRIO não descobre petróleo do zero. Compra campos maduros de outras empresas (Frade, Albacora Leste, Peregrino), reduz custo e aumenta a produção. O crescimento vem de aquisição + execução — não de sorte geológica.
Aqui NÃO tem dividendoDY praticamente zero. Ela reinveste o caixa em novos campos em vez de distribuir. Quem compra PRIO aposta em valorização (a produção crescer), não em renda mensal. Comparar o DY dela com o da Petrobras é comparar coisas diferentes.
O "caro" que assustaP/L ~17,8 hoje parece alto pra uma petroleira. Mas é o fundo do ciclo: o lucro de 2025 caiu ~77% (Brent mais fraco + campo parado pra manutenção). Em cíclica, P/L ALTO no fundo pode ser tão enganoso quanto P/L baixo no topo. Olhe o ciclo inteiro.
Aguenta uma crise?Dívida líquida/EBITDA ~2,3–2,6 hoje — mais alavancada que a Petrobras, porque financiou aquisições grandes com dívida. Num Brent fraco e prolongado, essa conta pesa mais. Sobreviver ao ciclo importa mais que lucrar num ano bom.

O que a Prio faz

A PRIO (ex-PetroRio) é a maior petroleira independente da América Latina. O negócio dela é comprar campos de petróleo maduros — muitas vezes vistos como "no fim da vida" por gigantes como a Petrobras ou majors estrangeiras — e revitalizá-los: reduz o custo de operação, perfura novos poços e aumenta a produção. Não é uma integrada (não tem refinaria nem postos); é focada em Exploração & Produção (E&P), a ponta que tira o petróleo do chão.

Como ela ganha dinheiro

A receita vem quase toda da venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. O lucro é uma conta simples de entender: preço do Brent × barris produzidos, menos o custo de tirar cada barril (o lifting cost), menos impostos e a conta da dívida. O grande diferencial da PRIO é o lado do custo: ela é uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que faz cada dólar de Brent virar mais lucro do que nos concorrentes.

100%
Exploração & Produção (E&P) — todo o negócio: tirar petróleo dos campos que compra e revitaliza — não tem refino nem distribuição

Histórico

nível: raio-x

Os dividendos de uma cíclica sobem e descem com o ciclo. Veja a variação — e por que tratar dividendo de cíclica como renda fixa é um erro.

Dividendos pagos (R$ bi)

0.1
2023
0
2024
0
2025
Em R$ bi — valores aproximados de referência.

O que move esta ação

nível: raio-x

Os drivers que explicam a maior parte da oscilação — acompanhe estes, não o ruído diário.

📈 Brent (petróleo)

O preço internacional do barril é o motor nº 1 da receita. Brent alto = margem gorda; Brent baixo = a margem some rápido. A PRIO não controla o Brent — só o custo dela.

📈 Lifting cost (custo por barril)

É o diferencial da casa. Quanto menor o custo de tirar o barril, mais a PRIO lucra em qualquer nível de Brent — e mais ela resiste no fundo do ciclo.

📈 Dólar

Receita dolarizada (petróleo é cotado em dólar) e parte da dívida em dólar. Real fraco engorda a receita, mas encarece a dívida.

📈 Execução de projetos (Wahoo, novas aquisições)

A tese de crescimento depende de campos novos entrarem no prazo e no custo prometidos. Atraso em Wahoo ou aquisição cara mexem direto no valor.

Vantagens e riscos

🟢 Vantagens competitivas

  • Lifting cost baixíssimo: chegou a ~US$ 9–13/barril, uma das operações mais eficientes do mundo — lucra até quando o Brent cai.
  • Modelo de aquisição comprovado: comprou e revitalizou campos como Frade, Polvo, Albacora Leste e Peregrino, aumentando produção e cortando custo.
  • Produção em forte crescimento: novos campos (Wahoo) e a consolidação de Peregrino elevaram a produção a patamares recorde.
  • Empresa privada, sem controle estatal: as decisões seguem o retorno para o acionista, não a política.

🔴 Riscos

  • Preço do petróleo: a receita oscila forte com o Brent, que a empresa não controla — num Brent fraco e prolongado, a margem some.
  • Não paga dividendo relevante: quem busca renda passiva não a encontra aqui; o retorno depende da valorização, que exige que a tese de crescimento se confirme.
  • Alavancagem: financiou aquisições com dívida (dívida líquida/EBITDA ~2,3–2,6), maior que a de uma Petrobras — pesa mais no fundo do ciclo.
  • Risco de execução: a tese vive de comprar bem e integrar campos no prazo e no custo. Atraso em Wahoo, problema operacional ou aquisição cara machucam o valor.
  • Concentração: poucos campos e um único produto (petróleo) — menos diversificada que uma major integrada.

Os indicadores, explicados

nível: raio-x

O que cada número significa, como interpretá-lo — e o que ele diz sobre a Prio.

P/L (Preço / Lucro)
Quantos anos de lucro você paga pelo preço atual da ação.
📐 P/L alto = mercado otimista ou ação cara; P/L baixo = barata ou arriscada. ⚠️ Em cíclicas de petróleo, cuidado com os dois extremos: P/L baixo pode ser topo de ciclo (lucro inflado), e P/L ALTO pode ser fundo de ciclo (lucro temporariamente comprimido).
Na Prio: Está em ~17,8 (jul/2026) — alto para o setor. Não é sinal de "cara": o lucro de 2025 caiu ~77% com Brent fraco e paradas, o que empurra o P/L pra cima. É o retrato de um fundo de ciclo.
EV/EBITDA
O valor da empresa (incluindo dívida) dividido pela geração operacional de caixa. Um jeito de comparar empresas ignorando a estrutura de dívida.
📐 Quanto menor, mais barata em relação ao caixa que gera. É preferido ao P/L em empresas alavancadas e cíclicas, porque sofre menos com efeitos contábeis e câmbio.
Na Prio: Em torno de 6,6–7,5 (jul/2026, varia conforme o provedor por causa do IFRS 16). Para uma E&P de margem alta, é a métrica mais reveladora que o P/L.
Margem EBITDA
Percentual da receita que vira geração operacional de caixa antes de juros, impostos e depreciação.
📐 Margem alta = operação muito eficiente. Numa petroleira, ela revela o custo de produção: quanto menor o lifting cost, maior a margem — e mais a empresa resiste no fundo do ciclo.
Na Prio: ≈ 60% (jul/2026) — altíssima para o setor. É a impressão digital do lifting cost baixíssimo da PRIO (~US$ 9–13/barril), um dos menores do mundo.
ROIC (Retorno sobre o Capital Investido)
Quanto de retorno a empresa gera sobre TODO o capital que investiu (dos sócios e dos credores). Mede se as aquisições estão "se pagando".
📐 ROIC acima do custo de capital = a empresa cria valor; abaixo = destrói. ⚠️ Em quem cresce por aquisição, olhe a tendência de vários anos: campos recém-comprados demoram a maturar e derrubam o ROIC de curto prazo.
Na Prio: Em torno de 2,8–4,7% (jul/2026, diverge muito entre provedores) — baixo, comprimido pelo fundo de ciclo e por aquisições ainda maturando (Peregrino, Wahoo). Acompanhe se sobe à medida que os campos novos entram a pleno vapor.
Dívida líquida / EBITDA
Quantos anos de geração de caixa seriam necessários para quitar a dívida.
📐 Abaixo de ~2x costuma ser confortável; acima de 3–4x acende alerta. Numa empresa que compra campos com dívida, é a métrica de sobrevivência: mede o fôlego se o Brent cair e ficar baixo.
Na Prio: Em torno de 2,3–2,6x (jul/2026) — mais alavancada que a Petrobras, porque financiou aquisições grandes (Albacora Leste, Peregrino) com dívida. Potencializa o ganho no Brent alto e a dor no Brent baixo.
Dividend Yield (DY)
Quanto a empresa paga em proventos por ano dividido pelo preço da ação. ver no glossário →
📐 Um DY alto e sustentável costuma indicar uma pagadora de renda. ⚠️ Mas DY perto de ZERO não é "defeito": muitas empresas de crescimento escolhem reinvestir o caixa em vez de distribuir — o retorno vem da valorização.
Na Prio: ≈ 0% (jul/2026). A PRIO NÃO é ação de dividendo: reinveste praticamente todo o caixa em aquisições e campos novos (como Wahoo). Quem busca renda mensal não a encontra aqui; a tese é valorização, não proventos.

Indicadores — todos, com histórico

nível: raio-x

Todos os indicadores num só painel — cada um com a própria evolução ao lado do número. Valuation usa o preço do dia; desempenho e estrutura vêm da CVM (LTM e série anual). Passe o mouse para ver a série.

Rentabilidade
ROE
9,7%
médio
2018: 20,4% · 2019: 38,9% · 2020: 14,4% · 2021: 20,1% · 2022: 34,6% · 2023: 37,3% · 2024: 39,7% · 2025: 8,7%
empresa9,7%
mercado17,2%
ROA
4,1%
2018: 13,3% · 2019: 15,3% · 2020: 6,7% · 2021: 10,9% · 2022: 16,9% · 2023: 18,3% · 2024: 18,5% · 2025: 3,5%
empresa4,1%
mercado4,9%
ROIC
8,8%
Giro do ativo
0,28
Eficiência
Margem bruta
25,5%
2018: 37,7% · 2019: 42,8% · 2020: 32,4% · 2021: 57,2% · 2022: 66,9% · 2023: 64,3% · 2024: 50,7% · 2025: 20,0%
Margem EBIT
18,1%
2018: 20,1% · 2019: 53,4% · 2020: 49,5% · 2021: 48,3% · 2022: 61,5% · 2023: 60,1% · 2024: 48,4% · 2025: 11,6%
Margem líquida
14,7%
2018: 24,1% · 2019: 51,2% · 2020: 23,8% · 2021: 30,3% · 2022: 53,9% · 2023: 43,5% · 2024: 71,7% · 2025: 14,4%
empresa14,7%
mercado15,1%
Resultado (LTM)
Receita
R$ 17,7 bi
2018: R$ 0,8 bi · 2019: R$ 1,6 bi · 2020: R$ 1,9 bi · 2021: R$ 4,4 bi · 2022: R$ 6,4 bi · 2023: R$ 11,9 bi · 2024: R$ 14,4 bi · 2025: R$ 15,6 bi
Lucro
R$ 2,6 bi
2018: R$ 0,2 bi · 2019: R$ 0,8 bi · 2020: R$ 0,5 bi · 2021: R$ 1,3 bi · 2022: R$ 3,4 bi · 2023: R$ 5,2 bi · 2024: R$ 10,3 bi · 2025: R$ 2,3 bi
Patrimônio líq.
R$ 26,6 bi
2018: R$ 1,0 bi · 2019: R$ 2,2 bi · 2020: R$ 3,2 bi · 2021: R$ 6,6 bi · 2022: R$ 9,9 bi · 2023: R$ 13,9 bi · 2024: R$ 25,9 bi · 2025: R$ 25,8 bi
Ativo total
R$ 63,5 bi
2018: R$ 1,5 bi · 2019: R$ 5,5 bi · 2020: R$ 6,8 bi · 2021: R$ 12,2 bi · 2022: R$ 20,3 bi · 2023: R$ 28,3 bi · 2024: R$ 55,7 bi · 2025: R$ 64,2 bi
Valuation
P/L
17,84
P/VP
1,78
P/Receita
2,63
P/EBIT
14,53
P/Ativo
0,73
EV/EBIT
13,65
P/Cap. giro
9,10
P/Ativo circ. líq.
-1,77
VPA
R$ 31,74
LPA
R$ 2,77
Endividamento
Dív. líq./EBIT
n/c
Dív. líq./PL
n/c
Dív. bruta/PL
n/c
PL/Ativos
41,9%
Passivos/Ativos
58,1%
Liquidez corrente
1,92
saudável
Crescimento
CAGR Receita 5a
52,3%
CAGR Lucro 5a
37,8%
Proventos
Payout
0,0%
Dividend Yield
n/c

Comparar com os pares

nível: raio-x

Como a Prio se posiciona frente aos concorrentes diretos — nos indicadores que importam e na nota geral do Meta de Rico.

EmpresaROEM. líq.ROICDYEV/EBITScore MdR
PRIO3 Prio8,7%14,4%5,3%0,0%50/100
PETR4 Petrobras26,4%22,1%25,2%6,8%6,0292/100
VALE3 Vale7,3%6,5%14,2%29/100

Comparação com empresas do mesmo setor (base anual, consistente entre todas). Score Meta de Rico = nota composta dos modelos clássicos (Graham, Bazin, Piotroski, Altman, ROE, ROIC…) — 0 a 100. Não é recomendação.

Como os modelos clássicos enxergam Prio

Cada selo é do MODELO, não do Meta de Rico: diz se a empresa atende, não atende ou fica neutra aos critérios daquele método — com a fórmula, os números e os limites de cada um. Os números saem das demonstrações da CVM e da cotação de mercado, calculados pelo Meta de Rico (não copiados de outro site). Toque para abrir.

Bazin · Não se aplicaGraham · Não atendeFórmula Mágica · NeutroQualidade (estilo Buffett) · NeutroPiotroski F-Score · NeutroAltman Z-Score · AtendePEG (estilo Peter Lynch) · Atende

Bazin

Qual o preço máximo que eu pagaria por esta ação para receber um bom dividendo?

O modelo Bazin NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não distribuiu dividendos no último exercício; o modelo Bazin parte do dividendo, então não se aplica aqui (típico de empresa que reinveste tudo).

Quem criou

Décio Bazin

Problema que resolve

Investidores que vivem (ou querem viver) de renda precisam de um teto de preço para que o dividendo recebido faça sentido — sem isso, paga-se caro por uma renda pequena.

Como calcula

Preço-teto = (dividendo dos últimos 12 meses por ação) ÷ 0,06. A premissa é exigir um dividend yield mínimo de 6% ao ano.

Os números entram quando o dado estiver no registro — acima, como o cálculo funciona.

Quando funciona

Em empresas perenes, com lucro e dividendo estáveis e previsíveis ano após ano — onde o dividendo passado é uma boa pista do dividendo futuro.

Quando o modelo falha

Numa cíclica, o dividendo de um ano bom não se repete: o DY médio costuma refletir colapsos de preço, não uma renda que se possa esperar todo ano.

Como interpretar

O preço-teto NÃO é um alvo de compra: é o limite acima do qual, segundo a régua de Bazin, o dividendo deixa de compensar. Comparar o teto com o preço atual mostra de que lado da régua a ação está hoje.

Limitação

Olha só o dividendo — ignora dívida, crescimento e qualidade do negócio. Uma empresa pode estar "abaixo do teto" e ainda assim destruir valor. E o teto muda toda vez que o dividendo muda.

Aplicação nesta empresa

O modelo Bazin NÃO SE APLICA a esta empresa — a empresa não distribuiu dividendos no último exercício; o modelo Bazin parte do dividendo, então não se aplica aqui (típico de empresa que reinveste tudo).

Graham

Estou pagando um preço razoável por uma empresa de balanço sólido?

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 44,49).

Quem criou

Benjamin Graham

Problema que resolve

O pai do investimento em valor queria um método objetivo para evitar pagar caro e exigir uma margem de segurança no preço.

Como calcula

Número de Graham = √(22,5 × LPA × VPA), onde LPA = lucro por ação e VPA = valor patrimonial por ação. A constante 22,5 vem de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5 (15 × 1,5 = 22,5).

LPA (lucro por ação)R$ 2,77
VPA (valor patrimonial por ação)R$ 31,74
Número de Graham √(22,5 × LPA × VPA)R$ 44,49
Preço atualR$ 56,55
P/L (referência ≤ 15)17,84

Quando funciona

Em empresas maduras, lucrativas e com patrimônio real (indústria, varejo consolidado), onde balanço e lucro contam a história — o terreno onde Graham desenhou o método.

Quando o modelo falha

Em empresas sem lucro positivo (o número nem existe) e em negócios de ativos intangíveis (tecnologia, marcas), onde o valor patrimonial contábil pouco representa o valor real. Atenção redobrada numa cíclica: um P/L baixo pode ser lucro de topo de ciclo, e Graham pressupõe lucro estável — quando o ciclo vira, o "atende" se desfaz.

Como interpretar

O Número de Graham é uma referência teórica de "preço justo conservador". Preço abaixo dele sugere margem de segurança pela régua de Graham; acima, não. É um filtro de partida, não uma sentença.

Limitação

Conservador e antigo: tende a descartar empresas de crescimento e de capital leve. Usa contabilidade, que pode estar distorcida. Os 7 critérios completos (liquidez, histórico de lucro e dividendo) exigem mais dados do que o número isolado.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Graham, a empresa NÃO ATENDE aos critérios — o preço está acima do Número de Graham (R$ 44,49).

Fórmula Mágica

Esta é uma empresa boa (gera muito retorno sobre o capital) comprada por um preço bom?

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Quem criou

Joel Greenblatt

Problema que resolve

Greenblatt quis unir, num ranking só, qualidade do negócio (quanto retorna sobre o capital) e preço (quanto se paga pelo lucro operacional) — comprar empresas boas baratas, de forma sistemática.

Como calcula

Combina dois indicadores por RANKING: ROIC (retorno sobre o capital investido) — quanto maior, melhor — e Earnings Yield = EBIT ÷ EV (ou 1 ÷ EV/EBIT) — quanto maior, melhor. A nota final é a soma das duas posições no ranking.

ROIC (retorno sobre o capital)8,85%
EV/EBIT13,65
Earnings Yield (EBIT ÷ EV)7,32%

Quando funciona

Como FILTRO de uma carteira ampla e diversificada, comparando muitas empresas entre si — foi assim que Greenblatt testou e validou a fórmula, nunca em uma ação isolada.

Quando o modelo falha

Em uma única empresa olhada fora de um ranking, a "nota" não significa quase nada — a Fórmula Mágica é relativa, compara umas com as outras. Também tropeça em bancos e seguradoras (a conta de capital é diferente). Numa cíclica, o ROIC e o EBIT de um ano de pico inflam a nota e somem quando o ciclo vira.

Como interpretar

Por ser um modelo de RANKING (relativo), o selo aqui costuma ser NEUTRO para uma empresa isolada: mostramos os dois números (ROIC e Earnings Yield) para você entender a régua, não para cravar aprovação.

Limitação

É um método de carteira e de média de longo prazo: pode passar anos atrás do mercado. Usa um retrato contábil de 12 meses, sensível a anos atípicos. Não avalia dívida nem governança.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Fórmula Mágica, o resultado é NEUTRO — é um modelo de ranking entre muitas empresas; sozinho, mostra os números mas não classifica.

Qualidade (estilo Buffett)

Este é um negócio excelente, com retornos altos e consistentes, que eu gostaria de ter por muito tempo?

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Quem criou

Warren Buffett / Charlie Munger

Problema que resolve

Buffett deslocou o foco do "preço barato" para a "qualidade do negócio": prefere uma empresa excelente a um preço justo do que uma medíocre a um preço de banana.

Como calcula

Não há fórmula fechada — é uma APROXIMAÇÃO declarada por proxies de qualidade: ROE alto e consistente (≈ acima de 15%), margem líquida saudável e dívida sob controle, sustentados por anos (uma vantagem competitiva durável).

ROE (retorno sobre patrimônio)9,72%
Margem líquida14,65%
Dívida líquida / EBITDA2,28x

Quando funciona

Em empresas com marca forte, vantagem competitiva e histórico longo de retornos altos e estáveis (consumo, serviços essenciais) — onde o passado de qualidade tende a se repetir.

Quando o modelo falha

Quando se olha um único ano: qualidade Buffett é sobre CONSISTÊNCIA de muitos anos, não um retrato. Um ROE alto num ano isolado não prova vantagem durável. Numa cíclica, o ROE alto do ano bom não se sustenta — exatamente o oposto da consistência que o modelo procura.

Como interpretar

Tratamos como APROXIMAÇÃO declarada: os proxies (ROE, margem, dívida) sugerem qualidade, mas não capturam o que Buffett mais valoriza — a vantagem competitiva durável e a confiança na gestão, que não cabem num número.

Limitação

Qualidade alta não diz nada sobre PREÇO: pode-se pagar caro demais por um ótimo negócio. E os proxies de um ano não provam durabilidade — só o histórico longo prova.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Qualidade (estilo Buffett), o resultado é NEUTRO — é uma aproximação por um retrato de um período; provar qualidade exige consistência de vários anos.

Piotroski F-Score

A saúde financeira desta empresa está melhorando ou piorando de um ano para o outro?

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Quem criou

Joseph Piotroski

Problema que resolve

Piotroski queria separar, entre empresas aparentemente baratas, as que estavam realmente melhorando das que eram baratas porque iam mal.

Como calcula

Soma 9 sinais binários (1 ponto cada) em três grupos: rentabilidade (lucro positivo, fluxo de caixa operacional positivo, ROA subindo, caixa maior que o lucro), alavancagem/liquidez (dívida caindo, liquidez corrente subindo, sem emissão de ações) e eficiência (margem bruta subindo, giro do ativo subindo). Nota de 0 a 9.

Lucro sobre ativos (ROA) positivo✔ sim
Fluxo de caixa operacional positivo✔ sim
ROA maior que no ano anterior✕ não
Caixa operacional maior que o lucro (qualidade do lucro)✔ sim
Endividamento menor que no ano anterior✕ não
Liquidez corrente maior que no ano anterior✕ não
Sem emissão de novas ações no período— indisponível
Margem bruta maior que no ano anterior✕ não
Giro do ativo maior que no ano anterior✕ não
F-Score (sinais atendidos ÷ avaliados)3 de 8 (2024→2025)

Quando funciona

Como filtro de qualidade DENTRO de uma cesta de ações baratas (P/VP baixo): separa as que estão se recuperando das armadilhas de valor. Foi para isso que Piotroski o construiu.

Quando o modelo falha

Como sinal isolado de compra (ele complementa, não substitui o preço). E em bancos e seguradoras, onde os 9 sinais — pensados para empresas operacionais — perdem o sentido.

Como interpretar

Nota alta (6+) indica saúde financeira em melhora no último exercício; nota baixa (0–2) indica deterioração. É um termômetro de TENDÊNCIA do balanço de um ano para o outro, não um preço nem um selo de qualidade — diz se a empresa está ficando mais ou menos sólida. Nós avaliamos 8 dos 9 sinais: o 9º (emissão de novas ações) exige a contagem histórica de ações, que as demonstrações da CVM não trazem.

Limitação

Exige duas demonstrações financeiras seguidas para comparar (variações ano-a-ano). É puramente contábil e retrospectivo: mede o que já aconteceu, não o futuro. Um ano isolado ruim numa empresa sólida derruba a nota — leia sempre como tendência do ano, não como veredito sobre o negócio.

Aplicação nesta empresa

Segundo o Piotroski F-Score, a saúde financeira ficou ESTÁVEL no último exercício — somou 3 de 8 sinais avaliáveis (2024→2025).

Altman Z-Score

Qual o risco de esta empresa entrar em insolvência (quebrar) nos próximos anos?

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,16 está na zona segura (acima de 2,6).

Quem criou

Edward Altman

Problema que resolve

Altman buscou um único número que sinalizasse, com antecedência, a probabilidade de falência — antes que o problema ficasse óbvio no balanço.

Como calcula

Combina indicadores de balanço em pesos calibrados. A versão para mercados emergentes (Z'') usa: capital de giro/ativos, lucros retidos/ativos, EBIT/ativos e patrimônio/passivo total. Acima de uma faixa = zona segura; abaixo = zona de alerta.

X1 · capital de giro ÷ ativo total0,07
X2 · lucros retidos ÷ ativo total0,18
X3 · EBIT ÷ ativo total0,03
X4 · patrimônio ÷ passivo exigível0,67
Z'' = 3,25 + 6,56·X1 + 3,26·X2 + 6,72·X3 + 1,05·X45,16
Exercício2025

Quando funciona

Em empresas industriais e operacionais de capital intensivo, para acender uma luz amarela ANTES da crise — o uso clássico e validado do modelo. Usamos a variante Z'' que o próprio Altman recomenda para mercados emergentes.

Quando o modelo falha

Em bancos, seguradoras e empresas financeiras, cuja estrutura de balanço é completamente diferente da que o modelo pressupõe.

Como interpretar

Faixas do Z'': acima de 2,6 = zona segura; entre 1,1 e 2,6 = zona cinzenta (atenção); abaixo de 1,1 = zona de alerta. Z alto = baixo risco de insolvência. É um medidor de SOLVÊNCIA e fragilidade financeira — não diz nada sobre preço nem sobre qualidade do negócio.

Limitação

Calibrado para empresas não-financeiras; usa a variante Z'' por setor e país. Usa o balanço do último exercício fechado: uma piora muito recente pode ainda não ter aparecido nos números.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo Altman Z-Score, a empresa ATENDE aos critérios — Z'' de 5,16 está na zona segura (acima de 2,6).

PEG (estilo Peter Lynch)

O preço desta ação está alinhado ao ritmo de crescimento dos seus lucros?

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,44 (preço acompanha o crescimento).

Quem criou

Peter Lynch

Problema que resolve

Lynch percebeu que um P/L "alto" pode ser justo se a empresa cresce rápido — e um P/L "baixo" pode ser caro se ela não cresce. O PEG corrige o P/L pelo crescimento.

Como calcula

PEG = P/L ÷ taxa de crescimento anual do lucro (g, em %). Regra de bolso de Lynch: PEG próximo de 1 é equilíbrio; abaixo de 1, o preço acompanha (ou fica atrás do) crescimento; acima de 1, o preço corre na frente.

P/L17,84
Crescimento do lucro (g)40,84%
PEG (P/L ÷ g)0,44

Quando funciona

Em empresas de crescimento consistente e previsível, onde dá para estimar uma taxa (g) confiável — o terreno onde Lynch construiu seu histórico.

Quando o modelo falha

Quando o crescimento é instável ou impossível de estimar, ou quando a empresa não cresce (g zero ou negativo torna o PEG sem sentido). Numa cíclica o crescimento é serrilhado pelo ciclo: um g medido em um ano isolado engana — o PEG vira um número sem significado.

Como interpretar

PEG perto de 1 sugere preço e crescimento em equilíbrio pela régua de Lynch; quanto menor, mais o preço acompanha o crescimento. É uma lente sobre o P/L, não um veredito final.

Limitação

Depende inteiramente da estimativa de crescimento (g) — mude o g e o PEG muda tudo. Ignora dívida, qualidade e dividendos. Não funciona em empresas que não crescem.

Aplicação nesta empresa

Segundo o modelo PEG (estilo Lynch), a empresa ATENDE aos critérios — o PEG ficou em 0,44 (preço acompanha o crescimento).

Conteúdo educacional. Os selos aplicam fórmulas públicas a números datados e não são recomendação de compra ou venda. Mesma empresa, mesma data e mesma fórmula produzem sempre o mesmo selo.

Nossa metodologia, número a número

Cada indicador do Meta de Rico segue uma fórmula declarada. O mesmo número pode aparecer diferente em outras plataformas porque cada uma usa a própria metodologia — abaixo, o nosso valor e o porquê das diferenças. Nenhum está "errado": são métodos diferentes.

  • ROIC
    Meta de Rico 2,82%
    Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?

    Nossa metodologia: NOPAT sobre o capital investido, com os números dos últimos 12 meses.

    Por que muda: A PRIO cresceu por aquisição (Peregrino, Albacora Leste): quanto de ágio e ativos em desenvolvimento cada provedor coloca no capital investido muda muito o denominador — e o ROIC junto. Num ano de lucro comprimido, essa diferença fica ampliada.

    Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 4,73% (outra plataforma) (variação de +68%).

    O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.

  • Dívida líquida / EBITDA
    Meta de Rico 2,28
    Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?

    Nossa metodologia: Dívida líquida dividida pelo EBITDA dos últimos 12 meses.

    Por que muda: EBITDA com ou sem efeito IFRS 16 (arrendamentos) e o momento da foto da dívida (a PRIO emitiu bonds e financiou aquisições) mudam o múltiplo.

    Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 2,55 (outra plataforma) (variação de +12%).

    O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.

  • EV/EBITDA
    Meta de Rico 6,64
    Algumas plataformas apresentam valores diferentes. Por quê?

    Nossa metodologia: Enterprise value dividido pelo EBITDA dos últimos 12 meses.

    Por que muda: A composição do enterprise value (dívida, caixa, IFRS 16) e o EBITDA ajustado vs. contábil geram a diferença.

    Auditoria de consistência: plataformas de mercado chegam a 7,45 (outra plataforma) (variação de +12%).

    O que isso ensina: não compare o mesmo indicador entre sites diferentes — cada um calcula de um jeito; mantenha sempre a mesma metodologia.

O resultado da empresa em 5 linhas (DRE didática)

nível: avançado

A DRE da PRIO conta a história de uma E&P pura (só produção, sem refino): a receita é o Brent vezes os barris vendidos, e o segredo mora numa linha de custo tão baixa que a margem operacional fica gigante. É diferente de uma Petrobras integrada, onde refino e combustível diluem tudo.

LinhaReferênciaO que significa
Receita~R$ 17,7 bi (12m)Quase toda de venda de petróleo bruto, cotado em dólar e atrelado ao Brent. Sem refinaria e sem postos: é só o barril que sai do campo.
Custo de produção (lifting cost)baixo por barrilO coração da vantagem: tirar cada barril custa pouco (~US$ 9–13). Quanto menor essa linha, mais sobra de cada dólar de Brent. É o que separa a PRIO dos concorrentes.
Margem EBITDA~60%Altíssima para o setor — consequência direta do custo baixo. De cada R$ 100 de receita, cerca de R$ 60 viram geração operacional de caixa antes de juros, impostos e depreciação.
Resultado financeiroA PRIO financiou aquisições grandes com dívida (parte em dólar). Juros e variação cambial passam por aqui e pesam mais quando o real se desvaloriza — sem um barril a menos vendido.
Lucro líquido~US$ 405 mi (2025)Queda de ~77% vs. 2024, mesmo com a operação eficiente: Brent mais fraco, paradas de produção e a conta da dívida comeram o caminho. É o retrato de um fundo de ciclo — não de um negócio que piorou.
💡 Numa E&P pura, a margem EBITDA revela a eficiência (aqui, altíssima), mas o lucro final de UM ano engana: caiu de ~US$ 1,76 bi (2024) para ~US$ 405 mi (2025) com o mesmo modelo, por causa do Brent e de paradas. Leia a DRE da PRIO pela produção crescente e pelo lifting cost, não pela foto de um ano — e lembre que aqui o caixa vira mais campos, não dividendo.

Aproximações para fins didáticos (fonte: demonstrações da empresa/RI e provedores de mercado). A DRE completa e auditada está no RI da Prio.

Fundamentos calculados (CVM)

nível: raio-x

Estes números não vêm de nenhum outro site: o Meta de Rico baixa as demonstrações oficiais da CVM e aplica a própria fórmula, exercício a exercício.

📅 Última demonstração: ITR 1T2026 (trimestral/ITR — a mais recente publicada na CVM). Os indicadores de resultado abaixo estão em LTM (últimos 12 meses) — soma dos quatro trimestres até 1T2026 — e o balanço é a foto do trimestre. A tabela e os gráficos históricos permanecem por exercício anual auditado (DFP). O Meta de Rico reprocessa automaticamente a cada nova demonstração da CVM.
📈 O lucro do último exercício foi R$ 2 bi, recuando 78% frente ao exercício anterior — abaixo da média dos últimos 5 exercícios (50%). gerado automaticamente dos dados · não é recomendação
💡 O ROE de 2025 (8,7%) veio abaixo da média dos últimos 8 exercícios (26,8%). Vale entender o que mudou no lucro ou no patrimônio antes de comparar com outros anos. interpretação automática · não é recomendação

Lucro do acionista (R$ bi) × ROE (%)

0'181'190'201'213'225'2310'242'2520%39%14%20%35%37%40%9%
Lucro (R$ bi)ROE (%)

Receita (R$ bi) × Margem líquida (%)

1'182'192'204'216'2212'2314'2416'2524%51%24%30%54%44%72%14%
Receita (R$ bi)Margem (%)
📋 Balanço em um olhar (ITR 1T2026, consolidado)
Ativo total
R$ 63,5 bi
Patrimônio líquido
R$ 26,6 bi
Passivo total
R$ 36,9 bi
Caixa e equivalentes
R$ 2,8 bi
📐 Mais indicadores (calculados da CVM)
Margem bruta
25,5%
Margem EBIT
18,1%
Liquidez corrente
1,92
Giro do ativo
0,28
Passivos/Ativos
58,1%
Payout
0,0%
CAGR Receita 5a
52,3%
CAGR Lucro 5a
37,8%
P/EBIT
14,53
P/Receita
2,63
P/Ativo
0,73
📊 Histórico de indicadores (ano a ano · toque numa linha para entender)
IndicadorEvolução2019202020212022202320242025
Receita2019: R$ 1,6 bi · 2020: R$ 1,9 bi · 2021: R$ 4,4 bi · 2022: R$ 6,4 bi · 2023: R$ 11,9 bi · 2024: R$ 14,4 bi · 2025: R$ 15,6 biR$ 1,6 biR$ 1,9 biR$ 4,4 biR$ 6,4 biR$ 11,9 biR$ 14,4 biR$ 15,6 bi

Quanto a empresa faturou no exercício — em bancos, é a receita de intermediação financeira. É o topo da linha: tudo (custos, margens, lucro) se mede a partir dela.

Lucro do acionista2019: R$ 0,8 bi · 2020: R$ 0,5 bi · 2021: R$ 1,3 bi · 2022: R$ 3,4 bi · 2023: R$ 5,2 bi · 2024: R$ 10,3 bi · 2025: R$ 2,3 biR$ 0,8 biR$ 0,5 biR$ 1,3 biR$ 3,4 biR$ 5,2 biR$ 10,3 biR$ 2,3 bi

O lucro que sobra para os donos da empresa (atribuível aos controladores), depois de custos, despesas, juros e impostos. Cíclicas oscilam muito ano a ano — olhe a tendência, não um ano isolado.

Margem bruta2019: 42,8% · 2020: 32,4% · 2021: 57,2% · 2022: 66,9% · 2023: 64,3% · 2024: 50,7% · 2025: 20,0%42,8%32,4%57,2%66,9%64,3%50,7%20,0%

Quanto sobra de cada R$ 1 de receita depois do custo direto do produto/serviço. Margem bruta alta e estável sugere poder de preço ou custo baixo.

Margem EBIT2019: 53,4% · 2020: 49,5% · 2021: 48,3% · 2022: 61,5% · 2023: 60,1% · 2024: 48,4% · 2025: 11,6%53,4%49,5%48,3%61,5%60,1%48,4%11,6%

Resultado operacional (antes de juros e impostos) sobre a receita — mede a eficiência do negócio em si, sem efeito de dívida ou tributos.

Margem líquida2019: 51,2% · 2020: 23,8% · 2021: 30,3% · 2022: 53,9% · 2023: 43,5% · 2024: 71,7% · 2025: 14,4%51,2%23,8%30,3%53,9%43,5%71,7%14,4%

Quanto do faturamento vira lucro no fim. Compare com o histórico e o setor: margem caindo ano após ano é um sinal de alerta.

ROE2019: 38,9% · 2020: 14,4% · 2021: 20,1% · 2022: 34,6% · 2023: 37,3% · 2024: 39,7% · 2025: 8,7%38,9%14,4%20,1%34,6%37,3%39,7%8,7%

Retorno sobre o patrimônio: quanto de lucro a empresa gera sobre o capital dos sócios. ROE alto e consistente é sinal de eficiência — mas cuidado com ROE inflado por dívida alta.

ROA2019: 15,3% · 2020: 6,7% · 2021: 10,9% · 2022: 16,9% · 2023: 18,3% · 2024: 18,5% · 2025: 3,5%15,3%6,7%10,9%16,9%18,3%18,5%3,5%

Retorno sobre o ativo total: eficiência em transformar tudo o que a empresa possui em lucro. Bancos têm ROA naturalmente baixo (muito ativo).

Patrimônio líquido2019: R$ 2,2 bi · 2020: R$ 3,2 bi · 2021: R$ 6,6 bi · 2022: R$ 9,9 bi · 2023: R$ 13,9 bi · 2024: R$ 25,9 bi · 2025: R$ 25,8 biR$ 2,2 biR$ 3,2 biR$ 6,6 biR$ 9,9 biR$ 13,9 biR$ 25,9 biR$ 25,8 bi

O que sobraria para os sócios se a empresa quitasse todas as dívidas: ativos menos passivos. Cresce quando a empresa retém lucro.

Ativo total2019: R$ 5,5 bi · 2020: R$ 6,8 bi · 2021: R$ 12,2 bi · 2022: R$ 20,3 bi · 2023: R$ 28,3 bi · 2024: R$ 55,7 bi · 2025: R$ 64,2 biR$ 5,5 biR$ 6,8 biR$ 12,2 biR$ 20,3 biR$ 28,3 biR$ 55,7 biR$ 64,2 bi

Tudo o que a empresa possui e controla (caixa, estoques, imobilizado, etc.). A base sobre a qual o ROA é medido.

🧮 Calculado pelo Meta de Rico a partir das demonstrações financeiras públicas (CVM · DFP consolidada), exercício a exercício: lucro atribuível aos controladores; margem = lucro ÷ receita (em bancos, receita de intermediação); ROE = lucro ÷ PL; ROA = lucro ÷ ativo total. Não é o mesmo que os múltiplos "últimos 12 meses" de plataformas de mercado — aqui é o exercício fechado, auditável linha a linha. "n/c" = não calculável para este plano de contas.

Fonte: CVM · DFP (anual) + ITR (trimestral)Competência: ITR 1T2026 · indicadores em LTM, balanço na foto; histórico anualAtualizado: 28/07/2026Confiabilidade: Alta · dado primário calculado
📊 Qualidade dos dadosAtualizado: 28/07/2026
Dados CVM★★★★★8 exercícios · último 2025
Mercado★★★★★cotação e múltiplos · dados de mercado com atraso
Narrativa★★★★★derivada automaticamente dos dados
Notas explicativas★★★★ingestão estruturada em roadmap
Eventos★★★★★dividendos/JCP (CVM)
Cada bloco da página informa a própria fonte e competência. Só publicamos após os testes de integridade dos dados.

Como ler os números desta empresa

nível: avançado

📋 No balanço

Numa petroleira júnior como a PRIO, comece pela PRODUÇÃO (barris/dia) e pelo lifting cost — é a essência do negócio e nem sempre aparece no balanço contábil, mas está nos relatórios de produção do RI. Depois olhe o endividamento (dívida líquida/EBITDA), porque ela financia aquisições com dívida; e o capex (quanto investe para desenvolver campos como Wahoo). Margem EBITDA alta (~60%) com dívida sob controle e produção subindo = tese saudável. O lucro contábil de um ano só engana: é cíclico e afetado por câmbio e paradas.

💵 No fluxo de caixa

O fluxo de caixa operacional mostra quanto a PRIO realmente gera de dinheiro tirando petróleo — mais confiável que o lucro contábil, que sofre com câmbio e efeitos não-caixa. Aqui, o ponto-chave é: em vez de virar dividendo, o fluxo de caixa livre é reinvestido em aquisições e campos novos. Por isso, para entender a PRIO, você acompanha se esse caixa reinvestido está virando MAIS produção — é o retorno do modelo.

Dividendos

Aqui é diferente da Petrobras e da Vale: a PRIO praticamente NÃO paga dividendos. A empresa reinveste quase todo o caixa em novas aquisições e no desenvolvimento de campos (como Wahoo). É uma escolha de modelo — priorizar crescimento em vez de distribuição. Por isso, o investidor que compra PRIO aposta em VALORIZAÇÃO (a produção e o lucro crescerem), não em renda mensal. Comparar o dividend yield da PRIO com o de uma pagadora de dividendos é comparar teses diferentes.

Crescimento

O crescimento da PRIO vem de duas alavancas: comprar campos maduros baratos e aumentar a produção deles cortando custo. Nos últimos anos ela adicionou Frade, Albacora Leste, Peregrino e agora Wahoo — a produção saltou de dezenas para mais de 100 mil barris/dia. É uma tese de crescimento cíclico: cresce quando executa bem as aquisições e o Brent ajuda; sofre quando o petróleo cai ou uma aquisição não entrega. Tratá-la como "renda garantida" é o erro clássico — ela não é isso.

Participação de mercado

A PRIO é a maior petroleira independente (não estatal, não major) da América Latina em produção. É pequena perto da Petrobras, mas grande e relevante no nicho de E&P privado brasileiro — e uma das operadoras de menor custo por barril do mundo, o que a torna referência no modelo de revitalização de campos maduros.

Quem controla a empresa

ControladorNenhum controlador definido — capital pulverizado. Não é estatal: nasceu privada, é uma empresa de mercado, sem o risco político direto de uma Petrobras.
Free floatPraticamente todo o capital circula no mercado (free float alto), sem bloco de controle. Fundos e investidores estrangeiros estão entre os maiores acionistas.
  • Listada no Novo Mercado da B3: só ações ON (1 ação = 1 voto), 100% de tag along e o padrão mais alto de transparência da Bolsa.
  • A tese depende muito da EXECUÇÃO do time de gestão: comprar bem, integrar o campo e cortar custo. É uma empresa de "operadores", não de rentistas.
  • Sem controlador estatal, o risco não é política de preços — é errar uma aquisição cara ou uma decisão de capital que não se pague.

Linha do tempo

nível: raio-x
2015
A HRT Participações vira PetroRio e adota o modelo de comprar e revitalizar campos maduros.
2019
Aquisição de participação no campo de Frade (da Chevron) — marco da estratégia de campos maduros.
2022
Muda o nome para PRIO; compra Albacora Leste, um de seus maiores ativos.
2023
Lucro em forte alta com produção crescente e Brent favorável.
2024
Avança na aquisição de participação no campo de Peregrino (da Equinor/Sinochem).
2025
Consolida Peregrino e prepara Wahoo; lucro recua (~US$ 405 mi) com Brent mais fraco e paradas — fundo de ciclo.
2026
Primeiro óleo de Wahoo (março) e produção recorde no 1º trimestre (~155 mil barris/dia), com lifting cost de ~US$ 9,4/barril.

Concorrentes

nível: raio-x
Petrobras (PETR4) — Gigante estatal integrada — outra escala e outra tese (dividendos altos, risco político).
Brava Energia (BRAV3) — Outra independente nacional de E&P, também focada em campos onshore e offshore.
PetroReconcavo (RECV3) — Independente brasileira focada em revitalização de campos maduros onshore.
Majors globais (Shell, Chevron, Equinor) — Gigantes integradas — muitas vezes as VENDEDORAS dos campos que a PRIO compra.
PerfilDividendosRisco principal
PRIO3Júnior privada, foco em custo e crescimentoQuase nenhum (reinveste para crescer)Preço do petróleo / execução / dívida
PETR4Integrada estatal giganteAltos, porém variáveisInterferência política
RECV3 / BRAV3Independentes nacionais menoresVariáveisEscala menor / preço do petróleo

Como avaliar uma petroleira júnior de crescimento (o método, não a resposta)

nível: avançado

O método replicável — aprenda uma vez, aplique em qualquer empresa do mesmo arquétipo.

  1. Comece pela produção: quantos barris/dia ela produz e o quanto isso está CRESCENDO. Aqui a história é volume subindo (Wahoo, Peregrino), não dividendo.
  2. Cheque o lifting cost (custo de tirar o barril): é a única vantagem durável em commodity. Quem produz mais barato lucra no fundo do ciclo enquanto o rival sangra.
  3. Normalize o Brent: olhe o resultado num Brent médio de ciclo, não no barril de um trimestre. Lucro de cíclica é foto tremida.
  4. Meça a alavancagem: dívida líquida/EBITDA e o cronograma da dívida. Aquisição financiada com dívida potencializa o ganho no Brent alto — e a dor no Brent baixo.
  5. Julgue a execução: as últimas aquisições entregaram a produção prometida no custo prometido? É isso que separa uma PRIO de uma petroleira júnior qualquer. Só então compare com pares (Petrobras, majors) — no SEU plano, com o SEU prazo.

Você já tem PRIO3 sem saber?

nível: raio-x

Antes de comprar PRIO3 direto, cheque se você JÁ tem PRIO sem saber — ela é um dos pesos do Ibovespa e de fundos de small/mid caps.

🧺 ETFs de Ibovespa (ex.: BOVA11)

PRIO3 entrou entre os componentes do índice — quem tem ETF de Ibovespa já carrega um pouco de PRIO.

🧺 Fundos de ações Brasil

A PRIO virou posição comum em fundos de ações e de small caps por ser uma das teses de crescimento da Bolsa. Consulte a carteira do seu fundo.

🧺 ETFs setoriais / de commodities

Fundos com viés de energia ou commodities podem carregar PRIO como exposição ao petróleo brasileiro.

💡 Comprar PRIO3 tendo ETF de Ibovespa não é errado — mas é DOBRAR a exposição ao petróleo. Decida o peso total, não o peso de cada compra.

Imposto de Renda: como declarar

nível: avançado

Regras vigentes em 2026 — tributação muda; confirme na Receita/seu contador.

  • Dividendos: isentos de IR para pessoa física (regra atual) — mas a PRIO praticamente não distribui, então isso quase não se aplica hoje.
  • JCP (Juros sobre Capital Próprio): retenção de 15% na fonte, quando houver.
  • Venda com lucro: isenção para vendas de até R$ 20 mil/mês (ações, swing); acima disso, 15% sobre o ganho (20% em day trade). DARF até o último dia útil do mês seguinte. Como a tese aqui é valorização, o ganho de capital na venda tende a ser o evento tributável relevante.
  • Na declaração anual: Bens e Direitos, grupo 03 (Participações societárias), código 01 — Prio S.A., pelo custo de aquisição.
  • Proventos recebidos (se houver): dividendos em "Rendimentos Isentos"; JCP em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva".

Perguntas frequentes

A PRIO paga dividendos?

Praticamente não. Diferente da Petrobras e da Vale, a PRIO reinveste quase todo o caixa em novas aquisições e no desenvolvimento de campos. O dividend yield fica perto de zero. Quem compra PRIO aposta em valorização (a produção crescer), não em renda mensal.

O que é lifting cost e por que importa tanto na PRIO?

É o custo de tirar cada barril de petróleo do campo. Quanto menor, mais lucro a empresa faz em qualquer nível de preço do Brent. A PRIO é uma das operadoras de menor lifting cost do mundo (chegou a ~US$ 9/barril) — é o principal diferencial dela e o que a mantém lucrativa mesmo quando o petróleo cai.

Por que o P/L da PRIO está alto se ela é tão eficiente?

Porque o lucro de 2025 caiu muito (~77%) por causa de um Brent mais fraco e de paradas de produção — foi um fundo de ciclo. Como o P/L divide preço por lucro, um lucro temporariamente baixo empurra o P/L pra cima. Em cíclicas, P/L alto no fundo do ciclo pode enganar tanto quanto P/L baixo no topo.

Qual a diferença entre PRIO e Petrobras?

A Petrobras é uma gigante estatal integrada (explora, refina e vende), paga dividendos altos e variáveis e tem risco político. A PRIO é uma júnior privada focada só em produção (E&P), não paga dividendo relevante e cresce comprando e revitalizando campos maduros. São teses diferentes: renda com risco político vs. crescimento com risco de execução.

O que é o campo de Wahoo e por que ele importa?

Wahoo é um campo novo que a PRIO desenvolveu e cujo primeiro óleo saiu em março de 2026. Ele importa porque tem custo de operação estimado baixíssimo e adiciona bastante produção — é um dos principais gatilhos de crescimento da empresa para 2026.

PRIO3 é um bom investimento?

Depende do seu objetivo, prazo e tolerância ao risco — e isto não é recomendação. A PRIO combina eficiência de custo rara e crescimento de produção com riscos relevantes (preço do petróleo, alavancagem e execução de aquisições) e ausência de dividendos. O essencial é entender que é uma tese de crescimento cíclico, não de renda, e como ela se encaixa no seu plano e na sua diversificação.

PETR4 ou PRIO3?

São teses diferentes, não é recomendação. A Petrobras é a gigante que paga dividendos altos (e variáveis), com risco político; a PRIO é a júnior eficiente que reinveste para crescer, sem dividendo relevante e com mais sensibilidade ao preço do petróleo e à execução. Uma é mais renda, a outra é mais crescimento — o que combina com você depende do seu plano.

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Notícias e fatos relevantes

Notícia mexe no preço no curto prazo — mas o que muda a TESE são os fatos relevantes que a empresa é obrigada a publicar (resultados, dividendos, mudanças de comando). Antes de reagir a manchete, confira a fonte oficial.

💡 Regra da casa: numa cíclica, manchete de lucro recorde costuma chegar DEPOIS do topo do ciclo. Notícia contextualiza — quem decide é o seu método e o seu plano.

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